Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

A Europa e o Terrorismo

Paulo Casaca

Com a colaboração de quatro colegas de diferentes países e de diferentes grupos políticos promovi, no passado dia 16 em Bruxelas, uma conferência intitulada "A Europa e o Terrorismo, ameaças e respostas" que contou com a presença de duas das personalidades mais importantes da União Europeia e da NATO na luta anti-terrorista; respectivamente Gilles de Kerchove, coordenador da União Europeia para a luta contra o terrorismo e Guy Roberts, Adjunto do Secretário-Geral da NATO para a política sobre Armas de Destruição Maciça e da política nuclear. Tivemos ainda connosco o Professor Yonah Alexander, director do Centro inter universitário para estudos sobre o terrorismo de Washington D.C. e a colaboração da B'nai B'rith International.

A perspectiva da NATO parece-me assentar em quatro bases e nenhuma delas me parece sólida. A primeira é a de que a luta anti-terrorista não pode ser limitada a um quadro jurídico. Trata-se da mesma doutrina americana que levou a retirar da alçada da justiça a luta contra o terrorismo e que acabou com listas de organizações terroristas e Guantanamo. Não só não respeita o Estado de Direito como também não é eficaz na luta contra o mesmo.

A segunda é a que Guy Roberts chama de rede de negação do terrorismo. É naturalmente fundamental pôr em rede todas as forças que estão contra o terrorismo, mas não é menos importante ter em atenção aquilo de que estamos a falar, para evitar manipulações. A esse respeito, as lições do Iraque e das pseudo ligações de Saddam Hussein à Al-Qaeda continuam por tirar.

Em terceiro lugar temos os aspectos defensivos e de dissuasão, que constituíram o essencial da sua mensagem. Também aqui me parece que as coisas não estão como deveriam estar. Pensar na dissuasão com o Irão nos mesmos termos em que se pensou com a União Soviética parece-me ser um erro crasso. Quanto às medidas de defesa, penso que o facto de a operação "Endeavour", que cobre todo o Mediterrâneo, nunca ter sido capaz de detectar qualquer material terrorista indica bem a limitação da medida.

Em quarto lugar, temos a capacidade de resposta na gestão de catástrofes. Aqui ficámos a saber, por exemplo, que se estava a construir o primeiro hospital bio-imune do mundo, na República Checa, o que não me parece ter sido tranquilizador para ninguém.

Mais do que isso, a ausência de qualquer referência à compreensão ideológica e histórica do fanatismo islâmico, onde assenta o moderno terrorismo, pareceu-me ser um erro grave de perspectiva.

Depois tivemos Gilles de Kerchove, que para além de se mostrar menos preocupado com o fenómeno do terrorismo resolveu afunilar o problema na "Al-Qaeda", como se esta organização se pudesse compreender fora da ideologia que a sustenta e de quem a apoia, na lógica do apaziguamento com o fanatismo.

O diálogo com os partidos islâmicos – apresentados como reformistas, em vez de reaccionários – foi apresentado como solução, no lugar da cooperação com os verdadeiros reformistas e com as minorias dos países islâmicos, numa pura lógica de apaziguamento do inimigo, colaboração no esmagamento dos aliados.

A esse propósito chegou-se mesmo ao ponto de invocar a liberdade de expressão para não proibir a "Al-Manar" – canal de televisão do Hizbullah especializado na promoção do racismo, xenofobia e fanatismo.

Das questões colocadas sobressaiu a de um jornalista curdo, Roni Alasor, que pôs em evidência a contradição entre a suposta confrontação do Ocidente com o Irão e a forma como o Ocidente fechou os olhos ou permitiu a libertação antecipada dos iranianos e libaneses do Hizbullah, assassinos dos dirigentes do PDK iraniano, em Viena e em Berlim.

No rescaldo do debate fiquei convencido de que o Ocidente continua a não querer entender que por trás do moderno terrorismo há uma ideologia e uma geopolítica, e que não é nem exclusivamente com meios militares nem através do apaziguamento que se pode e deve enfrentar o problema.  

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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Paulo Casaca promove debate sobre "Etnia e Direitos Humanos no Irão"

A preocupante situação das minorias étnicas no Irão e as sistemáticas, generalizadas e graves violações dos direitos humanos praticadas pelo regime de Teerão constituem os temas centrais de um debate que o deputado Paulo Casaca promove amanhã, pelas 16h00, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

 
Contrariamente ao entendimento geral, o Irão está longe de ser uma nação homogénea. É, de facto, um país multi-étnico composto por Azerbaijanis, Persas, Árabes, Curdos, Balúchis, Turcomenos, Bakhtiari e muitas outras minorias.
 
No entanto o regime iraniano tem insistido numa política de não respeito pelas minorias país, designadamente através da repressão do uso da língua e de outras expressões de cultura.
 
Esta deplorável atitude de Teerão viola os princípios consagrados na Declaração da Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada em 1992, sobre os "direitos das pessoas pertencentes a minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas" que, entre outras disposições, exige que "os Estados devem proteger a existência e identidade de minorias nacionais ou étnicas, culturais, religiosas e linguísticas dentro dos seus respectivos territórios", através da adopção de "medidas apropriadas, legislativas ou de outro tipo, para a persecução desses objectivos".
 
Promover a coexistência pacífica de minorias étnicas e fomentar, através de uma atitude pró-activa, os valores da liberdade e da democracia, são os principais objectivos deste debate que será moderado por Paulo Casaca e Ahmad Obali, da Comissão para as Relações Internacionais do Congresso Mundial dos Azerbaijanis, e que contará com a participação de representantes de várias outras organizações das comunidades Árabe, Turcomena e Azerbaijani.
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Paulo Casaca promove discussão de programa nuclear iraniano

O deputado Paulo Casaca promove amanhã, dia 9 de Setembro, pelas 08h30, em Bruxelas, um debate sobre o programa nuclear iraniano.

 
A iniciativa é promovida pelo Grupo de Alto Nível do Fórum Europeu para o Próximo Oriente (Europe Near East Forum, no seu acrónimo inglês), do qual fazem parte deputados europeus, especialistas e representantes da sociedade civil, e que amanhã se reúne pela primeira vez.
 
Refira-se que 35% do total das importações do Irão provêm da União Europeia. A economia iraniana está hoje dependente do fornecimento de peças e bens industriais europeus, pelo que a aplicação de sanções económicas por parte da Europa é encarada como o único meio pacífico para pôr fim ao pesadelo da "bomba iraniana".
 
A natureza deste dilema, que evidencia a possibilidade de virem a ser consideradas no futuro outras opções em resultado dos fracassos obtidos pela via diplomática, é ilustrada em detalhe num relatório da autoria de Kassem Ja'afar, principal orador do encontro.
 
Actual consultor diplomático no Qatar, com formação em História do Médio Oriente e em Estudos de Guerra, Kassem Ja'afar foi, durante os anos 80, Co-Editor da publicação "Análise Estratégica", especializada em questões de defesa. Tendo assumido as funções de correspondente da BBC para o Médio Oriente por mais de uma década, Kassem Ja'afar é também autor e co-autor de vários livros e artigos sobre defesa do Médio Oriente, diplomacia e assuntos afins.
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Ethnicity and Human Rights in Iran

Azerbaijanis, Arabs, Turkmen and other ethnic minorities

A Hearing on human rights abuses in Iran
 
After two world wars and millions of lives sacrificed during the first half of 20th century, European nations have formed the largest and greatest union to promote coexistence and peace based on mutual respect, human rights, freedom and democracy. 
Supremacy has been replaced by equality and wars to kill and conquer have been replaced by peace and cooperation.While Europe is enjoying the greatest respect for human values, the Middle East in general, and Iran in particular, is speeding towards one great disaster.
Contrary to general belief, Iran is not a homogeneous nation. It is in fact a multi ethnic country composed of Azerbaijanis, Persians, Arabs, Kurds, Baluchis, Turkmens, Bakhtiaries-Lurs and many religious minorities.  Based on the largest independent linguistic/ethnic academic research group, ethnologue,[1] and the UN Special Rapporteure/ Representative on Islamic Republic of Iran reporting to UN General Assembly[2][3]Azerbaijanis are the largest ethnic group in Iran followed by Persians, Arabs and other national groups. The Iranian government has taken exceedingly hostile steps against all non-Persian ethnic groups in the country. The Iranian government has pursued systematic assimilation by repressing the use of language and expressions of culture other than Persian. ,
The Declaration on the Rights of Persons Belonging to National or Ethnic, Religious andLinguistic Minorities[4] protects ethnic and linguistic rights. It demands “states shall protect the existence and national or ethnic, cultural, religious and linguistic identity of minorities within their respective territories..." and "... states shall adopt appropriate legislative and other measures to achieve those ends". 

 

Azerbaijanis, the largest group in the country estimated at about 25-30 million, are spread throughout Iran but mainly live in the North West of Iran. Arabs live in the historic Arab lands in South West Iran and Turkmen live in their historic lands of Turkmanistan (bordering republic of Turkmanistan). Iran is bordering three members of Council of Europe, Republic of Azerbaijan, Armenia and Turkey and horrific fear that the Iranian government‘s forced assimilation policy towards all its non-Persian ethnic groups creates conditions which well may result in disaster is magnified by each days passed. Europe could be affected by waves of violence, political instability, chaos and lingering lack of security, all at its doorsteps.  

 

This hearing will concentrate on a proactive approach for a possible roadmap to promote peaceful coexistence, freedom and democracy for all.  
 

Representatives of South Azerbaijani, Arab and Turkmen organizations will present the latest situation related to their respective ethnic groups in Iran.

 
 

[1] ( 1997 estimate),  http://www.ethnologue.com/show_country.asp?name=IR

[2] A/56/278 General Assembly

[3] http://www.un.org/documents/ga/docs/56/a56278.pdf

[4] http://www.ohchr.org/Documents/Publications/GuideMinoritiesDeclarationen.pdf

 

 

 

 

September 10, 16:00, Room ASP 3H1, European Parliament, Brussels

 

 

 

 
Moderated by Paulo Casaca, MEP and Ahmad Obali, World Azerbaijanis Congress, Committee on International relations
 
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Protecção do Campo de Ashraf no Iraque

Instituições europeias favoráveis à aplicação da Convenção de Genebra

O deputado Paulo Casaca alertou hoje, em Bruxelas, para os perigos decorrentes da possibilidade dos Estados Unidos poderem vir a sancionar um dos piores crimes cometidos contra a humanidade ao permitirem, em ruptura com os compromissos públicos assumidos e com o mandato que lhe está atribuído pelas Nações Unidas, a deportação para o Irão de cerca de quatro mil iranianos, protegidos ao abrigo do artigo 27º da Quarta Convenção de Genebra, no Campo de Ashraf, a Norte de Bagdade.
 
No debate ocorrido na sessão plenária desta tarde – que foi aberto por Paulo Casaca, na sua qualidade de co-autor de uma Resolução do Parlamento Europeu sobre direitos humanos  – o deputado socialista referiu a necessidade de se respeitar o direito internacional e os princípios humanitários que devem reger a União Europeia, afirmando mesmo que a entrega dos opositores iranianos seria um acto muito pior do que "Guantanamo".
 
A posição do deputado socialista quanto à aplicação da Convenção de Genebra, massivamente apoiada pela Câmara, foi explicitamente apoiada pela Comissária Ferrero Waldner que afirmou o apoio da Comissão Europeia à aplicação da quarta convenção de Genebra aos refugiados iranianos no Iraque.
 
A Resolução votada exorta também os vários Estados-Membros e países democráticos a suspenderem a deportação para o Irão de pessoas ameaçadas de execução ou tortura, e condena, nos termos mais enérgicos, as condenações à morte e as execuções praticadas pelo regime teocrático iraniano, apelando para o estabelecimento de uma moratória, tendo em vista a abolição da pena de morte, de acordo com a resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 18 de Dezembro de 2007.
 
A este propósito, e à passagem do 20º aniversário sobre a trágica execução em massa de milhares de prisioneiros políticos em Teerão, Paulo Casaca referiu que as execuções no Irão estão em completo descontrolo, tendo chegado a atingir, num único dia, de acordo com comunicações oficiais das autoridades iranianas, o número de 29 pessoas enforcadas, na prisão de Evin, em Teerão.
 
À semelhança de anteriores recomendações, o Parlamento Europeu voltou hoje a insistir na necessidade do Conselho e Comissão acompanharem de perto a evolução da situação no Irão, encarando os sistemáticos casos de violação dos direitos humanos como condição básica para o progresso das relações económicas entre a União Europeia e aquele país do Médio Oriente.
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

O regresso de Fukuyama

  Paulo Casaca

Com "O Fim da História", Francis Fukuyama passou da categoria de anónimo politólogo americano a um dos mais mediáticos pensadores políticos contemporâneos, posição em que, duas décadas depois – “O Fim da História” foi editado em 1989 e refere-se a 1989 – continua a ocupar a par de outros, como Thomas Friedman e Fareed Zakaria, e é de leitura obrigatória, para quem se interessa por política internacional.

Depois de, se não me engano, há dois anos, ter feito o epitáfio do neo-conservantismo (de que ele foi um dos mais conhecidos autores), Fukuyama surge de novo em posição de destaque, a propósito da nova vaga de preocupações com o renascimento do autoritarismo post ou proto-comunista da Rússia, China ou Venezuela (Washington Post, editado pelo Público de 31 de Agosto).

A mensagem de Fukuyama é, como sempre, clara, simples e directa e, na minha opinião imprescindível no actual momento político: é preciso fazer a distinção do autoritarismo não ideológico em relação às ideologias do autoritarismo (resumo da minha responsabilidade).

O nacionalismo russo, da mesma maneira que o chinês e que a demagogia de Chávez, por pouco recomendáveis que sejam e por mais problemas que nos tragam, não são [ou não são por agora, na minha opinião] construções ideológicas passíveis de se erguer em oposição aos valores da democracia liberal, "o único verdadeiro rival da democracia no campo das ideias, actualmente, é o islamismo radical. De facto, uma das mais perigosas nações-Estado do mundo hoje em dia é o Irão, controlado por mullahs xiitas extremistas" (Fukuyama, op. cit.).

Se mudarmos "uma das mais" por "a mais" temos o que eu tenho andado a dizer há vários anos e exactamente pelas mesmas razões que nos são agora apresentadas por Fukuyama.

Se Fukuyama quiser continuar a sua linha de raciocínio, talvez venha a entender melhor a razão de ser da falência do neo-conservantismo e do desastre político que a precipitou (a operação iraquiana), que é precisamente o de confundir um ditador em fim de linha com o único desafio consistente e real aos valores civilizacionais modernos.

Por enquanto, a mensagem de Fukuyama parece-me essencial: o Ocidente, e muito em particular o Estado-Maior americano, estão outra vez a errar completamente a pontaria ao disparar para Moscovo, e se continuarem por este caminho, vão conduzir-nos a desastres semelhantes aos que nos levaram quando resolveram fazer explodir Bagdade.

Tenho pelas democracias o respeito crítico que foi celebrizado por Churchill, e entre as virtudes que não lhe reconheço é a da imunidade à miopia e insensatez.

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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Visita ao Iraque

Líderes políticos, da sociedade civil e religiosos do Iraque pedem observadores internacionais para eleições provinciais

A preocupação fundamental dos presentes foi para as condições em que se poderão realizar as eleições provinciais previstas para o dia 1 de Outubro, sendo fundamental evitar a repetição das fraudes eleitorais que caracterizaram o escrutínio de 2005, o que só poderá acontecer se houver uma forte presença de observadores internacionais, nomeadamente das Nações Unidas, bem como de jornalistas, antes, durante e depois das votações. 

