Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

textos escolhidos

FELIZ 2008!

  1. Germany: Interior Ministry Warns of Radicalisation of Muslims

  2. Report Says Iran has Built a Supercomputer

  3. Ils ont tué Massoud, Daniel Pearl, ils ont tué Benazir - B-H Lévy

  4. Paying Islam for our Western guilt - Diana West

  5. The Palestinian Economy in Shambles - Daniel Pipes

  6. The Ayatollah Khomeini legacy - Raz Zimmt

  7. Ahmadinejad, leader du monde musulman contre "l'entité sioniste" - Bertrand Ramas-Muhlbach

  8. Iran's Khatami Returns from the Shadows

  9. Al-Qaeda at Year’s End 2007: What Do the Facts Say? - Michael Scheuer

  10. 2007, une année triste - Guy Senbel

  11. Brown under fire for illegal ban on dissidents

  12. British government backs the Mad Mullahs - Roger Helmer MEP

publicado por nx às 12:30
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

A convulsão do Sudoeste asiático

Paulo Casaca
[2007-12-29] O assassínio de Benazir Bhutto representa um marco importante na escalada do fanatismo islâmico pelo controlo do Sudoeste asiático. Benazir Bhutto como mulher, dirigente política secular e democrática, era naturalmente um dos alvos prioritários do fanatismo, ficando no entanto por saber se o seu assassínio se deve apenas a estes factores.

Num debate promovido pela CNS (Cybercast News Service) Alireza Jafarzadeh, dirigente da resistência iraniana, considerou que uma das mais importantes pistas para entender a razão de ser do seu assassínio ser a promessa da dirigente política paquistanesa de deixar que a comunidade internacional interrogasse A.Q. Khan, o célebre "pai" da bomba atómica paquistanesa que resolveu rentabilizar os seus conhecimentos vendendo conhecimento e material para o fabrico da bomba à Líbia e ao Irão.

Essa promessa punha directamente em causa o interesse de países como o Irão, que poderiam ser tentados a utilizar todos os meios para impedir que ela fosse levada à prática.

Em qualquer circunstância o assassínio de Benazir Bhutto põe em causa não só as eleições de 8 de Janeiro mas também a capacidade do actual líder paquistanês Pervez Musharraf para dominar a situação nesse país.

A crescente instabilidade no Paquistão terá óbvias consequências no Afeganistão e tornará ainda mais difícil a missão de estabilização da NATO que se desenrola nesse país.

Enquanto as atenções se centram no Paquistão, a situação no extremo oposto da área de influência iraniana, concretamente no Líbano, não é menos preocupante.

De acordo com o diário libanês Al-Mustaqbal – propriedade de Saad Hariri, principal dirigente político do chamado bloco 14 de Março, bloco de resistência à colonização iraniana do Líbano – o Hizbullah (partido que explicitamente se anuncia como discípulo do Ayatollah Khameiny, ou seja, do principal dirigente político iraniano) está neste momento a treinar nas suas bases do Vale de Bekaa activistas de outras forças suas aliadas, como o Partido Nacional Socialista Sírio e forças fiéis ao General Aoun.


Ainda segundo o mesmo jornal, o Hizbullah está neste momento a proceder ao cerco da região de Al-Kharub, onde Walid Jumblat – um dos mais importantes opositores ao regime iraniano no Líbano – tem o quartel-general do seu partido socialista progressista (druso).

Estas informações constam de um despacho de 28 de Dezembro da autoria de H. Varulkar editado pelo MEMRI (centro de interpretação, análise e investigação no Grande Médio Oriente) que adianta ainda que tanto a imprensa alinhada com o bloco 14 de Março como a imprensa pró-iraniana dizem que actualmente no Líbano é quase tão simples comprar armas como comprar roupa. De acordo com a imprensa, a forte procura fez disparar o preço da AK-47 para valores entre os 300 e os 700 dólares e da M-16 para preços entre 0s 850 e os 1000 dólares.