Outro dos pontos em debate foi a inexistência de possibilidades de voto para os mais de cinco milhões de iraquianos que tiveram de fugir das suas casas vítimas da violência dirigida contra as minorias étnicas e religiosas mas também contra as elites profissionais. Um facto que irá premiar os fautores da violência.
Paulo Casaca, que teve a oportunidade de testemunhar as francas melhorias das condições de segurança em praticamente todas as aldeias por onde passou, em Diyala e Al Salahidin, devido à presença dos chamados Conselhos do Despertar, foi confrontado com o insistente pedido para que sejam respeitados procedimentos jurídicos e humanitários para com os cerca de 60.000 detidos em prisões nacionais, regionais e da coligação ocidental.
Os líderes presentes insistiram de forma unânime para que a União Europeia controle as verbas dos projectos que financia no Iraque dado que o desvio de dinheiro é não só um prejuízo para o contribuinte europeu e potencial beneficiário iraquiano mas leva também ao financiamento dos esquadrões da morte e grupos terroristas que promovem a destruição do Iraque.
Os participantes nestes encontros, críticos da subserviência do actual governo às autoridades iranianas, estavam entre os promotores de uma petição de xiitas do Sul e de outros pontos do Iraque, nomeadamente da cidade Sadr, que pediam o encerramento das instalações diplomáticas iranianas e o fim das medidas de perseguição à Organização dos Mujahedines do Povo do Irão (OMPI). A cerimónia da entrega desta petição - com três milhões de assinaturas - foi feita na manhã do dia 14 por centenas de dirigentes políticos, tribais e alguns dos principais líderes religiosos xiitas. 
Nos dias 15 e 16, Paulo Casaca teve a oportunidade de se encontrar com o Governador da Província de Erbil, com o Presidente da Câmara de Erbil, com o Vice-Presidente da Assembleia Regional do Curdistão, com o Secretário Geral do Partido Democrático do Curdistão e ainda com os responsáveis autárquicos de Rawanduz, um dos municípios que tem sofrido com os bombardeamentos das forças iranianas e turcas a aldeias curdas do Iraque.
Entre outros pontos, as autoridades curdas mostraram a sua preocupação com os sucessivos bombardeamentos de artilharia a dezenas de aldeias curdas que têm provocado a fuga das populações e a destruição de escolas, hospitais e outras infra-estruturas.
Os autarcas da região fronteiriça queixaram-se da magreza do apoio concedido à população em fuga - cerca de mil dólares por família - da inacção das forças multinacionais e iraquianas e da ausência de qualquer esforço das Nações Unidas para observar a situação e parar a agressão.
Paulo Casaca realçou que a punição indiscriminada da população civil por presumíveis actos de guerrilha é classificada como um acto de terrorismo e formalmente proibida pelo artigo 33.° da quarta Convenção de Genebra.
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Paulo Casaca orador em conferência na Galiza

O deputado Paulo Casaca foi convidado a participar numa conferência sobre A Liberdade no Grande Médio Oriente”, a ter lugar no dia 6 de Junho, na cidade espanhola de Vigo.

 
O evento, promovido pela Associação Galega de Amizade com Israel, insere-se num ciclo de fóruns de debate e conferências com vista à reflexão sobre os valores da democracia em oposição à intolerância, ao racismo e ao anti-semitismo no mundo.
 
Criada em 2006, a Associação Galega de Amizade com Israel apresenta como seus principais objectivos a denúncia contra a perversa banalização do holocausto, a disseminação do imenso legado histórico do povo judeu e a oferta de informação alternativa ao empobrecido "pensamento único" que domina os meios de comunicação sobre o conflito israelo-árabe.

 

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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Exemplo da Tunísia

Paulo Casaca promove conferência sobre o papel

das mulheres na luta contra o extremismo e o fundamentalismo
 
O deputado Paulo Casaca promove amanhã, dia 4 de Junho, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma conferência sobre o papel das mulheres na luta contra o extremismo e o fundamentalismo.
O evento, realizado em parceria com a deputada socialista belga Giovanna CORDA, conta com a colaboração do Centro Europeu de Informação Estratégica e Segurança que, na ocasião, apresentará as conclusões de um estudo realizado pela sua Directora-Geral, Genovefa ETIENNE, sobre a situação das mulheres na Tunísia.
O documento - disponível através do site http://www.esisc.org - conclui que, num cenário global em que as mulheres são invariavelmente as primeiras vítimas do fundamentalismo islâmico, a situação na Tunísia tem registado uma evolução positiva baseada na complementaridade entre o desenvolvimento dos direitos políticos, económicos e sociais.
Saliente-se que, graças a legislação promulgada, em 1956, pelo primeiro Presidente do país, Habib BOURGUIBA, as mulheres tunisinas são hoje cidadãs de parte inteira, decorrendo já cerca de meio século da abolição da poligamia (a Tunísia é, com efeito, o único país muçulmano em que a poligamia representa um delito penal) e que a interrupção voluntária da gravidez foi autorizada.
Desde essa altura que o processo de emancipação da mulher na Tunísia tem vindo a ser reforçado. Hoje em dia, as mulheres tunisinas assumem um papel activo e determinante em todos os domínios da vida pública e privada.
Recorde-se que o último Fórum Mundial da Mulher realizado pelas Nações Unidas, em Nova Iorque, apontou a Tunísia como um país onde os instrumentos jurídicos foram consideravelmente reforçados no sentido da garantia do exercício das liberdades fundamentais e da promoção geral dos direitos humanos, em particular dos direitos civis, a liberdade religiosa e sindical, a reforma da constituição, o direito ao desenvolvimento e o direito à liberdade de expressão e opinião.
Mas se é certo que esta postura vanguardista da Tunísia pode ser tida como uma importante conquista na batalha contra o fundamentalismo, é não menos verdadeiro que estes direitos adquiridos continuam a ser alvo de ameaças extremistas.
Promover uma reflexão sobre os perigos que estas ameaças representam constitui o objectivo central desta conferência que contará com a participação de quatro representantes da sociedade civil da Tunísia, nomeadamente a Senadora e Presidente da Federação Nacional dos Transportes, Hayet LAOUANI, a Juíza e Directora do Instituto Superior de Magistratura, Radhia BEN SALAH, a socióloga e docente da Universidade de Teologia Zeitouna, Ikbal GHARBI, e a advogada e Presidente da Associação Tunisina das Vítimas do Terrorismo, Abir MOUSSI.
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

E depois de Beirute?

  Paulo Casaca

Em menos de 24 horas, as milícias pró-iranianas no Líbano tomaram conta do país, silenciando e devastando jornais e televisões afectas ao Governo, mantendo em prisão domiciliária os principais líderes do Governo e do Parlamento e destruindo as suas seguranças.

O golpe militar deu-se perante a total passividade das forças da UNIFIL – destacamento das Nações Unidas maioritariamente constituído por forças europeias – que não esboçou qualquer gesto para parar as deslocações das forças do Hizbullah do Sul do Líbano – onde a UNIFIL está presente – para a tomada de Beirute. De acordo com descrições de jornalistas da Televisão "O Futuro", identificada com Saad Hariri, líder dos árabes sunitas libaneses, os militares libaneses presenciaram sem esboçar qualquer gesto à destruição das instalações da televisão pelas milícias do Hizbullah.

Depois de organizar os mais variados bloqueios e greves sem conseguir derrubar o Governo, o Hizbullah resolveu assim, finalmente, usar directamente a força para impor a sua vontade.

A razão do golpe do Hizbullah foi a tentativa do Governo de finalmente governar, transferindo do seu posto o responsável pela segurança do aeroporto de Beirute, um destacado quadro do Hizbullah que transformou este aeroporto numa peça da logística do terrorismo no Líbano, crucial tanto para a importação de mísseis e outro material de guerra como para a livre entrada de Guardas Revolucionários Iranianos (Pasdaran, ou IRGC, no seu acrónimo inglês) e outros agentes do terrorismo internacional.

A imprensa ocidental denominou de "provocação" esta tímida tentativa libanesa de lutar contra o garrote terrorista do Hizbullah, numa réplica perfeita dos insultos que dirigiu em 1938 aos dirigentes checoslovacos que tentaram resistir ao garrote nazi.

O Hizbullah é a secção melhor armada, treinada e financiada dos Pasdaran, aquela que mais e mais mortíferos actos terroristas praticou na década de oitenta e provou a sua capacidade militar ao objectivamente ganhar a guerra que travou contra Israel, em 2006.

O Ocidente – e muito em particular a União Europeia – seguiu sempre uma política de apaziguamento em relação a esta temível secção internacional do terrorismo, nunca ousando catalogá-la como organização terrorista e cedendo sempre à sua vontade.

A instalação das forças europeias da UNIFIL no Líbano foi uma autêntica farsa e tornou inevitável a tomada de poder pelo Hizbullah no Líbano. Com medo dos actos terroristas do Hizbullah, a UNIFIL não só não o desarmou, como serviu de protecção militar à construção dos seus dispositivos militares no Sul do Líbano - que preparam a nova guerra  contra Israel - e ao seu treino e rearmamento, que necessita tanto contra Israel como para tomar conta do Líbano.

Perante o rápido esmagamento do Governo cujo homem forte era o líder parlamentar, Saad Hariri, que não esqueçamos, tem dupla nacionalidade libanesa e saudita e é obrigado a seguir as instruções de Ryaad, a Arábia Saudita resolveu negociar a derrota, que foi organizada no Qatar – Estado que está cada vez mais alinhado com Teerão, apesar da sua formal aliança com o Ocidente – dando o poder de facto ao Hizbullah, mas mantendo nominalmente os seus aliados à frente do Governo.

O acordo de Doha é mais do que uma derrota, é mais do que um recuo perante Teerão, é a consagração da ficção de que a paz se consegue com o apaziguamento perante o terrorismo.

Tal como nos tinha dito Churchill sobre Munique, os dirigentes ocidentais, colocados perante a escolha entre a guerra e a desonra, escolheram a desonra, e inevitavelmente vão ter a desonra e a guerra.

A declaração solene do Presidente do Parlamento Europeu de apoio extasiado ao acordo de Doha, acordo em que a Europa não foi tida nem achada e que é a consagração da vitória da razão da força sobre a força da razão, ficará para mim como o acto mais trágico que presenciei até hoje no Parlamento Europeu.

Ninguém duvide por um segundo que o expansionismo teocrático não irá parar em Beirute. A questão é só a de saber o que se vai seguir a Beirute.  

 

  

A violência terrorista do Hezbollah em fotos:

http://yalibnan.com/site/archives/2008/05/war_in_lebanon_1.php
http://yalibnan.com/site/archives/2008/05/war_in_lebanon_2.php
http://yalibnan.com/site/archives/2008/05/war_in_lebanon_3.php
http://yalibnan.com/site/archives/2008/05/war_in_lebanon_4.php
http://yalibnan.com/site/archives/2008/05/war_in_lebanon_5.php
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O Hezbollah e a lista da UE das organizações terroristas

ORAL QUESTION WITH DEBATE O-0028/08

pursuant to Rule 108 of the Rules of Procedure

 

by Hannu Takkula, Paulo Casaca, Paul van Buitenen, Roger Helmer, Patrick Gaubert, Luís Queiró, Koenraad Dillen, Toomas Savi, Bastiaan Belder, Ashley Mote, Frank Vanhecke, Konrad Szymański, István Szent-Iványi, Vasco Graça Moura, Alexander Alvaro, Jorgo Chatzimarkakis, Johan Van Hecke, Graf Alexander Lambsdorff, Janusz Onyszkiewicz, Ramona Nicole Mănescu, Tunne Kelam, Bronisław Geremek, Charles Tannock, Jana Hybášková, Grażyna Staniszewska, David Sumberg, Philip Claeys, Vladimír Železný, Jaroslav Zvěřina, Helga Trüpel, Mogens Camre, Eija-Riitta Korhola, Peter Šťastný, Kyösti Virrankoski, Neil Parish, Siiri Oviir, Olle Schmidt, Marek Aleksander Czarnecki, Frédérique Ries, Gabriele Albertini, Martin Callanan, Christopher Heaton-Harris, Józef Pinior and Struan Stevenson

to the Council 
 

 

Subject: Hezbollah and the EU list of proscribed terrorist organisations 
 

During January 2008 terrorists from territory under UNIFIL's jurisdiction launched two rocket attacks on Israel, prompting UN Secretary General Ban Ki-Moon to call the attacks a 'serious violation of Security Council Resolution 1701'. Terrorist groups targeted UNIFIL as well. In addition, Hezbollah – supported by Syria – has been implicated in a wave of political assassinations in Lebanon. With state support from Syria and Iran, Hezbollah has become a state within a state, blocking Lebanese democratic institutions from exercising their political powers, as in the latest case of blocking the presidential election and insisting on a veto-wielding number of cabinet seats. Hezbollah effectively prevents the Lebanese Government from exercising its full sovereignty. 
 

The EU has refused to designate Hezbollah as a terrorist group, thus enabling Hezbollah's financial activities in Europe, which are necessary for its survival in Lebanon. In other words, funds raised in Europe enable Hezbollah to threaten the political and economic stability of Lebanon, act against peace talks in the Middle East, undermine Israel's security, and fuel terrorism and destabilisation in the Middle East. In addition to all this, Hezbollah is successfully spreading its ideology among Muslim youth in Europe, as confirmed by Muslim youth arrested in Germany. Hezbollah cooperates with radical groups globally including increasing ties to other terrorist groups in Europe. Europe is endangering itself by refusing to take a clear stand against Hezbollah. 
 

It is clear that at best the distinction between political and military wings is artificial. As Muhammad Fannish, a Hezbollah political leader, commented: 'I can state that there is no separating between Hezbollah military and political aims'. 
 

In light of all these facts and recognising the serious EU commitment to the Middle East peace process: 
 

    – What action has the Council decided to take to defend Lebanon's sovereign democracy and legal government and when? 

    – What is the Council doing to prevent internal strife and political assassinations in Lebanon leading to a wider conflict in the Middle East? 

    – When does the Council plan to designate Hezbollah as a proscribed terrorist organisation? 
     

     

Tabled: 18.03.2008

Forwarded: 19.03.2008

Deadline for reply: 09.04.2008

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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

O relógio nuclear não pára...

Segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) o Irão continua a ignorar os apelos do Conselho de Segurança da ONU para suspender as suas actividades de  enriquecimento de urânio. A AIEA afirma no relatório que Teerão continua, apesar das sanções e dos avisos europeus, os seus «estudos» de militarização do seu programa nuclear, incluindo a fabricação de ogivas, a possível conversão do míssil Shahab-3 em vector de arma nuclear e instalações para ensaios nucleares subterrâneos.

O regime islâmico persiste em afirmar que o seu programa nuclear visa fins civis e pacíficos. A agência, no entanto, diz que «contrariamente às decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irão não suspendeu as suas actividades de enriquecimento de urânio».

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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Hipocrisia

O maior parceiro comercial do Irão é a Alemanha que exportou no ano passado 4 bilhões de euros para a república iraniana. O Dr. Matthias Kuntzel da Universidade de Hamburgo é um perito nas relações Berlim – Teerão, e um dos principais activistas na campanha contra esta política. Ele participou de uma conferência no início deste mês em Berlim sobre o Fórum Berlinense sobre a Liberdade do Oriente Médio, uma coalizão entre organizações judaicas e não-judaicas, com o propósito de demonstrar a extensão dos laços entre os dois países. “Enquanto a Chanceler Angela Merkel e seus ministros de gabinete compareceram a uma sessão conjunta com o gabinete israelense em Jerusalém, e ressaltou o comprometimento deles com a existência continuada de Israel”, relatou Kuntzel ao Haaretz, “As empresas alemãs continuam a fazer negócios com o Irão. Não pode haver maior hipocrisia”. Na Conferência ele apresentou dados mostrando que mais que 1.750 empresas vendem maquinaria avançada

Hipócritas transacionam com Ahmadinejad
e outros equipamentos para as indústrias do petróleo, têxtil, plástico e gráficas iranianas. Os maiores exportadores são a Siemens e a Linde, e Kuntzel afirma que fornecem equipamentos essenciais que o Irão pode também utilizar no seu programa nuclear. Kuntzel afirma que cerca de 40% das importações do Irã da Comunidade Europeia são da Alemanha. “Empresários na Alemanha afirmam que caso não vendam para o Irão, nossa economia sofrerá” diz ele. “Mas é uma mentira deslavada. Se cessarmos nossos laços comerciais com o Irão, isto afectará somente a metade de um por cento de todas as nossas exportações, mas acarretará danos irreparáveis ao Irão. A Alemanha tem que entender que a menos que sanções severas e efetivas sejam impostas ao Irão, a opção que restará será a guerra”.

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Ameaças de Ahmadinejad

O Presidente do Irão Mahmoud Ahmadinejad afirmou na semana passada que “Israel está morrendo e as celebrações do 60º Aniversário são uma tentativa de evitar a sua aniquilação”. Estes comentários foram proferidos na ocasião que o presidente George W. Bush estava em Israel como orador principal para as celebrações do Aniversário do Estado Judeu. O Presidente linha dura iraniano utilizou uma palavra árabe, Ismihalal, que pode ser traduzida como destruição, morte e colapso. O Irão não reconhece Israel e Ahmadinejad repetidamente conclama a destruição de Israel. As trocas de ameaças entre o Irã e Israel se intensificaram, a partir de 2005, quando Ahmadinejad declarou num discurso que Israel será um dia “varrido do mapa”. O líder iraniano também alegou que o Holocausto foi um “mito”. Israel considera o Irão como uma séria ameaça devido ao seu programa nuclear e ao seu arsenal de mísseis de longo alcance que podem transportar artefatos nucleares e capazes de atingir o Estado de Israel. Teerão está equipado com mísseis Shahab-3 que tem o alcance de até 2.000 quilômetros, e Israel está a cerca de 1.000 quilômetros a oeste do Irão.

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Paulo Casaca representa Parlamento Europeu em

missão do Fundo Internacional para a Reconstrução do Iraque

O Deputado Paulo Casaca foi designado pelo Parlamento Europeu para o representar numa missão ao Iraque promovida pelo Fundo Internacional de Reconstrução para o Iraque (International Reconstruction Fund Facility for Iraq - IRFFI) com a assistência do Banco Mundial e das Nações Unidas que decorre desde ontem na região de Dhi Qar.

Durante dois dias, a comitiva composta por representantes da Comissão de Dadores do Fundo, liderada pelo Embaixador Gianludovico de Martino, e que inclui o Embaixador Ilkka Uusitalo, representante da CE no Iraque, diplomatas de países dadores como os Estados Unidos, o Japão e a Dinamarca bem como representantes das Nações Unidas vai avaliar in locco a aplicação dos financiamentos externos e a evolução dos projectos em implementação no Sul do país.

A missão reuniu-se no passado dia 17 no Abu Dhabi, Emiratos Árabes Unidos, e, ontem, dia 18, foi transportada pela força aérea italiana para o aeroporto militar de Tallil, a sudoeste de An Nasiriyah, de onde iniciou os seus trabalhos.

O Fundo Internacional de Reconstrução para o Iraque foi lançado em 2004 pelas Nações Unidas e pelo Banco Mundial no sentido de facilitar a canalização de ajudas e recursos com vista ao apoio da reconstrução e desenvolvimento no Iraque. Até ao momento, já foram contabilizados mais de 1.83 biliões de dólares em acções de financiamento para projectos de investimento a curto e médio prazo.

Saliente-se que cerca de 90% dos fundos da União Europeia destinados ao processo de reconstrução no Iraque foram canalizadas justamente através deste Fundo Internacional, num montante avaliado em 638 Milhões de Euros, o que faz da União Europeia o maior contribuinte para este fundo. No final de 2007, o total dos apoios comunitários ao Iraque ascendia a 829 Milhões de Euros.

Paulo Casaca chegou ontem, ao início da manhã, ao aeroporto de Tallil e foi de seguida recebido nas instalações da Unidade Local de Apoio à Reconstrução liderada por uma equipa italiana. Durante a manhã, no Centro de Treino de Mittica, Paulo Casaca participou em reuniões de trabalho sobre a criação de competências locais, a execução orçamental ao nível das províncias, o desenvolvimento do sector privado, o sistema bancário e os procedimentos de concurso público. À tarde inteirou-se dos principais projectos em curso sob a égide da Organização Mundial de Saúde, da UNICEF e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Esta segunda-feira, as discussões centraram-se nos desafios em matéria de segurança no âmbito do processo de reconstrução e nos projectos sob a alçada das Nações Unidas Habitat, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da FAO e da Comissão Económica e Social das Nações Unidas.

A importância da transparência e o controlo dos fundos disponibilizados pela União Europeia através de organizações internacionais, no domínio das acções externas, tem constituído uma das principais preocupações de Paulo Casaca, porta-voz dos socialistas europeus na Comissão de Controlo Orçamental do Parlamento Europeu. O deputado socialista ainda recentemente lamentou não terem sido tomadas as medidas necessárias para que as novas normas que constam do Regulamento Financeiro, que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2007, fossem cumpridas pela Comissão Europeia, nomeadamente quanto à divulgação dos beneficiários finais dos vários fundos comunitários.

Concretamente, o deputado dos Açores insurgiu-se ainda contra o facto de a Comissão Europeia manter secretos os nomes das empresas às quais tem passado contratos sem concurso público em vários países do Médio Oriente – nomeadamente na Palestina, Líbano e Iraque – ao abrigo de cláusulas do regulamento financeiro que deveriam ser utilizadas de forma excepcional e que o deputado não compreende como puderam ser aplicadas nestes casos específicos.

Paulo Casaca considera ainda como não aceitáveis as razões pelas quais a Comissão Europeia remeteu para uma organização particular o papel de gestão global da sua intervenção no Iraque, da mesma forma que lhe atribuiu fundos vultuosos noutros países do Médio Oriente e dos Balcãs Ocidentais sem passar estes fundos por nenhum concurso público.

O parlamentar socialista pediu recentemente explicações à Comissão Europeia sobre a situação do Juiz Radhi al Radhi, a mais proeminente figura pública iraquiana da batalha contra a corrupção no país, que em 2006 reuniu provas que demonstram o desvio de elevadas somas afectas a gabinetes ministeriais e que, posteriormente, foram parar às mãos das milícias iraquianas que têm devastado o país. Recorde-se que o juiz al Radhi teve de fugir do país depois de ver trinta dos seus colaboradores assassinados.

Refira-se ainda que a organização “International Transparency”, no seu relatório de 2007, no contexto de uma análise a 163 países, aponta o Iraque como o terceiro país mais corrupto do mundo, apenas ultrapassado pela Birmânia e pelo Haiti.

Os socialistas europeus têm defendido um modelo mais interventivo da ajuda comunitária, que passe pela presença no terreno de uma agência europeia especializada em actuação em situações de conflito e de post-conflito, como a Agência Europeia de Reconstrução que fez um trabalho notável nos Balcãs Ocidentais.

Por outro lado, o parlamentar socialista tem reivindicado insistentemente o substancial aumento do apoio aos mais de cinco milhões de refugiados e deslocados iraquianos que têm atravessado situações dramáticas.

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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Reviver Praga

  Paulo Casaca

Apenas saído do avião no Aeroporto Internacional de Beirute, mesmo à entrada da manga, fui logo interceptado, convidado a descer umas escadas e a entrar num Mercedes que, ziguezagueando entre aviões e viaturas aeroportuárias, me levou a um grupo de militares que nos próximos dias não me largaram.

Foi assim que eu entrei em Beirute, há uns anos atrás, e isto porque, como me explicaram os meus amigos, a "segurança" do aeroporto estava nas mãos do Hizbullah, ou seja, do mais notório dos grupos terroristas a mando de Teerão.

Em Maio deste ano, o Governo libanês parece ter tido a veleidade de querer parar com este estado de coisas em que o principal aeroporto do país serve de placa giratória a todo o tipo de armamento e de profissionais do terrorismo. Essa veleidade custou-lhe a ocupação do país pelas hordas do Hizbullah dirigidas, treinadas e financiadas pelos guardas revolucionários iranianos que colocaram em prisão domiciliária os principais dirigentes do país, destruíram as infra-estruturas da comunicação social que não controlam, liquidaram dezenas de pessoas e, finalmente, aceitaram retirar-se quando receberam garantias de que não iriam voltar a ser incomodados.

Tudo isto foi presenciado, consentido e justificado não só por umas forças armadas libanesas paralisadas mas também por milhares de soldados europeus que estão no Líbano para supostamente garantir a paz mas que na realidade só conseguiram criar condições para a intensificação da guerra.

Tal como há setenta anos atrás se fez com a invasão e destruição da então Checoslováquia pelos Nazis, também agora os intrépidos arautos da política do apaziguamento explicam que o governo libanês tinha feito uma provocação, que se tratava de lutas entre facções libanesas, que finalmente nem tudo está tão mau assim porque as hostilidades pararam.

Há anos que venho alertando para o suicídio colectivo que representa a política ocidental do apaziguamento em relação à ameaça do fanatismo teocrático iraniano, de que o Líbano é apenas um dos palcos.

Há anos que venho alertando para a necessidade de abrir os olhos, de entender que não podemos vender a alma pelo petróleo, que o fanatismo islâmico não vai parar em Beirute.

O que vai ser preciso para que se entenda que o Líbano não é mais do que a antecâmara de todo o Médio Oriente, e este, do que se pode vir a passar em todo o mundo? 

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A ameaça de holocausto nuclear em debate

  Paulo Casaca

Lado a lado com académicos, jornalistas e políticos, europeus, americanos, israelitas e iranianos, participei nos dias 2 e 3 de Maio em dois ciclos de conferências, a primeira em Berlim, promovida pelo Fórum para a Liberdade do Médio Oriente de Berlim, e a segunda em Viena, promovida pela plataforma política "Stop the Bomb" (parem a bomba).

Os pontos de vista expressos cobriram o espectro do que é o debate nos dias de hoje no Ocidente, com alguns a defender a sua preferência por uma política de apaziguamento, que é necessário oferecer ainda mais concessões ao regime iraniano para que este desista da bomba; outros partidários de um cenário de clara confrontação armada, nuclear, se tal for preciso, e finalmente outros, como eu, que tentaram mostrar a possibilidade de uma terceira via.

A terceira via que defendi no debate assenta em três vectores fundamentais.

O primeiro consiste na aplicação estrita das sanções económicas e diplomáticas decididas pelas Nações Unidas.

Contrariamente ao que se possa pensar, o domínio tecnológico do Ocidente é ainda muito grande e há muita coisa que a Rússia e a China não conseguem fornecer em condições competitivas. Mesmo se assumirmos que estes dois países não cooperarão totalmente no sistema de sanções, estas continuam a ser importantes. 

É claro que quanto mais coerentes e mais consistentes forem as sanções, mais estas serão eficazes.

O segundo vector é o do apoio à oposição política e à sociedade civil iranianas. Quanto mais depressa abandonarmos a política suicida de chamarmos terroristas às vítimas do terrorismo, na ilusão de que assim evitaremos sermos também vítimas, melhor.

O terceiro vector é o da contenção do expansionismo externo iraniano, contenção que tem de ser feita em toda a região, mas a começar exactamente pelo Iraque.

Estou em crer que o desenvolvimento integrado destas opções políticas poderá contribuir para a mudança de regime e dificultará fortemente o seu programa nuclear em particular e de promoção do terrorismo em geral.

Aquilo que me pareceu mais impressionante nestas conferências foi a mobilização e participação em massa de jovens estudantes universitários que parecem ter rompido finalmente com os dogmas do anti-semitismo e da condescendência com o fascismo religioso e nacionalista dominantes.

Em segundo lugar, destaco a participação de muitos representantes da oposição iraniana que decidiram iniciar um diálogo que é fundamental para a preservação da paz. 

Em terceiro lugar, e talvez o mais significativo, foi o esboçar de uma nova esquerda europeia virada para a defesa dos valores fundamentais das revoluções liberais e democráticas e dos movimentos de emancipação que se lhes seguiram.

Trata-se de uma nova esquerda, em estreita ligação com sectores democratas americanos e trabalhistas britânicos, mas que parece querer adquirir um centro de gravidade no coração do continente europeu, com perspectivas próprias.

O Grande Médio Oriente – em certa medida em concorrência com a China – tornou-se o principal palco de afrontamento da política ocidental, e estou em crer que é também aqui que se vão moldar as lógicas políticas dos principais actores no cenário internacional.  

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A nova esquerda europeia nasce entre Berlim e Viena

O Fórum para a Liberdade do Médio Oriente de Berlim e o "Stop the Bomb" (parem a bomba) de Viena promoveram, nos dias 2 e 3 de Maio, conferências sobre a ameaça de holocausto nuclear da teocracia iraniana.

Organizações Não Governamentais recentes, nascidas da rejeição da ameaça neonazi da teocracia iraniana e da defesa do direito à existência de Israel e dos judeus – como de todos os países e de todos os povos – a sua característica básica comum é a de serem formadas por jovens vindos de organizações de esquerda – e mesmo de esquerda radical – em ruptura com a contemporização dos seus Estados Maiores com o fascismo religioso e nacionalista no Grande Médio Oriente.

A esquerda dos princípios e dos valores é uma esquerda que preza a vida, a liberdade, a tolerância e a solidariedade como valores supremos e que não se pode remeter a plataformas saídas de intrincados raciocínios sobre poderes e relações de força.

Durante muito tempo a manipulação dos árabes da Palestina pelas autocracias da região, com a cobertura mediática e estratégica ocidental, transformaram aquilo que não é mais do que uma das manifestações de intolerância contra as minorias, numa luta entre espoliados de terras e de nacionalidade contra um impiedoso opressor.

As limpezas étnicas que foram depurando todo o Grande Médio Oriente, primeiro de judeus, mas depois de cristãos, de Druzos, de Bahai, de curdos, de turcomanos, de yazedis e de tantos outros, o extremismo nacionalista árabe primeiro e o fanatismo islâmico depois, foram menorizados na sua ameaça e sistematicamente desculpados como "reacção à agressão sionista" ou qualquer outro disparate do género, ou ainda pura e simplesmente assumidos como custos naturais e inevitáveis do petróleo e do mercado.

Quando os dirigentes iranianos começaram a negar a verdade do Holocausto, a conspirar com os neonazis europeus na perseguição dos judeus, dos seus opositores ou mesmo – como aconteceu comigo – dos dirigentes políticos europeus que se lhes opõem, a proclamar o esmagamento do Estado de Israel, aí finalmente houve quem entendesse que se tinha ido longe de mais na desculpabilização do fascismo islâmico.

Parte da velha esquerda parece ter sucumbido ao apelo do petróleo, utiliza a retórica do multicultaralismo para esconder a intolerância étnica, cultural e religiosa, e não se distingue por isso do que sempre foi a direita dos interesses em quem repentinamente descobre virtudes antes desconhecidas.

A luta contra o fascismo religioso é a luta pela libertação dos povos do Grande Médio Oriente, a começar naturalmente pelo mundo árabe. Quem oprime o mundo árabe não é Israel ou o sionismo, são exactamente aqueles que em nome da defesa da sua religião pretendem mantê-lo acorrentado a mitos e práticas profundamente reaccionárias.

Como dizia o manifesto de um movimento britânico também presente na conferência, o "Democratiya":

    "Sectores da esquerda deixaram-se remeter a um canto incoerente e negativo do "anti-imperialismo" perdendo contacto com os valores tradicionais democráticos, igualitários e humanistas".

E mais adiante:

    "Democratiya defende as bandeiras das revoluções democráticas dos séculos XVII e XVIII. Essas ideias tornaram-se a herança de todos pelas revoluções social-democratas, feministas e igualitárias dos séculos XIX e XX".

Recentemente, o Bloco Nacional Galego sofreu uma cisão exactamente pelo carácter xenófobo e anti-semita da pretensa posição anti-imperialista da direcção do bloco.

Pouco a pouco, vai-se erguendo uma nova esquerda, e eu creio que neste princípio de Maio, entre Berlim e Viena, ela se tornou imparável.

Paulo Casaca

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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

1948/2008 - 60 ANOS DA CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL

 

13 de Maio - 21:00 - Fnac Colombo

Esther Mucznik, Joshua Ruah e Antonieta Lopes da Costa (Rádio Europa Lisboa) conversam sobre a fundação do Estado de Israel

 

No dia em que se comemora o 60º aniversário do Estado de Israel, propomos um colóquio em torno da importância deste Estado. Desde sempre ligado a paixões, argumentos e contra argumentos, tudo em torno de uma região que é berço de tantas outras culturas. Convidámos Esther Mucznik,  Joshua Ruah e Antonieta Lopes da Costa para nos darem algumas pistas sobre o que é, como se prespectiva o futuro do Estado de Israel, a sua importância para a região e para o mundo.

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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Testemunhos de Coragem

 

Paulo Casaca organiza homenagem
a mulheres jornalistas no Iraque

Por ocasião do "Dia Internacional da Liberdade de Imprensa", assinalado no passado Sábado, o deputado Paulo Casaca vai prestar homenagem à dedicação e à coragem manifestada pelos jornalistas, nomeadamente mulheres, no exercício da sua profissão no teatro de guerra do Iraque promovendo um debate sobre a forma como numerosos jornalistas – entre eles um grande número de mulheres – arriscaram, e muitas vezes perderam, a sua vida para que se pudesse saber um pouco da verdade da tragédia iraquiana.

 

Recorde-se que a guerra do Iraque foi aquela em que até hoje mais jornalistas perderam a vida, sendo que ainda ontem, na cidade de Mosul, Tharwat Abdul-Wahab, jovem jornalista, foi assassinada, elevando-se para 235 o número estimado de profissionais mortos naquele país desde a sua invasão, em 2003.

 

O debate, organizado em parceria com a deputada socialista alemã Erika Mann, terá lugar amanhã, dia 6 de Maio, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, pelas 17h30, e contará com a participação de Susanne Fischer, Zainab Ahmed e Dawood Abdullah.