A opinião pública é unânime no paralelo que faz com o desencadear da guerra civil libanesa de 1975, que se fez anunciar exactamente por um aumento exponencial da procura de armas no mercado.

Quer isto dizer portanto que, ao mesmo tempo que todas as atenções se viram para o Paquistão, é bem provável que a próxima onda de choque venha do Líbano.

Curiosamente, em termos relativos, o Iraque tornou-se agora mais tranquilo, depois de os EUA terem começado a colaborar activamente com a população do Centro e Norte do país que luta contra a Al-Qaeda e outros movimentos fanáticos e depois de terem avisado repetidamente o Irão de que a continuação das suas actividades terroristas neste país poderia levar a uma intervenção americana directa nesse país.

É uma situação de circunstância que será alterada quando o Irão achar mais conveniente. Desse ponto de vista, o afastar circunstancial do conflito para zonas mais periféricas, em simultâneo com uma imensa barragem de propaganda para dar uma imagem pacífica do regime, servem para afastar a possibilidade bem real de um ataque americano ao Irão durante a Presidência Bush.

São meros episódios tácticos que não põem em causa a minha convicção de que o controlo do Iraque é a prioridade absoluta do regime iraniano.

publicado por nx às 12:16
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O "Helmandgate"

Paulo Casaca
[2007-12-29] No dia de Natal o Governo Afegão resolveu expulsar o Embaixador da União Europeia nesse país, bem como um diplomata britânico ao serviço das Nações Unidas. De acordo com o comunicado emitido pelas autoridades afegãs e com informação difundida pelo canal de televisão mais popular desse país – que denominou este escândalo de "Helmandgate" – os diplomatas europeus teriam sido interceptados com 150.000 dólares em numerário e a informação constante nos seus computadores portáteis indicaria que tinham acabado de fazer pagamentos a líderes talibãs de Musa Qala na província de Helmand que tinham planos para organizar ataques suicidas contra responsáveis políticos afegãos.

Em reacção ao desencadear deste escândalo – significativamente, não por parte da organização visada, que foi a União Europeia, mas da parte do Reino Unido e subsidiariamente dos EUA – vimos a defesa de uma política de contactos e negociações com os adversários afegãos com o objectivo de os desligar dos seus líderes, deixando por explicar as profundas diferenças de apreciação com as autoridades afegãs sobre o que se passou ou mesmo a lógica de toda a política subjacente a estas negociações.

Desde que o terrorismo moderno (ou seja, o terrorismo religioso e suicida, também designado por fanatismo islâmico ou jihadismo) apareceu na cena internacional através de uma fatwa do Ayatollah Khomeini, o Ocidente tem sistematicamente negociado com ele, sendo que a extensão e profusão dessas negociações são muito mal conhecidos pela opinião pública ocidental.

No Helmandgate confronta-se a palavra dos dirigentes afegãos, que insinuam que o negócio feito em nome da União Europeia se destinava apenas a comprar a protecção das forças ocidentais à custa das forças afegãs, com a palavra anglo-americana de que se tratava de separar esses elementos talibãs dos seus líderes, bem como com o ensurdecedor silêncio da Comissão Europeia, ao serviço da qual se encontrava o Embaixador expulso.

A ter em conta as informações difundidas por Waliullah Rahmani da Fundação Jamestown, poderemos chegar a breve trecho a conclusões sobre quem tem razão neste confronto, dado que os líderes talibãs de Musa Qala com quem os diplomatas europeus negociaram têm uma relação tribal umbilical com os líderes da tribo Alizai em Shaiban, no distrito de Bala Bulock na província de Farah, província fronteira com o Irão, a partir do qual a insurreição é comandada. 

Se, como os observadores afegãos prevêem, este continuar a afirmar-se como o principal foco da sublevação talibã, é natural que se conclua que é a sua leitura dos factos a que se revela verdadeira.