 

Susanne Fischer é responsável pelos programas de formação ministrados no Médio Oriente pelo IWPR – Institute for War & Peace Reporting (Instituto de Informação para a Guerra e a Paz). Depois de uma primeira licenciatura em Ciência Política, História e Literatura Hispânica, Susanne Fischer obteve a sua formação em jornalismo na Escola Henri-Nannen, de Hamburgo. Desde então, tem exercido as funções de repórter e editora, nos principais jornais e revistas alemães. É co-autora do livro “Café Bagdad – Der ungeheure neue Alltag um neuen Irak”. Susanne Fischer está no Iraque há cinco anos em missão de formação e de apoio a jornalistas iraquianos, tendo também prestado apoio humanitário a jornalistas em fuga da perseguição de que foram vítimas.


Zainab Ahmed e Dawood Abdullah vivem em Bagdade e foram ambos formados em jornalismo pelo IWPR, em 2004. Para além das profissões de microbiologia e engenharia, têm dedicado parte da sua vida à reportagem de guerra. Zainab Ahmed irá receber, de resto, no próximo dia 9 de Maio, em Hamburgo, o Prémio Henri-Nannen para a Liberdade de Imprensa.

 

Personalidades que representam autênticos exemplos de dedicação e profissionalismo e que estão espelhados na mais recente obra literária de Susanne Fischer – The Villa on the Brink of Insanity – livro que relata a tentativa de estabelecer no Iraque uma imprensa verdadeiramente livre e que a própria autora lançará em Bruxelas, num segundo evento programado para as 19h00 do mesmo dia.

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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Judeofobia na Galiza


A facção estalinista e antisemita do BNG - Bloco Nacionalista Galego -
expulsou o militante Pedro Gómez-Valadés por este presidir à

Associação Galega de Amizade com Israel.


El Consello Comarcal acordó el jueves la expulsión de Gómez-Valadés, que denuncia el sectarismo del Bloque.
El Consello Comarcal del BNG en Vigo decidió el jueves la expulsión de Pedro Gómez-Valadés por considerar incompatible su militancia en la formación nacionalista con su cargo de presidente de la Asociación Galega de Amizade con Israel (Agai), una asociación que para el Bloque defiende a un Estado imperialista.
Pedro Gómez-Valadés recurrirá esta decisión, por lo que su expulsión del Bloque deberá ser ratificada por parte del Consello Nacional, liderado por Anxo Quintana. Si Gómez-Valadés acatase la dirección del consello comarcal, el máximo órgano de la dirección frentista no tendría que pronunciarse sobre este polémico caso, pero Goméz-Valadés quiere que se dé el debate en Santiago y recuerda a Quintana que cuando saltó la controversia a comienzos del año pasado aseguró que nadie sería expulsado del BNG. "Ahora tiene que dar explicaciones", declaraba ayer el presidente de Agai.
El escándalo comenzó cuando un grupo de militantes del BNG reclamó la marcha de Gómez-Valadés, tras descubrir que a finales de 2006 había sido elegido presidente de un colectivo que pretende recuperar la huella judía de Galicia. Entonces, la polémica fue tal que la Embajada de Israel en España envió una carta a Quintana mostrándole su preocupación.
Gómez- Valadés no sólo planteará su caso ante el Consello Nacional, también pedirá que la Comisión de Garantías del BNG se pronuncie y está dispuesto a ir a los tribunales, pues, defiende que en su caso, "se vulnera la Ley de Partidos, que establece que el funcionamiento interno de los partidos debe ser democrático, y también los estatutos del BNG, que fijan el derecho de los militantes a la discrepancia pública y a la libertad de expresión".
Su expulsión de la formación nacionalista pilló a Gómez-Valadés por sorpresa el jueves, cuando participaba en una reunión del consello comarcal, del que es miembro. Entonces, la responsable del consello, Manuela Rodríguez, rescató una carta de diciembre de 2007 en la que cinco afiliados del BNG pedían que se resolviese ya el expediente de expulsión a Gómez-Valadés. Según la versión del propio afectado, la dirección entendió que era el momento de tomar una decisión, pues ya se habían celebrado las elecciones generales. Tras "un debate desagradable", se procedió a la votación y la mayoría acordó la expulsión de Gómez-Valadés.
Pedro Gómez Valadés denuncia el comportamiento "sectario del BNG" que le expulsa "por no compartir la visión oficial del conflicto palestino-israelí". Para Gómez Valadés, "el Bloque es anti-israelí y después es pro-palestino", mientras que él es "projudío, pero también propalestino", pues reconoce el derecho de los palestinos a tener su Estado, igual que los judíos vieron satisfechos sus derechos nacionales hace sesenta años por mandato de Naciones Unidas.
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Paulo Casaca fala sobre “A União Europeia, o Irão e a Eficiência de Sanções”

O Deputado Paulo Casaca foi convidado a participar em mais duas Conferências Internacionais sobre a problemática iraniana, deslocando-se a Berlim e a Viena de Áustria, nos dias 2 e 3 de Maio respectivamente, para abordar o tema “A União Europeia, o Irão e a Eficiência de Sanções”, no âmbito de dois eventos organizados pelo Fórum para a Liberdade no Médio Oriente (em Berlim) e a Coligação contra o Programa de Extermínio Iraniano – STOP THE BOMB (em Viena de Áustria).

 

Nos dois eventos, Paulo Casaca irá defender a necessidade de se repensar uma nova estratégia de combate ao que denomina de "imperialismo teocrático", que comece por apoiar a verdadeira oposição política e a sociedade civil, em detrimento da aposta em falsas alternativas reformistas.

 

A Europa tem sido incapaz de agir como uma força unida perante Teerão, nem mesmo em termos económicos. Um regime inteligente de sanções económicas e diplomáticas é uma peça essencial de qualquer estratégia fiável com vista a pôr termo à bomba nuclear do fanatismo, mas que só terá efeito se for conjugada com uma política de apoio à oposição política e social e de contenção ao expansionismo teocrático na região”, refere o deputado socialista.

 

Saliente-se que ainda na passada semana, Paulo Casaca apelou para que o Parlamento Europeu dê um sinal claro e inequívoco de apoio às mulheres iranianas na sua luta contra o regime teocrático iraniano, no âmbito de uma Resolução – de que foi co-autor – sobre a violação dos direitos das mulheres e que condena a crescente pressão com que se debatem os activistas defensores de igualdade entre homens e mulheres naquele país.

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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Reactor nuclear sírio

A participação secreta da Coreia do Norte, na construção de um reactor nuclear para a Síria, foi um “desenvolvimento perigoso e potencialmente desestabilizador para o mundo”, afirmou a Casa Branca na semana passada. O episódio levanta dúvidas sobre as intenções de Pyonyang em prosseguir com a abertura de informações sobre suas actividades nucleares. Sete meses após o reactor ter sido bombardeado por Israel, a Casa Branca quebrou seu silêncio e disse que a Coreia do Norte ajudou no programa nuclear secreto da Síria, e que as construções destruídas “não eram para objetivos pacíficos”. Esta divulgação pela administração Bush poderia debilitar as negociações entre as seis partes envolvidas na tentativa da resolução do impasse com a Coreia do Norte. A Casa Branca emitiu uma declaração de duas páginas depois que os legisladores americanos foram informados sobre detalhes do reactor, após uma série de encontros no Capitólio, e que incluiu uma apresentação em vídeo pelo sector de Inteligência. A administração americana afirma estabelecer uma forte ligação entre o programa nuclear da Coreia do Norte e a construção na Síria. A apresentação também incluiu fotografias que mostravam uma forte semelhança de partes e aspectos específicos com uma construção nuclear na Coreia do Norte. A Casa Branca afirmou que a Agência Internacional para a Energia Atómica, que é a guardiã da ONU para as questões nucleares, também foi informada pela inteligência.
in Notícias da Rua Judaica








Vista aérea de satélite espião mostrando
o reactor sírio em área deserta da Síria

















Imagens apresentadas ao Congresso Americano mostraram o reactor sírio antes de ser destruído por Israel
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Paulo Casaca condena regime iraniano pelo seu tratamento bárbaro das mulheres

O Deputado Paulo Casaca condenou hoje a deterioração geral dos direitos humanos no Irão no que concerne à situação das mulheres iranianas e à crescente pressão com que se debatem os activistas defensores de igualdade entre homens e mulheres naquele país.

 

Numa intervenção na Sessão Plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no âmbito do debate de uma Resolução - de que é co-autor - sobre a violação dos direitos da mulher no Irão, o parlamentar socialista lembrou os intoleráveis episódios de perseguição movidos contra activistas da Campanha "Um Milhão de Assinaturas" -  movimento que tem levado a cabo esforços pacíficos em prol da alteração do actual quadro legislativo, do qual já foram presas, nos últimos dois anos, uma centena de activistas - e apelou para que o Parlamento Europeu dê um sinal claro e inequivoco de apoio às mulheres iranianas na sua luta contra o regime teocrático iraniano.

 

No debate muito participado, em que foi saudado o exemplo da Presidente da Resistência Iraniana, Maryam Rajavi, que hoje mesmo realizou uma conferência na Assembleia Parlamentar Europeia, as práticas discriminatórias do regime iraniano foram unanimemente condenadas.

 

O documento aprovado condena vivamente os actos de repressão contra os movimentos da sociedade civil no Irão, incluindo activistas dos direitos das mulheres, exortando as autoridades daquele país a porem termo ao assédio, intimidação e perseguição de pessoas que exercem pacificamente o seu direito à liberdade de expressão e a procederem à libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros de consciência.

 

A Resolução exorta ainda o Parlamento e Governo iranianos a alterarem a legislação discriminatória em vigor no país que afasta as mulheres da maioria dos altos cargos de Estado e do acesso à magistratura, que lhes sonega direitos iguais aos dos homens no casamento, divórcio, guarda de filhos e direitos sucessórios e que determina que todo e qualquer depoimento proferido em tribunal tem apenas metade do valor do de um homem.

 

Salienta-se igualmente o facto do Irão continuar a registar o número mais elevado de execuções de menores no mundo, encorajando-se à aplicação imediata de uma moratória num quadro de firme condenação da pena de morte.

 

O Conselho e a Comissão são instados a acompanharem atentamente a situação dos direitos humanos no Irão, abordando casos concretos de violações, e a apresentarem ao Parlamento, no segundo semestre de 2008, um relatório circunstanciado sobre a matéria.

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Paulo Casaca em várias iniciativas sobre a situação iraniana

 

Na sua qualidade de Co-Presidente do Intergrupo "Amigos de Um Irão Livre", o Deputado Paulo Casaca vai participar nos próximos dias em várias iniciativas em que estará em causa a situação do Ocidente perante o Irão.

 

No próximo dia 24 de Abril, em Estrasburgo, Paulo Casaca participa num seminário destinado a debater as "Relações entre a União Europeia e o Irão: Perspectivas de Mudança Democrática".

 

A iniciativa promovida pelo Comité Francês para um Irão Democrático e pelos "Amigos de um Irão Livre" terá lugar nas instalações da Associação Parlamentar Europeia (APE), pelas 9h30, e contará com a presença, entre outros, do Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Alejo Vidal Quadras, e do Presidente do Conselho Regional da Alsácia, Adrien Zeller. Na ocasião, Paulo Casaca abordará a relação do Irão com o fanatismo islâmico.

 

Na tarde do mesmo dia, Paulo Casaca usará da palavra na Plenária do Parlamento Europeu como co-autor de uma resolução sobre "a situação dos direitos humanos das mulheres no Irão" onde se condena a misoginia do regime teocrático e a violenta repressão que tem exercido sobre as mulheres iranianas.

 

No dia 30 de Abril, Paulo Casaca dará continuidade ao ciclo de conferências virtuais que se encontra a promover com recurso ao “Second Life”, programa que liga diariamente cerca de 10 milhões de utilizadores em todo o mundo. “Irão e o Fanatismo Islâmico” será o mote para o evento que, como habitualmente, irá realizar-se a partir do Gabinete do Deputado, Ponta Delgada, pelas 21h30 (UTC).

 

Nos dias 2 e 3 de Maio, o parlamentar socialista foi convidado a participar em mais duas Conferências Internacionais sobre a problemática iraniana, deslocando-se a Berlim no dia 2 e a Viena de Áustria no dia 3, para abordar o tema “A União Europeia, o Irão e a Eficiência de Sanções”, no âmbito de dois eventos organizados pelo Fórum para a Liberdade no Médio Oriente (em Berlim) e a Coligação contra o Programa de Exterminação Iraniano – STOP THE BOMB (em Viena de Áustria).

 

Na ocasião, Paulo Casaca irá defender a necessidade de se repensar uma nova estratégia de combate ao imperialismo teocrático, que comece por apoiar a verdadeira oposição política e a sociedade civil, em detrimento da aposta em falsas alternativas reformistas.

 

A Europa tem sido incapaz de agir como uma força unida perante Teerão, nem mesmo em termos económicos. Um regime inteligente de sanções económicas e diplomáticas é uma peça essencial de qualquer estratégia fiável com vista a pôr termo à bomba nuclear do fanatismo, mas que só terá efeito se for conjugada com uma política de apoio à oposição política e social e de contenção ao expansionismo teocrático na região”, refere o deputado socialista.

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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Os motins da fome

Paulo Casaca

Ao descer a colina que liga os portões do recinto onde se encontram as pirâmides de Gizé em direcção à Avenida Al-Ahram (a avenida das pirâmides) que as liga ao Nilo e à margem oriental, ou seja, ao Cairo no sentido literal do termo, uma mole de gente anónima acumulava-se junto a uns enormes portões de ferro de um tosco edifício.

Como me explicaram os meus amigos iraquianos, tratava-se da fila de espera pela venda do pão numa padaria do Estado, que o fornece a um preço substancialmente mais baixo do que o que vigora no mercado livre.

Foi já no regresso à Europa quando li as notícias de motins da fome também no Egipto, onde massas esfomeadas protestavam contra a escassez do pão vendido nessas padarias, ao que parece, provocada pelo desvio de quantidades apreciáveis de farinha para o mercado negro, que a fisionomia daqueles egípcios na fila do pão se negou a sair das minhas recordações. Depois do Egipto, vimos o Haiti e um pouco todo o terceiro mundo sucumbir a crises semelhantes.

Respondemos à crise energética com esta brilhante ideia de substituir a gasolina por álcool produzido por cereais, esquecendo-nos de quantos e quantos milhões de pessoas por este mundo fora dependem vitalmente desses cereais para a sua sobrevivência, e o problema é que não só o petróleo não baixou como criámos um novo círculo de interesses e de lógicas com dinâmicas próprias, onde os miseráveis do nosso planeta parecem não ter lugar.

O imobiliário, o sistema financeiro e a bolsa caíram sucessivamente a partir dos EUA e o mais que o G7 – ou seja, o clube dos países mais ricos – foi capaz de fazer foi de pedir à banca que fizesse o favor de ser transparente, declarar perdas e tomar as medidas necessárias para assegurar a sua solvência, esquecendo-se aliás de lembrar que tanto os EUA e o Reino Unido já utilizaram generosamente o dinheiro dos contribuintes para salvar as instituições mais frágeis.

O sistema mundial de câmbios está, no entretanto, a ser sujeito a tensões extremas, não se vendo até agora nenhum passo por parte da China e de outras potências asiáticas para tomar as medidas que só eles podem tomar e que poderão evitar consequências graves em todo o sistema económico internacional.

Porém, de forma absolutamente extraordinária, as matérias-primas – em especial as energéticas e as alimentares – não dão qualquer sinal de queda, contribuindo assim, num movimento de pinças, para tornar a vida mais difícil a quem delas depende para os seus abastecimentos.

Portugal é o país da UE-15 (não acredito que a situação seja substancialmente diferente no contexto da UE-27) que enfrenta a maior dependência energética e alimentar, sendo que a sua estrutura produtiva continua extremamente especializada na indústria ligeira e no turismo que mais sofre com a quebra da procura e com a actual crise cambial, pelo que, tal como à generalidade das instâncias internacionais, também a mim me parece impossível que o actual quadro internacional não venha a ter repercussões nas nossas projecções macroeconómicas.

Penso que a União Europeia não pode continuar indiferente a este cenário e que tem de pensar rapidamente em avaliar os efeitos dos actuais choques económicos,  nomeadamente da sua assimetria.

No plano externo, há que reforçar imediatamente a ajuda alimentar de emergência e, em especial, tendo em conta os refugiados de países mártires como o Iraque e o Sudão, e no plano interno, há que actuar nos países e regiões que estão a sofrer as consequências da actual crise de forma mais dura, como é o caso do nosso país. 
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

O Irão e a Al-Qaeda

Paulo Casaca

Uma série de comentadores internacionais, seguidos de forma mais ou menos fidedigna por muitos outros a nível nacional, resolveram reagir a comentários triviais de John McCain relativos ao apoio dado pelo Irão à Al-Qaeda com tonitruantes declarações reclamando a retracção dessas afirmações.

Curiosamente, o líder operacional da Al-Qaeda, o egípcio Ayman Al-Zawahiri, já no final de Dezembro de 2007, numa entrevista produzida pela sua companhia multimédia Al-Sahab (in MEMRI n.º 1787 - 18 de Dezembro de 2007), procurava transmitir essa ideia: não negando explicitamente a existência da ligação Irão-AlQaeda no passado – e ninguém que saiba do que está a falar poderá negar com um mínimo de credibilidade essa ligação – procurava-se passar a ideia de que a Al-Qaeda tinha rompido com o Irão, que teria "apunhalado a Nação Islâmica nas costas".

Aparentemente, há quem embarque num raciocínio simplista: se foi com base em informações relativas à ligação entre Saddam Hussein, a Al-Qaeda e armas de destruição maciça (que se vieram a revelar falsas) que foi desencadeada a guerra do Iraque, se quisermos evitar a guerra com o Irão, o que há a fazer é negar que este tenha ligações à Al-Qaeda ou a armas de destruição maciça.

Subjacente a esta preocupação está a lógica de que os fins justificam os meios, em vez da lógica de que, só na base da verdade e nada mais que na base da verdade, é possível informar com rigor e seriedade e evitar desastres como o iraquiano.

Existe um volume enorme de informação independente sobre as ligações entre o regime iraniano e a Al-Qaeda, o que não quer dizer que não subsistam grandes áreas de sombra e de dúvida quanto à intensidade e natureza dessas relações.

Al-Zawahiri é partidário da repetição no Egipto de uma revolução islâmica como a do Irão e teve sempre relações próximas com esse país, continuando a ser hoje, na Al-Qaeda, o principal elo de ligação a Teerão, sendo que há quem entre os analistas internacionais esteja convencido que a sua base de operações actual se encontra mesmo no Irão.

Em qualquer caso, a organização de Al-Zawahiri, a Al-Jihad, só adere formalmente à Al-Qaeda no final da década de noventa, já de regresso ao Afeganistão, embora tenha mantido entretanto uma estreita colaboração com Bin Laden.

É o sucesso dos atentados de 1983 do Hezbollah que matam centenas de soldados dos EUA e da França, levando ambos estes países a deixar o Líbano, que convence Bin Laden a aderir ao terrorismo suicida. É o histórico líder terrorista do Hezbollah, Imad Mugnyah, que contrata com Bin Laden o treino dos operacionais da Al-Qaeda nas técnicas do terrorismo suicida.

O regime teocrático iraniano é o inventor do terrorismo suicidário moderno e fez a sua disseminação à escala mundial através do Hezbollah libanês (até os Tigres Tamil se inspiraram no Hezbollah) e dos grupos terroristas iraquianos instalados no Irão na sua vizinhança ocidental.

Com o advento dos talibãs no Afeganistão, que hostilizam o regime iraniano, e o regresso da Al-Qaeda a esse país, as relações entre o Irão e a Al-Qaeda parecem esfriar, mas a partir da operação aliada contra o Afeganistão existem provas insofismáveis de que numerosos dirigentes da Al-Qaeda se refugiam no Irão, e que alguns deles desencadeiam operações terroristas no vizinho Iraque.

Entre estes encontram-se os dirigentes do Ansar-al-Islam, que se instala na fronteira do Irão com o Curdistão iraquiano, e Al-Zarkaoui, que vai depois tornar-se o dirigente da Al-Qaeda no Iraque.

O apoio do regime iraniano à Al-Qaeda no Iraque e o terrorismo brutal desta organização contra os iraquianos em geral, e em particular contra as populações de áreas maioritariamente sunitas, leva a generalidade dos insurrectos sunitas iraquianos a inverter a sua política de alianças, procurando apoio dos EUA para combater a Al-Qaeda e outros grupos terroristas treinados, financiados e apoiados por Teerão.

Existem a esse propósito inúmeros testemunhos públicos, entre os quais podemos citar uma recente entrevista com os dirigentes do Hamas-Iraque (in MEMRI n.º 1890 - 8 de Abril de 2008).
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

60º Aniversário do Estado de Israel

Paulo Casaca preside a Workshop sobre "Ajuda e Desenvolvimento"

 

O Deputado Paulo Casaca preside, na manhã da próxima quarta-feira, dia 9 de Abril, a um Workshop sobre “Ajuda ao Desenvolvimento” no âmbito das comemorações do 60º Aniversário do Estado de Israel.

 

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Deputado Nickolay Mladenov (PPE-DE), terá lugar nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, e insere-se num ciclo de palestras e eventos culturais promovidos pela organização “Amigos Europeus de Israel” (EFI – European Friends of Israel) - de que Paulo Casaca é membro fundador, integrando actualmente a sua Comissão Executiva - pela Missão de Israel junto da União Europeia e pela B'nai B'rith International.

 

Serão oradores convidados neste workshop, Smadar Shapira, responsável pelo projecto “Saving Children” do Centro Peres para a Paz, programa lançado em 2003 e que assegura  assistência médica a mais de um milhar de crianças palestinianas por ano, Drora Tzarfati, do Centro de Cooperação Internacional Mashav do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, que tem em curso diversos projectos médicos na área da prevenção da cegueira e tratamento de doenças oculares junto de refugiados, e o Tenente Coronel Itai Peleg, da Unidade de Salvamento das Forças de Defesa de Israel (IDF), unidade composta fundamentalmente por soldados na reserva com especialidades nas vertentes da medicina, engenharia, operações de maquinaria pesada e cinotecnia, e que desde 1984 tem desenvolvido em todo o mundo diversas missões de apoio e salvamento de vítimas em cenários de catástrofe.

 

Para além deste evento, o programa das comemorações do 60º Aniversário do Estado de Israel no Parlamento Europeu, em Bruxelas, prevê a realização de uma mostra cinematográfica e várias outras palestras destinadas a debater os fenómenos da imigração e multiculturalidade, ambiente, tecnologia, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional.

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Paradoxos Iraquianos

Paulo Casaca

A trégua conseguida pelo General David Petraeus, por parte do líder radical xiita Muqtada Al-Sadr, foi dos mais importantes sucessos estratégicos americanos no Iraque em 2007 e, contrariamente ao que se possa pensar, os actuais confrontos com as suas milícias são um revés de consequências potencialmente desastrosas.

O General Petraeus estudou e entendeu o que há de mais importante a compreender na história recente do Iraque, nomeadamente o facto de as principais correntes religiosas xiitas iraquianas se terem fortemente dividido nas três últimas décadas entre uma corrente nacionalista iraquiana "Al-Sadr" e uma corrente xiita pró-iraniana de que a família mais importante é a "Al-Hakim", família que veio do Irão para o Iraque em meados do século XIX e cuja origem é libanesa.

As duas correntes são igualmente partidárias de uma leitura extremista do Islão, mas enquanto a primeira alinhou com as forças leais ao país na guerra com o Irão a segunda integrou os destacamentos dos Guardas Revolucionários Iranianos (Pasdaran) na guerra contra o seu país de origem.

Quando os EUA resolveram invadir o Iraque, trouxeram na sua ilharga as facções iraquianas que o Irão armou e financiou desde o início da década de oitenta e que utilizou, desde então, na sua guerra contra o Iraque e depois em actividades terroristas neste país e na região do Golfo, nomeadamente as brigadas BADR, formadas como destacamento dos Pasdaran.

Foram as facções iranianas do Xiismo Iraquiano aquelas que ocuparam imediatamente o centro do poder e que, por essa razão, continuam a ter os lugares principais no Governo do Iraque, com um pequeno interlúdio quando os EUA resolveram convidar o mais pró-ocidental dos líderes iraquianos – Ayad Al-Alawi – para Primeiro-Ministro.

Moqtada Al-Sadr foi das primeiras figuras que se distanciou desta dupla ocupação do Iraque, pelos EUA e pelo Irão, tentando tirar partido do seu inequívoco apoio popular. O regime iraniano, de forma inteligente, ao mesmo tempo que utilizou os EUA para impor os seus homens de mão no controlo do Iraque, foi financiando todo o tipo de rebeldes que tornassem a presença dos EUA insuportável.

A estratégia de Al-Sadr está a atingir os seus limites, porque o apoio iraniano foi um apoio envenenado: por um lado deu armas e dinheiro e, por outro, infiltrou as milícias de Al-Sadr de Pasdaran e dos piores gangsters existentes no Iraque.

O crescente envolvimento destes elementos, não controlados por Al-Sadr, em ataques contra os EUA e a população fez com que a declaração de guerra do Governo iraquiano às milícias de Al-Sadr – que sem dúvida foi apadrinhada por Teerão – não pudesse ser contestada pelas forças americanas.

O afastamento ou a secundarização das milícias de Moqtada Al-Sadr virá assim apenas reforçar o controlo da situação no Iraque pelo regime iraniano.

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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

A Mesquita de Al-Azhar

Paulo Casaca

Construída em 972 por um general Fatimida - dinastia islâmica xiita que dominou o mundo árabe nessa altura - a Mesquita de Al-Azhar (Fátima, a filha de Maomé  chamava-se Fátima Al-Zaharaa) albergou durante muito tempo a Universidade do Cairo, até esta ser transferida para um sítio mais espaçoso, e foi sempre, ao longo dos séculos, uma referência cultural e teológica fundamental.

Com várias épocas de construção e com vários minaretes construídos em épocas diferentes, a Mesquita de Al-Azhar é um dos monumentos de visita obrigatória no centro do velho Cairo.

Apesar de ser hoje uma mesquita, que só se distingue das restantes pela monumentalidade, foi com alguma curiosidade que recebi alguma leitura de divulgação, escrita em português do Brasil.

Em estilo que faz lembrar o das seitas religiosas (talvez o problema esteja mais no português do Brasil utilizado do que necessariamente na mensagem religiosa) um pequeno opúsculo denominado de "A verdadeira Religião de Deus", da autoria do Dr. Abu Ameenah Bilal Philips, tinha um capítulo sugestivamente denominado de "A Mensagem das Falsas Religiões"em que se afirma a dado passo:

"Ao concederem à Criação ou a alguns dos seus aspectos o nome de Deus, as falsas religiões convidam o ser humano a adorá-la. Por exemplo, o Profeta Jesus incitou os seus seguidores a que adorassem a Deus; contudo, os que hoje afirmam ser os seguidores de Jesus, instigam as pessoas a adorarem-no, afirmando que ele é Deus".

Ao ler isto, pus-me a pensar no que diriam alguns dos meus anfitriões do Ministério para os Assuntos Islâmicos se, ao chegarem à Basílica de São Pedro (dado que não há aqui paralelos perfeitos, podemos pensar numa Notre Dame ou numa Winchester Cathedral) encontrassem um opúsculo em língua árabe em que, sob o mesmo título, se tratasse o Islão da mesma forma que o Cristianismo foi aqui tratado.

Eles que consideram haver um cerco ao Islão, uma Islamofobia crescente na União Europeia que, note-se não tem a ver com o fanatismo ou o terrorismo islâmicos, até porque, como me explicaram, e aqui com o apoio da direita espanhola, a ETA e a Al-Qaeda podem ser considerados equivalentes, não terão ainda perdido o tempo necessário a considerar o problema da intolerância religiosa promovida pelo Islão, e de que este texto é um exemplo perfeito.

O que me pareceu mais paradoxal é que a elite egípcia, a começar pelos membros do Governo, percebem perfeitamente a situação, mas não parecem capazes de romper com ela.

Cada vez mais estou convencido de que o problema tem de ser equacionado a partir do anti-semitismo, raiz de todos os problemas da intolerância contemporânea, acabando de vez com a forma absolutamente truncada como o todo o conflito do Grande Médio Oriente contra o Estado de Israel tem sido relatado.

A fundação do Estado de Israel é, a todos os títulos, um acto de afirmação de uma minoria que foge à opressão e ao holocausto. O território entregue a Israel em 1948 pelas Nações Unidas era ainda mais minúsculo do que o actual e passava pela submissão de uma ínfima parte da nação árabe ao domínio de Israel, sem qualquer paralelo com a violenta expropriação e expulsão de vastas áreas do Médio Oriente de todos os judeus. Foi a não aceitação dessa decisão das Nações Unidas, que era a todos os títulos razoável, que desencadeou os conflitos presentes.

De lá para cá, a intolerância inicial foi crescendo, em larga medida por efeito dos revezes que sofreu, e ganha dimensões cada vez mais preocupantes.

Na minha opinião, não se trata de ceder, o que só acelerará o movimento de intolerância, mas trata-se de insistir num diálogo estruturado e bem enraizado em princípios. Talvez assim os responsáveis da Mesquita de Al-Azhar entendam o que não é razoável encontrar no seu templo.
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Notas soltas sobre o Jornalismo no Iraque



Publicado inicialmente no blog
Jornalismo em Segurança de Paulo Nuno Vicente

Por trás da minha secretária acumulam-se os livros sobre o Iraque, a maioria dos quais – e os melhores – escritos por repórteres de guerra, antes da operação militar de 2003 ou apenas num breve período depois disso.

São relatos que nem sempre podem ser classificados de objectivos – e a discussão sobre o que é a objectividade levar-nos-ia para longe do objectivo destas notas – mas que nos dão um testemunho vivido e insubstituível da realidade.

Numa guerra, costuma-se dizer que a primeira vítima é a verdade, mas na presente guerra do Iraque é justo dizê-lo que a principal vítima foi mesmo a do portador da verdade, ou seja, o jornalista.

Nunca numa guerra foram mortos tantos jornalistas como nesta, nunca tantos pereceram vítimas do cumprimento do seu dever, e nunca se assistiu a uma política que tinha como objectivo deliberado a eliminação dos jornalistas.

Há muitas contas a saldar no Iraque, mas uma das mais importantes é sem dúvida a que temos com esta comunidade da imprensa que deu tanto de si para que alguma coisa daquela tragédia pudesse ser conhecido.

Na última vez que estive no Iraque e quando assisti a uma conferência com milhares de iraquianos na cidade de Ashraf (centro da OMPI - Organização dos Mujahedines do Povo do Irão - que, sob protecção militar norte-americana, tem funcionado como a verdadeira zona verde dos iraquianos, ou seja, a única zona onde eles podem pacificamente encontrar-se), verifiquei que os principais organismos da imprensa internacional estavam representados por iraquianos.

Se se tratasse de uma decisão editorial, o facto só seria de assinalar pela positiva, mas realmente não era esse o caso: tratava-se apenas de assegurar fontes mais ou menos técnicas de imagem ou de som a ser tratados, por outrem, fora do Iraque; o jornalismo internacional independente (ou seja, não integrado em nenhuma força beligerante), pura e simplesmente, tinha desaparecido.

Mas o jornalismo independente continuava, com cada vez maiores dificuldades e restrições. Sameerah al-Shibli – o meu primeiro e principal contacto no Iraque – estava ainda presente, em Fevereiro do ano passado, em Al Khalis, cidade sediada nas imediações de Ashraf e que se tornaria num dos principais centros de intervenção das brigadas Quods dos Guardas Revolucionários Iranianos.

Foi por essa altura que, já depois de ter perdido grande parte da família num massacre organizado na cidade vizinha de Al-Mughdadia (ao que se pensa, pelo responsável do exército iraquiano na Província), a Sameerah fez a reportagem de uma operação militar do exército iraquiano na aldeia vizinha de Al-Khalis, Abo-Tamor, onde um seu primo direito de doze anos foi enfiado num buraco e assassinado com um tiro na nuca.

Foi uma reportagem em que me baseei para apresentar uma queixa formal ao relator para as execuções extrajudiciais das Nações Unidas e que, tanto quanto me consta, terá sido tida em conta para remover o general iraquiano responsável (que substituiu o anterior, mas que tinha a mesma filiação política numa das organizações próximas do regime de Teerão).

Pouco depois, Sameerah viu o seu motorista barbaramente assassinado, depois de torturado, tendo presumido que o objectivo da tortura tinha sido o de conhecer os locais por onde ela passava a fim de organizar a sua eliminação, e teve que fugir, tendo eu conseguido organizar a sua fuga com a preciosa ajuda de Susanne Fischer e da Delegação de Suleymania do Instituto para o Jornalismo da Guerra e Paz.

Sameerah al-Shibli, por ora, está no Cairo, mantendo uma rede mais ou menos clandestina de repórteres, com os quais edita um jornal, o Iqraa – agora apenas electrónico, www.Iqraapress.com – que substitui aquele de que era editora.

Ainda há pouco tempo, quando acusou o chefe da polícia na província de Dyiala de ter organizado, em colaboração com a Al Qaeda, um atentado contra o líder do Partido Islâmico em Bakuba – atentado que provocou várias vítimas, entre militares norte-americanos e líderes iraquianos – recebeu ameaças de morte telefónicas, para si e para os seus.

Enfim, detalhes das histórias que ela tenciona publicar, assim que conseguir proteger o que resta da sua família, que se encontra escondida longe da sua cidade natal, mas ainda no Iraque, por não ter conseguido fugir para nenhum outro sítio.

Em Junho passado, Sahar al-Haideri – uma das mais importantes colaboradoras do Instituto – foi também assassinada, juntando-se assim a uma interminável lista dos mártires da imprensa.

A meu convite, Susanne Fischer deverá deslocar-se-á no próximo dia 6 de Maio ao Parlamento Europeu, para nos falar um pouco do seu trabalho e da realidade do jornalismo no Iraque, e essa será talvez uma oportunidade para continuar estas notas.

Bruxelas, 2008-03-27

Paulo Casaca

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Conferência Internacional [Alemanha] sobre a Ameaça Iraniana

Business as usual?
The Iranian regime, the holy war against Israel and the West and the German reaction


Dear Ladies and Gentlemen and dear Friends,


we would like to inform you about an international conference on Iran that will take place in Berlin on May 2nd and 3rd
. A diverse group of renowned speakers from different countries, including exile-Iranian opposition members, academics, politicians, journalists  and NGO representatives, will be speaking. Below you can find the program schedule, which will be updated with a number of additional speakers. You can receive the latest information on our new website www.mideastfreedomforum.org and in our newsletter. A subscription to the free newsletter requires an empty email to join@mideastfreedomforum.org.

Registration to the conference will be possible on our website from 24.3.2008 on.

Support our conference!

Please forward this mail to your potential interested contacts - persons, institutions, mailinglists - and please also use your weblog or other media to inform about the conference.

And we also urgently need donations - you can find our bank account below or on our website.

Do you have other means to support the conference? Please contact us!

Your sincerely,
Mideast Freedom Forum
Berlin e.V.

Phone: +49 (0)30 8733 3417
Fax: +49 (0)30 700 143 1010
Mail:
info@mideastfreedomforum.org
Web:
www.mideastfreedomforum.org

Please support the conference and our further work with a donation!

Reason for payment: "Freedom Forum"
Mideast Freedom Forum
Berlin e.V.
Nr.: 7668866
BLZ 100 700 24 (Deutsche Bank)
IBAN: DE75 1007 0024 0766 8866 00
BIC/Swift: DEUTDEDBBER

 

 

Friday, May 2nd 2008

 

11 a.m.

Press conference


7 p.m.

Introduction and greetings

 

7.30 p.m. 

Opening panel:
Islamism, Antisemitism, Nuclear Programme: The Iranian threat

 

Religious and ideological motivation in Iranian domestic and international policies
Menashe Amir
Former director of the Persian program of Voice of Israel, Israel

A second Holocaust? The threat to Israel
Prof. Benny Morris
Professor of History,
Ben-Gurion University, Middle East Studies Dept., Israel

"Strategic partner"? The special German-Iranian relationship
Dr. Matthias Küntzel 
Political scientist, board member Scholars for Peace in the Middle East,
Germany

The EU, Iran and the effectiveness of sanctions
MEP Paolo Casaca
Partido Socialista Portugal, Socialist Group in the European Parliament, Portugal

Chair: Alan Posener
Head commentator Welt am Sonntag, Germany

 

 

Saturday, May 3rd 2008

 

10.15 a.m. - 12.00 p.m.

Theocracy and Human Rights.
The character of the Iranian Regime



Anatomy of Terror in the Iranian theocracy
Javad Asadian
Writer and Poet, member and former president of the exil-Iranian PEN, Germany

Women under theocracy

Nasrin Amirsedghi
Publicist,
Germany

The situation of the Kurds in Iran
Dr. Miro Aliyar
Representative of the Democratic Party of Iranian
Kurdistan, Austria

Chair: Caroline Fetscher
Journalist,
Tagesspiegel, Germany

 

 

12.45 p.m.  - 14.30 p.m.

The Holy war against Israel and the West

The roadmap to the bomb
Yossi Melman 
Writer and journalist,
Haaretz, Israel

Terror and ideology-export: The Islamic Republic's war against the West
Dr. Patrick Clawson 
Deputy Director for Research at the Washington Institute for Near East Policy, USA 

Iran and the Islamist network in Germany
Alexander Ritzmann 
Political Scientist, European Foundation for Democracy,
Germany

Chair: Dr. Sylke Tempel
Historian and Publicist,
Germany

 

16.00 p.m. - 17.45 p.m.

Iran and Europe: Dialogue or confrontation?



Capitulate to the Iranian Regime?
Henryk M. Broder (tba.) 
Journalist,
Germany

Business as usual? German-Iranian trade relations
Dr. Matthias Küntzel 
Political scientist, board member Scholars for Peace in the Middle East,
Germany

Know nothing, hear nothing, see nothing - Germanys policy towards Islamism: Calculation or anticipatory obedience?
Bruno Schirra
Journalist and Publicist,
Germany

Chair: N.N.

 

 

18.15 p.m. - 20.15 p.m. 

Final panel:
The need for a new antifascism

 
International cooperation against the Mullah-Regime
Kayvan Kaboli

Spokesperson of the Green Party of
Iran, USA 

Where are the anti-fascists? Iran and the meaning of "Coming to terms with the Nazi past" in 2008
Prof. Jeffrey Herf 
Historian,
University of Maryland, College Park, USA 

Freedom, secularization, democracy – for a new Middle East
Thomas von der Osten-Sacken 
Manager Wadi e.V., Germany

Chair: Doris Akrap
Editor Jungle World,
Germany
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Conferência no Second Life


Paulo Casaca fala sobre minorias étnicas no Grande Médio Oriente

 

O Deputado Paulo Casaca promove na próxima sexta-feira, dia 28 de Março, pelas 21H30, uma conferência subordinada ao tema “Minorias Étnicas no Grande Médio Oriente”.

 

O evento, agendado para o “ambiente virtual” do Second Life, conta já com dezenas de participantes inscritos, designadamente professores universitários, alunos e jornalistas de diferentes partes do globo.

 

De acordo com os responsáveis do “Projecto Babel”, entidade que gere o espaço virtual do parlamentar socialista, as iniciativas promovidas por Paulo Casaca com recurso ao programa da Linden Labs têm vindo a registar um interesse crescente junto dos cibernautas que regularmente utilizam esta ferramenta como meio de informação sobre os principais temas da actualidade mundial.

 

Como habitualmente, a conferência será realizada a partir do Gabinete do Deputado Europeu, nos Açores, sito à Avenida Infante D. Henrique, 71 – Edifício Solmar, Gab. 226, em Ponta Delgada.

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Novo livro de Walid Phares

THE CONFRONTATION

Winning the War Against Future Jihad


TABLE OF CONTENTS

Acknowledgments

Prologue: Why This Book?

Introduction

Chapter 1. Redefining the War

Chapter 2. Western Rethinking

Chapter 3. Cultural Revolution in the West

Chapter 4. Economic Revolution

Chapter 5. Diplomatic Revolution

Chapter 6. Revolution in the Arab Muslim World

Chapter 7. War of Ideas Intensified

Chapter 8. Isolating Jihadism

Chapter 9. U.S. Homeland Survival

Chapter 10. A Greater Europe to Confront Jihadism

Chapter 11. Russia’s War on Jihadism

Chapter 12. Confrontations in the Greater Middle East

Chapter 13. The Southern Battlefields

Chapter 14. The State of the Confrontation

Conclusion: Past Choices and New Directions

Notes

Index

The book was published by Palgrave MacMillan.

Dr Walid Phares is Senior Fellow with the Foundation for the Defense of Democracies and a Visiting Scholar with the European Foundation for Democracy.

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Conferência Internacional [Áustria] sobre a Ameaça Iraniana


International Conference
The Iranian threat
The Islamic republic, Israel's struggle for existence and European reactions
May 3rd/4th 2008, Camp of the University of Vienna, courtyard 2, lecture room C1
Alserstraße/Spitalgasse, trams 5, 33, 43, 44
Conference languages: English / German (simultaneous transla! tion)
Please plan for possible checking at the entrance.

Patronage: Dr. Brigitte Bailer-Galanda, Kammerschauspielerin Elisabeth Orth

Program:

Saturday, May 3rd 2008

19.30 Introduction and greetings
Dr. Ruth Contreras (Scholars for Peace in the Middle East)
Simone Dinah Hartmann (STOP THE BOMB)
Dr. Joanna Nittenberg (Illustrierte Neue Welt)

20.00 - 22.00 Round table: The Impact of the Iranian threat: Islamism, Antisemitism and the nuclear program
Dr. Patrick Clawson (Deputy Director for Research at the Washington Institute for Near East Policy, USA)
Yossi Melman (Journalist Haaretz, Israel)
Prof. Benny Morris (Historian, Ben Gurion University Israel)
N. N. (t.b.a.)
Chair: Simone Dinah Hartmann (spokeswoman STOP THE BOMB – Coalition against the Iranian extermination program)

Sunday, May 4th 2008

10.30 - 12.15 The rule of political Islam in Iran and global jihadism
Menashe Amir (Former director of the Persian programme of "Voice of Israel", Israel):
Religious and ideological motivation in Iranian domestic and international policies
Niloofar Beyzaie (Stage director and author from Teheran, since 1985 in exile in Germany, women's rights activist):
Oppression of women and minorities in Iran
Florian Markl (Political scientist, Humboldt University Berlin):
Global Jihadism and it's Iranian supporters
Chair: Alex Gruber (Lecturer Institute for political science Vienna)

12.30 - 14.15 Critique of appeasement: Iran and islamic Antisemitism as a challenge for Israel and Europe
Dr. Matthias Küntzel (Political scientist, board member Scholars for ! Peace in the Middle East, Hamburg):
Is Europe failing to act?
Dr. Michael Oren (Historian, senior fellow at the Shalem Center, Jerusalem):
Israel's Worst Nightmare – The threat of the Iranian Nuclear Weapons Program
Bruno Schirra (Journalist and author, Berlin):
European Illusions about Iran and Islam
Chair: Dr. Elisabeth Pittermann (former member of the Vienna City Council)

15.15 - 17.00 Austrian-Iranian relations against the background of the National-socialist past
Hiwa Bahrami (Democratic Party of Iranian Kurdistan): Austria's politics of appeasement
Dr. Stephan Grigat (Café Critique, Lecturer Institute for political science Vienna):
The Austrian-Iranian friendship – Foreign Policy in post-nazism
Robert Schindel (Author, Vienna):
The Austrian memory
Chair: Michaela Sivich (Journalist)

17.15 - 19.00 Round table: The need for a new antifascism
Simone Dinah Hartmann (Spokeswoman STOP THE BOMB)
Prof. Jeffrey Herf (Historian, University of Maryland, College Park, USA)
Kayvan Kabouli (Green Party of Iran, USA)
Thomas von der Osten-Sacken (Political Analyst and Director of Wadi e. V. Germany)
Chair: Dr. Stephan Grigat (Café Critique, Lecturer Institute for political science Vienna)

Inquiries:
DI Simone Dinah Hartmann
Phone: +43 650 344 88 58
Email: info@stopthebomb.net
http://www.stopthebomb.net
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

O velho Cairo e os novos desafios

Paulo Casaca

Se alguém me tivesse dito, há alguns anos atrás, que eu me iria encontrar ao lado de um Arcebispo e Embaixador do Vaticano envolvido na mesma batalha política do que eu, dificilmente iria acreditar, mas foi exactamente o que aconteceu na 20ª Conferência Geral do Conselho Supremo para os Assuntos Islâmicos, que começou a 16 de Março, no Cairo.  

O Arcebispo Michael Fitzgerald refutou a ideia peregrina de que há um cerco ao Islão montado a partir do Ocidente cuja estratégia passa pelas célebres caricaturas, pela guerra ao terrorismo (afinal, há tanto terrorismo em nome do Islão como no País Basco!) e uma islamofobia imparável, refutação que eu apoiei sem restrições, não porque me pareça estarmos numa guerra de religiões ou de civilizações, mas apenas porque o que o Embaixador do Vaticano dizia me pareceu do mais elementar bom senso.  

O discurso do Governo Egípcio (Primeiro Ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros ou Ministro dos Assuntos Islâmicos) foi marcado pela preocupação em combater o principal problema da nossa era (o extremismo religioso) e dar segurança à comunidade (combater o terrorismo), agenda que creio tanto Michael Fitzgerald como eu mesmo subscrevemos, mas os problemas começam quando ouvimos os responsáveis das comunidades muçulmanas ou mesmo do Ministério, onde estas ideias fazem escola.  

Não creio, contrariamente a um bom número dos meus colegas, que a boa estratégia seja a de ceder à paranóia, estabelecer a censura para assegurar que não vamos ter caricaturas, pedir desculpa por todas as ofensas - reais ou imaginárias, actuais ou perdidas nos tempos - feitas ao Islão e esmorecer perante a ameaça fanática.  

Tal como tive a oportunidade de explicar na conferência, recuso esse caminho sem ter de pensar na defesa do Cristianismo ou da civilização ocidental (o que quer que isto seja), mas apenas tendo em conta os cidadãos iraquianos que, sendo na sua esmagadora maioria muçulmanos, sofreram e sofrem como mais ninguém os efeitos do fanatismo que usa o nome do Islão.  

O principal alvo da ameaça fanática é todo aquele que afirma ser possível ser muçulmano sem cair na barbárie e na Idade Média.  

É isto que as elites egípcias entenderam mas que não parecem capazes de tirar as consequências. É isso que as elites ocidentais têm de entender se não quiserem ser engolidas numa fogueira que não conhece limites geográficos, culturais ou temporais.
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Paulo Casaca defende o reforço das relações da União Europeia com o Egipto

O Deputado Paulo Casaca defendeu, este fim-de-semana, no Cairo, que o Egipto poderá ter um papel importante a desempenhar na construção de uma alternativa democrática no Mundo Árabe, a par de outros países de menor dimensão e importância estratégica.

 

À margem de uma intervenção proferida no âmbito da 20ª Conferência Geral do Conselho Supremo para os Assuntos Islâmicos - promovida pelo Presidente egípcio Hosni Mubarak - o parlamentar português considerou que a União Europeia deveria reforçar as suas relações com este Estado, cuja evolução do sistema político será crucial na definição do Mundo Árabe.

 

Paulo Casaca lembrou que o Egipto é, de vários pontos de vista, o coração do mundo árabe e uma referência fundamental no mundo islâmico. É o país árabe mais populoso, o que tem uma maior tradição cultural e científica, o que acolhe a sede da Liga Árabe e desempenha um papel charneira nesse espaço geopolítico.

 

“O Egipto é o maior e mais importante aliado ocidental na região e, continuando a ser um país com um regime autoritário, não tem desse ponto de vista comparação possível com as ditaduras brutais do Irão, do Sudão, da Líbia ou da Síria, fazendo parte do grupo de países autoritários onde já são consagrados alguns princípios importantes de um Estado de Direito, a par da Argélia, da Jordânia e de alguns Estados do Golfo”, salientou.

 

A  20ª Conferência Geral do Conselho Supremo para os Assuntos Islâmicos foi, este ano, subordinada ao tema dos “Princípios da Segurança Comum no Islão”.

 

Na sua comunicação, Paulo Casaca voltou a elogiar o papel positivo desempenhado pelo Egipto no apoio à reconciliação e reconstrução do Iraque, designadamente ao nível da resposta que tem evidenciado perante o drama dos refugiados iraquianos.

 

À luz do direito internacional, o Egipto não partilha de nenhuma obrigação específica em matéria de apoio aos refugiados iraquianos, já que não divide fronteiras com aquele país nem tão pouco está envolvido nas operações militares em curso. Para além do mais, sendo um país relativamente pobre, está a fazer mais que muitos outros de maior riqueza e responsabilidade no conflito, no sentido de aliviar o sofrimento humano no Iraque”, referiu.

 

No âmbito desta sua deslocação ao Cairo, Paulo Casaca foi recebido esta segunda-feira pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto e teve diversos encontros com parlamentares egípcios, com responsabilidades na área dos negócios estrangeiros, e com iraquianos refugiados naquele país.

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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Paulo Casaca no “National Press Club” em Washington

Os Co-Presidentes do Intergrupo do Parlamento Europeu "Amigos de um Irão Livre", Paulo Casaca e Struan Stevenson, conservador escocês, são hoje os oradores convidados do National Press Club em Washington, para uma palestra denominada de Irão e Iraque: Rumo a uma Parceria Transatlântica para uma Política Efectiva.

 

O “National Press Club”, criado por três dezenas de jornalistas a 29 de Março de 1908, marca desde então o quotidiano de Washington. Pelas portas do seu edifício passaram todos os presidentes dos Estados Unidos, desde Theodore Roosevelt, assim como Reis e Rainhas, Primeiros-Ministros, Senadores, Congressistas, Embaixadores, Professores Universitários, Líderes Económicos, entre outros.

 

O convite para esta palestra tem lugar num momento particularmente delicado do Grande Médio Oriente e em que a parceria estratégica transatlântica se torna mais importante.

 

Esta palestra será precedida de uma reunião pública no Senado e deu-se na sequência de vários encontros com congressistas norte-americanos.

 

Ainda no âmbito da sua deslocação aos Estados Unidos da América, Paulo Casaca foi recebido pelos os congressistas luso-americanos Devin Nunes e Jim Costa tendo debatido formas de promover a cooperação luso-americana em especial através dos Açores.

 

Jim Costa, membro da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Congresso discutiu em especial com Paulo Casaca a possibilidade de alargar à NATO a eventualidade de desenvolver o treino de pilotos na base das Lajes, facto que foi encarado com muito interesse.

 

Ainda neste âmbito, Paulo Casaca teve uma reunião com quatro responsáveis do Departamento de Estado e ainda com um conselheiro da Embaixada de Portugal junto dos EUA, em que se discutiu o papel dos Açores na promoção da cooperação transatlântica.

 

Em particular foi vista com muito interesse a realização de uma segunda edição da Conferência Transatlântica sobre Energias Renováveis que teve pela primeira vez lugar em Dezembro de 2006, na ilha Terceira.

 

Enquanto membro das delegações do Parlamento Europeu para as Relações com a Assembleia Parlamentar da Nato e para as Relações com o Irão, o Deputado socialista tem ainda reservado, para este último dia de deslocação, um encontro com os senadores norte-americanos, Kay Bailey Hutchison, do Texas, e Johnny Isakson, da Geórgia.

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Paulo Casaca em Washington

para contactos bilaterais sobre as actuais relações Luso-Americanas e o Médio Oriente

 

 

O Deputado Paulo Casaca é um dos oradores convidados de uma palestra subordinada ao tema “Irão e Iraque: Rumo a uma Parceria Transatlântica para uma Política Efectiva”, promovida na próxima sexta-feira, dia 7 de Março, no Edifício da Imprensa Nacional, em Washington, em que participa ainda o Deputado britânico Struan Stevenson, que partilha com o parlamentar português a Presidência do "Grupo de Amigos por Um Irão Livre".

 

O evento insere-se no programa de uma deslocação de três dias aos E.U.A que Paulo Casaca inicia já amanhã, dia 5 de Março, mediante a realização de um encontro com os congressistas luso-americanos Devin Nunes, Jim Costa e Dennis Cardoza.

 

Na ocasião, o Deputado socialista irá discutir aspectos relacionados com as actuais relações luso-americanas e a possibilidade de se encetarem novas frentes de cooperação no domínio das energias renováveis. Os desenvolvimentos registados ao nível das perspectivas agrícolas fixadas pelos EUA para os próximos anos, através da "revisão" operada na Farm Bill, em contraponto com os desafios que na Europa se colocam no âmbito do "Exame de Saúde" da PAC e o Acordo de DOHA, são outros dos assuntos que Paulo Casaca pretende abordar no encontro, em particular junto do congressista Dennis Cardoza.

 

Na quinta-feira, dia 6 de Março, o Deputado Europeu tem previsto uma reunião de trabalho com o Presidente da organização “Voice of the Copts” destinada a debater o problema de alegados casos de perseguição religiosa de comunidades cristãs minoritárias, no Egipto.

 

A agenda da visita do parlamentar português prevê ainda contactos com responsáveis do Departamento de Estado e de Defesa Norte-Americano com vista a discutir as possibilidades relativas à renegociação do Acordo das Lajes.

 

Para além da palestra já mencionada, Paulo Casaca, enquanto membro das delegações do Parlamento Europeu para as Relações com a Assembleia Parlamentar da Nato e para as Relações com o Irão, tem ainda reservado para o último dia da sua deslocação, sexta-feira, dia 7 de Março, um encontro com os senadores norte-americanos, Kay Bailey Hutchison, do Texas, e Johnny Isakson, da Geórgia.

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Irmandade Muçulmana na Europa



A convite dos deputados Hannu Takkula e Paulo Casaca, esteve hoje no PE o investigador  e especialista em extremismo político  Steven Merley para falar sobre presença da Irmandade Muçulmana na Europa.
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Angelina Jolie e o Arcebispo de Cantuária

Paulo Casaca

De acordo com a imprensa, o Arcebispo de Cantuária e primeiro responsável da igreja anglicana afirmou ser inevitável a adaptação da legislação britânica a alguns aspectos da Sharia.

Afirmou ainda o eclesiástico que com isso o Reino Unido não faria mais do que o que já acontece com a adaptação da lei aos preceitos de outras confissões religiosas.

Começa por ser francamente difícil de aceitar ver eclesiásticos refugiarem-se no pragmatismo do que é inevitável para defender o inaceitável, continua pelo facto de o argumento escolhido ser manifestamente não conforme à realidade, porque aquilo a que assistimos é a uma progressiva descristianização da lei, e termina por ser intolerável que um dirigente religioso passe uma esponja sobre aquilo que serve cada vez mais de argumento para crimes em massa contra a humanidade.

Mas tanto ou mais grave do que isso é que o Arcebispo de Cantuária se esqueça de explicar quais são os aspectos da Sharia que acha inevitável sejam introduzidos na arquitectura legal britânica. Será que se trata da extensão da pena de morte à apostasia (renunciar ao Islão) ou ao consumo de bebidas alcoólicas como está neste momento a ser debatido nas instâncias legais iranianas?

E se não, se o Arcebispo não encontrou tempo para se exprimir sobre estes e tantos outros crimes contra a humanidade que se fazem em nome da Sharia não considera que, pelo menos, teria de explicar minimamente a que tipo de Sharia se referia ser inevitável que fosse introduzida na legislação criminal britânica?

Tendo em conta que Gordon Brown nomeou para a pasta da justiça Jack Straw - o responsável número um pela submissão da política britânica aos objectivos do fanatismo islâmico iraniano - ninguém pode ficar descansado nesta matéria, nem mesmo depois de Downing Street (o gabinete do Primeiro Ministro) ter garantido não ter a intenção de aplicar a Sharia como tinha sido sugerido.

Seria bom que o Arcebispo de Cantuária em vez de querer adaptar a Sharia no Reino Unido - supostamente para satisfazer a pressão muçulmana - olhasse antes para o exemplo de Angelina Jolie que foi a Bagdade apelar à solidariedade com os milhões de deslocados e refugiados iraquianos vítimas, exactamente, da aplicação da Sharia tal como a entendem os fanáticos que espalham o ódio, a morte e a destruição nesse país.

Tal como lembra Angelina Jolie, 58% dos deslocados têm menos de doze anos, e sofrem de carências de tudo, a começar por abrigos e cobertores cuja falta foi duramente acentuada pelo Inverno rigoroso que se viveu na imensa planície entre o Tigre e o Eufrates.

Os iraquianos são seres humanos de carne e osso como todos nós e são seres humanos antes de serem o que quer que seja para além disso. O facto de a esmagadora maioria deles serem muçulmanos não pode, na minha opinião, servir para os discriminar seja de que maneira for.

A cedência de um conjunto crescente de almas iluminadas do Ocidente às exigências do fanatismo islâmico é antes do mais uma falta de respeito por um grande número de seres humanos que sendo muçulmanos, não sonham com virgens no Paraíso ou a decapitação de infiéis, mas sonham poder educar os filhos em segurança e em liberdade, progredir economicamente respeitando costumes, tradições e, naturalmente, a sua religião.

São eles as principais vítimas do fanatismo que invoca os fundamentos da Sharia e é por respeito por eles que me parece que seria bom meditar no exemplo que foi dado por Angelina Jolie.
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Resistindo à Lei islâmica

por Daniel Pipes

Jerusalem Post
22 de Fevereiro de 2008
http://pt.danielpipes.org/article/5481

Original em inglês: Resisting Islamic Law
Tradução: Joseph Skilnik

Os povos ocidentais que se opõe à aplicação da lei islâmica (a Sharia) assistem com desânimo ao seu crescente avanço nos seus países – a aceitação progressiva de haréns, um líder da igreja que endossa a lei islâmica, um juíz que faz referências ao Alcorão, tribunais muçulmanos clandestinos que promovem sua própria justiça. O que pode ser feito para deter a progressão deste sistema legal medieval tão profundamente em conflito com a vida moderna, que oprime as mulheres e transforma os não-muçulmanos em cidadãos de segunda classe?

O primeiro passo requer dos povos ocidentais que instalem uma frente unida contra a Sharia. Ao se defrontarem com uma iminente hostilidade, os islâmicos cedem. Como exemplo, observe o recuo na semana passada pelo Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) numa disputa relativa a cães de guia usados pelos cegos.

Os muçulmanos tradicionalmente consideram cachorros animais impuros que devem ser evitados, criando uma aversão problemática quando donos de lojas muçulmanos ou motoristas de táxi se negam a prestar serviços para pessoas ocidentais cegas que se valem dos serviços de cães guia. Reuni quinze casos como estes no meu weblog, "Motoristas de Táxi Muçulmanos x Cães Guia para Cegos": em cinco Estados dos Estados Unidos (Nova Orleans, Cincinnati, Milwaukee, Brooksville, Fl.; Everett, Wash.); quatro do Canadá (Vancouver, duas vezes em Edmonton, Forte McMurray, Alberta); três do Reino Unido (Cambridge, duas vezes em Londres); dois da Austrália (Melbourne, Sydney) e um da Noruega (Oslo).

Novas ocorrências citam agressivos motoristas de táxi muçulmanos rejeitando passageiros cegos, gritando: "nada de cachorros, nada de cachorros, caia fora, caia fora"; "Retire este cachorro daqui"; e "nada de cachorros, nada de cachorros". Os cegos são rejeitados, humilhados, abandonados, insultados e até mesmo feridos, deixados na chuva, deixados no meio do caminho na terra de ninguém, fazendo com que se atrasem em compromissos ou que percam voos.

Representante dos Direitos Humanos Australianos Graeme Innes e o seu cão guia. O serviço prestado por motoristas de táxis lhe é frequentemente negado.

Organizações islâmicas manifestaram-se inicialmente em relação a este problema apoiando os motoristas de táxis anti-caninos. A Associação muçulmana do Canadá salientou a maneira pela qual os muçulmanos em geral consideram a saliva de cachorro suja. Em certa ocasião a CAIR apoiou esta afirmação, alegando que "a saliva dos cachorros invalida a pureza ritual necessária para a oração". Em outra, o dirigente da CAIR, Nihad Awad, declarou que "os Povos do Oriente Médio em especial… foram doutrinados com uma espécie de medo de cachorros" e justificou um motorista que rejeitou um cão guia com base de que ele "tem um medo genuíno e que agiu de boa fé. Ele agiu conforme as suas crenças religiosas".

Porém, quando a polícia e os tribunais são notificados, os direitos legais dos cegos para suas necessidades básicas e para a sua dignidade quase sempre triunfam sobre a aversão muçulmana aos cachorros. O proprietário muçulmano ou o motorista acaba invariavelmente admoestado, multado, reeducado, advertido ou até mesmo encarcerado. O juiz que achou o comportamento de um motorista de táxi ser "uma desgraça total" falou por muitos.

A CAIR, percebendo que sua abordagem tinha falhado tanto nos Tribunais de Justiça como na opinião pública, repentina e agilmente mudou de lado. Por exemplo, numa manobra cínica, organizou 300 motoristas de táxis em Minneapolis a fim de que oferecessem corridas grátis para os participantes de uma conferência da Federação Nacional dos Cegos. (Não convencido por este truque óbvio, um funcionário da federação respondeu: "Nós estamos realmente aborrecidos… com a oferta de corridas grátis. Nós achamos que isso não resolve coisa alguma. Nós acreditamos que os motoristas de táxis precisam entender que a lei diz que eles não podem rejeitar uma pessoa cega".) E, finalmente, na semana passada, o escritório canadense da CAIR emitiu uma declaração exortando aos muçulmanos que acomodem os passageiros cegos, mencionando um membro da comissão de directores que "o Islão permite que cachorros sejam usados pelos portadores de deficiência visual".

A capitulação da CAIR tem uma lição importante: Quando os povos ocidentais concordam amplamente em rejeitar uma lei específica islâmica ou uma tradição e se unem contra ela, os islâmicos ocidentais têm que se ajustar à vontade da maioria. Cães guia para cegos representam apenas uma entre muitas questões de consenso; outras tendem a envolver mulheres, como maridos que batem nas esposas, a burca que cobre a cabeça, a mutilação genital feminina, e "matanças em nome da honra". A unidade ocidental também pode compelir os islâmicos a condenarem suas posições predilectas em áreas como a escravidão e os complacentes financiamentos da Sharia.

Outras práticas derivadas do Islão (ainda) não existem no Ocidente, mas prevalecem no mundo muçulmano. Estas incluem castigar uma mulher por ter sido violada, exploração de crianças em atentados suicidas e a execução de criminosos por crimes como conversão do Islão para outra religião, adultério, ter um filho fora do matrimónio ou feitiçaria. A solidariedade ocidental pode obter concessões nestas áreas também.

Se os povos ocidentais estiverem juntos, a Sharia estará condenada. Se não, estaremos nós.

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Exile Group Claims Iran Is Developing Nuclear Warheads

The Wall Street Journal 
By MARC CHAMPION 

The Iranian opposition group that first exposed Iran's controversial nuclear-fuel program has given the United Nations' nuclear watchdog details of what the group says is a working nuclear-warhead-development facility.

 

The facility at Khojir, a defense-ministry missile-research site on the southeast edge of Tehran, is developing a nuclear warhead for use on Iranian medium-range missiles, according to Mohammad Mohaddessin, foreign-affairs chief for the exiled National Council of Resistance of Iran. 

He also said the NCRI has identified a guest house on a military compound near Khojir that the group says houses North Korean specialists working at the warhead facility. The information was finalized in recent weeks and is current, according to Mr. Mohaddessin. 

It wasn't possible to verify any of the NCRI's claims independently. Yesterday, Mr. Mohaddessin passed the information, which includes satellite images, to the International Atomic Energy Agency, the U.N.'s Vienna-based nuclear watchdog, and asked the agency to investigate. 

An IAEA representative said the organization would check the NCRI's claim against the agency's own data and pursue it "if appropriate." 

The NCRI is the Paris-based political wing of the Mujahedin e-Khalq, an exiled military group that has been seeking to overthrow the current Iranian regime since the mid-1980s. The U.S. and the European Union list the group as a terrorist organization. 
 

The NCRI has at least twice given detailed information to the IAEA that IAEA inspectors later verified, including the original information that exposed Iran's uranium-enrichment program and the location of those facilities in 2002. On at least one other occasion, however, the IAEA was unable to verify information the NCRI provided. 

U.S. and IAEA officials have said in the past they believe the NCRI gets its information from a government hostile to Iran, likely Israel. The NCRI denies that and says it develops its information with the help of contacts inside Iran. 

NCRI leaders said their latest effort to locate the alleged nuclear-warhead facility was triggered by the Dec. 3 release of a U.S. National Intelligence Estimate concluding that Iran halted its nuclear-weaponization efforts in 2003. The NCRI is eager to refute that finding. 

The report effectively ended speculation in Washington about a potential U.S. military strike against Iran to cripple its nuclear program. It also undercut U.S.-led efforts to pressure Iran to suspend its uranium-enrichment program, which can be used to produce either civilian or weapons-grade fuel. 

Iran denies having any kind of nuclear-weaponization program. It also denies any intent to enrich uranium to weapons grade. The IAEA has said repeatedly it hasn't found proof of an Iranian nuclear-weapons program. Iranian officials couldn't be reached to comment yesterday. 

Ross Feinstein, a spokesman for the Office of the Director of National Intelligence in Washington, said the U.S. intelligence community's view hasn't changed since the NIE's release. 

The NCRI first identified Khojir as a missile facility in 2005. Iran's medium-range Shahab 3 missile is based on North Korea's Nodong-1 missile and is believed to have a range of as much as 1,240 miles. 

The NCRI's claim that a small facility on the military base is developing nuclear warheads is new, however. Also new is the claim that North Koreans are being bused to the facility. North Korea is in talks with the U.S. and other nations over its nuclear-weapons program. 

The commercial satellite images depict a system of heavy security within the Khojir site restricting access to the alleged nuclear-warhead facility. Visitors to the facility -- which is known as "Eight-five hundred" -- have to leave their cars and drivers behind at the car park, according to Mr. Mohaddessin. A car is then sent to collect the visitors, who pass through two checkpoints to get onto a road that ends at a small group of buildings cut into the hills about 1.25 miles away. 

Write to Marc Champion at marc.champion@wsj.com
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

A manipulação dos direitos humanos

   Paulo Casaca

Com o título "A Jornada da Morte, mais de 700 prisioneiros ilegalmente levados para Guantanamo com a ajuda de Portugal", uma organização britânica resolveu desencadear um violento ataque a Portugal e ao Parlamento Europeu, cuja comissão temporária - que chegou a conclusões radicalmente diferentes - tinha também sido presidida por um deputado português.

O relatório branqueia, por omissão, a actuação de uma série de países que, de acordo com a investigação parlamentar europeia, colaboraram efectivamente em violação do direito nacional e internacional na prisão secreta de suspeitos de actos de terrorismo, mas resolve acusar da "Jornada da Morte" exactamente um país que não teve qualquer colaboração ou actuação ilegal nessa matéria.

Para chegar a este extraordinário resultado, o relatório elabora um intrincado e absurdo raciocínio relativo aos pesos de detidos em Guantanamo, divulgado por um site das autoridades americanas, e a trajectos de aviões que terão atravessado o espaço aéreo nacional em direcção a essa base norte americana.

De facto, tendo em conta a dimensão do espaço aéreo nacional e a sua utilização pela esmagadora maioria do tráfego transatlântico, é de presumir que a generalidade do tráfego de quem quer que seja que foi para essa base norte-americana através do Atlântico tenha utilizado o nosso espaço. Concluir daí que somos um país de assassinos é grotesco.

Com base em raciocínios semelhantes, e apesar de os responsáveis da organização terem confessado à TSF que nenhum dos seus clientes entrevistados confirma ter passado pelas Lajes, apesar de o responsável norte-americano do destacamento das Lajes ter categoricamente negado que isso possa ter acontecido e apesar de o Governo português negar que alguma vez o tenha autorizado, a organização acusa Portugal de ter dado apoio a alguns desses aviões.

Essa organização diz que defende "direitos humanos" o que, infelizmente, parece ser cada vez mais frequente entre quem, servindo-se deste argumento, pretende atingir resultados políticos que nada têm de humanitários.

Em primeiro lugar, a defesa dos direitos humanos tem princípios e regras consignados em protocolos internacionais como o de Istambul, algo que foi grosseiramente violado pelo relatório desta organização.

Em segundo lugar, os direitos humanos têm de ser defendidos com algum critério humano. Que uma organização internacional resolva praticamente só falar de um Estado no mundo em relação à pena de morte, quer dizer que ela se preocupa mais em atacar esse Estado do que em lutar contra a pena capital.

Pior ainda, é constatar que, de acordo com o site dessa organização, a única vez que a REPRIEVE / Reino Unido resolveu fazer um relatório sem incidir sobre os EUA, ela escolheu como parceira a "Cageprisoners" e tratou de presos no Quénia, na Somália e na Etiópia que têm uma única coisa em comum com a vasta maioria dos seus clientes: são suspeitos de pertencerem à Al Qaeda.

A "Cageprisoners", como é assumido no seu site, é uma organização que se reivindica do Islão e que faz a apologia indiscriminada dos presos acusados de actos de terrorismo religioso islâmico.

Toda a gente tem direitos, incluindo os acusados dos actos mais desumanos da nossa era, e a ausência de respeito por esse princípio causa certamente consternação a todos os que crêem na universalidade dos direitos humanos.

Daí a deixar que se utilize o pretexto dos direitos humanos para glorificar o fanatismo mais bárbaro, para acusar de assassínio quem se recusa a pactuar com esse fanatismo, há um abismo que ninguém pode ser autorizado a transpor.

Com esta sua acção, a REPRIEVE / Reino Unido está a fornecer justificação para actos de terrorismo no nosso país, usando para isso argumentos que não têm qualquer sentido. Trata-se de uma atitude inaceitável.

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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Conferência promovida por Paulo Casaca sobre o Irão mobiliza "mundo diplomático" de Bruxelas

O Deputado Paulo Casaca promoveu esta quarta-feira, em Bruxelas, uma conferência destinada a avaliar a resposta europeia às implicações que decorrem da incessante procura de influência regional evidenciada pelo Irão no domínio da segurança no Golfo, proliferação nuclear e apoio a organizações terroristas.

 

A iniciativa, levada a cabo conjuntamente com a Deputada Jana Hybaskova com o apoio da "Réalité EU", organização sem fins lucrativos que desenvolve um serviço para jornalistas e outro tipo de analistas com base em assuntos do Médio Oriente, juntou nas instalações do Parlamento Europeu cerca uma centena de participantes, na sua maioria membros de corpos diplomáticos, nomeadamente Embaixadores e outros diplomatas de países como a Arábia Saudita, Afeganistão, Brunei, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Eslovénia, Espanha, Irão, Irlanda, Israel, Kuwait, República Checa, Roménia e Suécia, para além de inúmeros deputados europeus e jornalistas.

 

Os oradores deste evento foram Sami Alfaraj, Presidente do Centro de Estudos Estratégicos do Kuwait e Conselheiro de Segurança Nacional do Secretário Geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Simon Henderson, especialista em assuntos políticos em estados conservadores do Golfo Pérsico e questões de política energética e antigo correspondente da BBC e Financial Times, Richard Kemp, que foi chefe dos serviços secretos britânicos e comandante das forças do Reino Unido no Afeganistão, e Claude Moniquet, Director do Centro Europeu de Estratégia e Informações e antigo membro dos serviços secretos franceses.

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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

A geopolítica do Gás

Paulo Casaca

O chefe da diplomacia iraniana veio a Portugal anunciar que o seu Governo estava a ponderar uma proposta de investimento nos seus campos de gás por parte de uma empresa portuguesa. Sem perder o fôlego, fez ele também saber que pretendia a bênção do nosso país para o seu programa nuclear.

Na declaração política de resposta o chefe da nossa diplomacia tentou minimizar o óbvio embaraço provocado por tão ostensiva proposta negocial, afirmando que apoiava a posição da comunidade internacional em matéria de programa nuclear e não se referindo ao negócio do gás.

A forma como ele juntou a estas palavras a garantia de que nada tinha a obstar a um programa nuclear pacífico, em vez de soar como uma dádiva ao regime de Teerão, soou como a confirmação de que as sanções internacionais se deviam ao facto de o programa nuclear iraniano não ter fins pacíficos.

Tratou-se na realidade de utilizar uma forma diplomaticamente arguta para dizer que o posicionamento nacional em matéria de proliferação nuclear não poderia ser condicionado por qualquer relação comercial de qualquer empresa, apesar de não se tratar de qualquer empresa e de não se tratar de um domínio económico qualquer.

A Áustria, maior investidor no gás iraniano é, já há algum tempo, o país que mais defende o regime e mais se opõe a quaisquer sanções ao Irão.

Nesta matéria, de resto, o Irão pouco ou nada inova, sendo que a Rússia, como é público e notório, usa e abusa do mesmo mecanismo sem sequer se preocupar em disfarçar com linguagem diplomática a utilização da sua arma energética.

A Rússia não hesita mesmo em modelar a tabela de preços que pratica ao nível de alinhamento político da sua clientela, como também não teve qualquer pudor em oferecer a um ex-chanceler alemão um lugar na administração de uma subsidiária suíça da sua maior empresa no ramo energético, ou ainda ligar ostensivamente a sua oposição à independência do Kosovo a um negócio de gás com a Sérvia.

Curiosamente, foi precisa a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros Iraniano entre nós para que esta questão se tornasse notícia de primeira página, parecendo que a diplomacia iraniana considera que a cenoura do negócio pressionará a opinião pública no sentido dos seus interesses.

Esta situação de fundo coloca em foco a necessidade de se saber quem em Portugal estará disposto a fazer o quê para que uma empresa portuguesa fique com o negócio do gás no Irão.

Pela parte do responsável primeiro da nossa diplomacia assistimos a uma posição de grande firmeza que não posso deixar de registar com muita admiração e respeito.

O plano nuclear de Teerão é um plano concebido por quem inventou o terrorismo moderno, ou seja, o assassínio suicida em larga escala por motivos religiosos. Não existe qualquer racionalidade civil para o programa nuclear iraniano. Todo o stock de urânio naturalmente existente no Irão tem um potencial energético inferior ao que resultaria do aproveitamento do gás que é queimado, sem aproveitamento, na exploração do petróleo durante um ano. O Irão está empenhado hoje num plano de expansão em toda a zona, do Afeganistão ao Líbano e principalmente no Iraque, fomentando o terrorismo e a desestabilização.

Fechar de olhos a todos estes factos seria a maior das cegueiras que poderíamos promover em Portugal, e eu só espero que todos os portugueses que lidam com estes dossiers dentro ou fora do nosso país, tenham a mesma lucidez e independência que o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros. 
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Protesto de Paulo Casaca contra execuções no Irão aprovado por aclamação no Parlamento Europeu

A sessão plenária do Parlamento Europeu reunida em Bruxelas aprovou hoje, por aclamação e esmagadora maioria, um "protesto veemente" apresentado de viva voz por Paulo Casaca pela execução às quatro horas (hora iraniana) desta madrugada de um activista Ahwazi (minoria árabe no Irão) na prisão de Karoon, Zamel Bawi.  

O protesto foi apresentado como alteração oral à resolução que pedia a suspensão dessa execução pelo regime iraniano no contexto de uma Resolução sobre a situação nesse país.

A proposta do socialista constata ser esta a décima nona execução de Ahwazis nos últimos doze meses, e insta o Governo iraniano a pôr termo a outros processos de execução em curso, nomeadamente do cidadão holandês e defensor dos direitos humanos, Faleh Abdulah al-Mansouri, e de dois refugiados reconhecidos pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, permitindo que os mesmos possam regressar aos seus países de origem.


imagens de execuções públicas no Irão

A resolução agora aprovada refere ainda a decisão do Tribunal de Primeira Instância das Comunidades, de 12 de Dezembro de 2006, relativa à proscrição da “Organização dos Mujahedines do Povo do Irão” (OMPI) ao mesmo tempo que regista a decisão de um Tribunal Superior britânico, de Novembro passado, que obrigou, igualmente, o Governo do Reino Unido a retirar a OMPI da sua lista de organizações proscritas, tendo classificado essa inclusão como “perversa”.

O documento, arrasador para o regime iraniano, designadamente no que concerne a inúmeras violações dos direitos humanos, renova o apelo para que seja assegurado um principio de transparência no que respeita ao programa nuclear desenvolvido pelo Irão, através do fornecimento à Agência Internacional de Energia Atómica de informações claras e credíveis que permitam pôr termo às preocupações que derivam da sua possível utilização militar.

publicado por nx às 14:35
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

O sapatinho branco





Paulo Casaca

Oświęcim, 27-01-08


Vinte e sete de Janeiro de 1945. As tropas soviéticas chegam a Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração e extermínio construído pela Alemanha Nazi e onde terminaram os seus dias milhão e meio de pessoas, na sua maioria judeus, mas também ciganos e resistentes de várias nacionalidades e ideologias.

As imagens ficaram gravadas para a posteridade, montanhas de corpos esqueléticos que não tinha havido tempo para remeter aos fornos crematórios e muitos outros à beira da morte por fome e doença, descomunais montanhas de sapatos, malas, escovas, objectos pessoais dos exterminados.

Começou aqui o desmontar da máquina assassina mais devastadora de toda a humanidade e da imensa cortina de silêncio que o Nazismo e aqueles que com ele contemporizaram fizeram cair sobre o holocausto.

Alguns dias antes, precisamente a dezoito do mesmo mês de 1945, um jovem judeu, Marian Tursky, que tinha sido remetido ao campo depois da limpeza do gueto de Llodz, a Ocidente de Varsóvia, em Agosto de 1944, era transferido com outros seiscentos judeus.

Sessenta e três anos mais tarde, sentado à minha frente e ao lado do meu camarada e amigo João Soares, no Rubinstein, restaurante da antiga Judiaria de Cracóvia, o agora ancião sobrevivente conta como fez uma marcha contínua de 49 quilómetros, durante duas noites e um dia, até ao próximo entroncamento ferroviário. Muitos não o conseguiram e foram sumariamente abatidos com um tiro na nuca, mas ele continuou até entrar no vagão que o conduziu a Buchenwald, aonde dezasseis dos seus companheiros chegaram sem vida.

De Buchenwald, perante o avanço soviético, passou a Terezin, nos Sudetas, anterior campo de concentração modelo Nazi, onde as tropas soviéticas o iriam encontrar para o levar a um hospital.

No domingo, dia 27, já em Auschwitz-Birkenau, Marian Tursky foi o guia da delegação dos Amigos Europeus de Israel que celebrou o 27 de Janeiro, o dia do Holocausto, com uma homenagem às vítimas do nazismo realizada com uma deposição de flores em Auschwitz e um acender simbólico de velas numa breve cerimónia religiosa em Birkenau e que terminou na pequena sinagoga de Oświęcim, a antiga cidade judaica que se encontra na margem contrária do Sola.

Deslocação num dia cinzento que terminou debaixo de neve, retenho dela, mais do que qualquer outra coisa, o pequeno sapato de criança que ladeava uma pilha descomunal de sapatos em exibição no pavilhão número cinco de Auschwitz.

No processo de selecção que era feito à entrada as crianças nunca tinham hipótese e eram sistematicamente conduzidas às câmaras de gás, e aquele sapatinho branco, tão parecido aos que calçam as meninas que entre nós levam a bandeira do Espírito Santo, era certamente de uma menina dos seus cinco anos, de uma família a quem tinham prometido a relocalização para esconder a solução final.

Sessenta e três anos depois, continua a haver quem insista na negação do holocausto, à frente dos quais se encontra o Presidente da República do Irão, que organizou mesmo com esse objectivo conferências internacionais.

A negação do holocausto por parte de quem assassina os seus opositores políticos, invade e aterroriza os países da região e prepara uma arma nuclear, não é uma atitude académica, é um instrumento indispensável à prossecução de uma estratégia que aposta na destruição de Israel mas que não tenciona ficar por aí.

Ontem como hoje, recordar o holocausto, recusar cair na teia argumentativa do anti-sionismo, homenagear os mortos e trabalhar com os vivos para impedir a repetição do holocausto, são imperativos políticos de primeira importância.

publicado por nx às 14:09
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

European Friends of Israel


Dia Europeu em Memória das Vítimas do Holocausto comemorado pelo EFI
publicado por nx às 15:46
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Paulo Casaca assinala “Dia Europeu em Memória das Vítimas do Holocausto”

O deputado Paulo Casaca integra, este fim-de-semana, uma Delegação dos Amigos Europeus de Israel (EFI - European Friends of Israel) composta por Parlamentares Europeus, Membros de Parlamentos Nacionais e elementos do Knesset, o Parlamento de Israel, numa missão a Auschwitz e Cracóvia, na Polónia, por ocasião das cerimónias do "Dia Europeu em Memória das Vítimas do Holocausto", instituído pelo Conselho em 2002.

 

O primeiro dia da deslocação compreende um encontro de trabalho, em Cracóvia, com o Rabi Michael Schudrich, o líder da Comunidade Judaica local, Senhor Jakubowicz, e o Embaixador de Israel na Polónia, David Peleg.

 

No domingo, a Delegação do EFI, organização de que Paulo Casaca é membro fundador, integrando actualmente a sua Comissão Executiva, visita os Campos de Concentração do Regime Nazi de Auschwitz e Birkenau, onde irá prestar homenagem às vítimas do Holocausto através da colocação de grinaldas de flores nos locais onde se estima que mais de 1,5 milhões de judeus tenham sido exterminados.

 

Para Paulo Casaca, esta missão representa uma oportunidade para reafirmar o compromisso pela defesa dos valores da democracia contra os regimes totalitários, todos os géneros de violência, intolerância, racismo e anti-semitismo no mundo.

publicado por nx às 19:37
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