Em qualquer circunstância, seria bom que o Helmandgate fosse encarado como um escândalo europeu de primeiríssima ordem.

publicado por nx às 12:04
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Crónica de uma morte anunciada

Paulo Casaca

[2007-12-29] Poucas horas depois de regressar à sua terra natal, depois de ter tido a coragem e a clarividência de aceitar negociar com Pervez Musharraf – autocrata porventura, mas que fazia frente ao fanatismo islâmico – Benazir Bhutto era já alvo de um atentado terrorista que causou dezenas de vítimas.

Não se intimidou, prosseguiu o seu caminho e insistiu em concorrer às eleições e eu, no meu íntimo, pensei que os fanáticos não iriam falhar muitas vezes mais. Infelizmente, não me enganei, e assistimos ao desenrolar do que foi a crónica de uma morte anunciada.

Foi no dia 27 que finalmente a mataram num ataque atribuído à Al-Qaeda, como se a Al Qaeda não tivesse patrões, financiadores e estrategas que a dirigem e manipulam.

Depois de Sirimavo Bandaranaike e de Indira Ghandi, Benazir Bhutto foi a terceira líder política do sub-continente indiano que ascendeu à direcção do seu país.

A ascensão de mulheres a cargos de primeiro plano – ainda que tenham ascendido ao primeiro plano em larga medida pela relação familiar que mantiveram com antigos dirigentes políticos – foi um fenómeno de enorme importância naquela área do globo e no mundo.

A reacção de ódio que o fanatismo lhes dedicou – duas delas foram assassinadas e só Sirimavo Bandaranaike teve morte natural, mais por ter escapado a atentados do que por qualquer outra razão – revela um dos traços mais característicos do fanatismo: a misoginia.

Ainda no Sudoeste Asiático, mais concretamente no Irão, o vizinho ocidental do Paquistão, temos Maryam Radjavi, que não só é da mesma geração de Benazir Bhutto mas como tem com ela semelhanças de perfil claras, e essa – mau grado todas as tentativas feitas pelo regime iraniano – está viva, e continua a ser a melhor aposta para a mudança no seu país.

O assassínio de Benazir Bhutto não pode deixar ninguém indiferente. Aquilo que o fanatismo pretende abater na sua acção não cabe nas fronteiras de nenhum país em particular, são os valores universais da igualdade de oportunidades entre todas e todos. A ilusão de que no nosso mundo globalizado um fenómeno desta natureza se encerra em fronteiras políticas sairá certamente muito cara a todos nós, e é por isso que é necessário desfazê-la tão rapidamente quanto possível.

Nestas linhas deixo uma homenagem póstuma a Benazir Bhutto, e com ela a tantas e tantas mulheres que arriscam e dão a sua vida por uma sociedade mais justa e mais fraterna. Faço votos para que o seu sacrifício não tenha sido em vão.

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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

O Irão e o átomo

A central nuclear iraniana de Darkhoyen, a primeira construída integralmente pelo Irão, entrará em funções dentro de 9 anos, afirmou ontem um alto responsável do Parlamento. «Segundo o relatório a central entrará em funções no ano iraniano 1395 que corresponde ao período de Março de 2016 a 2017, dento de 9 anos», afirmou Allaeddine Boroudjerdi, chefe da comissão dos Negócios Estrangeiros, citado pela agência Isna, durante a apresentação do projecto pela Organização Iraniana da Energia Atómica (OIEA). Teerão considerou recentemente justificada a continuação do enriquecimento de urânio, contra a vontade do Conselho de Segurança das Nações Unidas, pela necessidade de alimentar com combustível produzido localmente as futuras centrais nucleares. O chefe da OIEA, Gholam Reza Aghazadeh, anunciou a 17 de Dezembro que a central de Darkhoyen, no sul do país, «está em construção, e que esta central necessita de combustível».

música: irão, OIEA
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007

O Irão abandonou a corrida ao nuclear?

  Samuel Hadas - La Vanguardia, 2007.12.19

Analista diplomático, primeiro embaixador de Israel em Espanha e na Santa Sé

Poucas análises elaborados polos servizos de intelixencia de Estados Unidos causaron máis perplexidade que o dedicado ás ambicións nucleares de Irán. O sumario dun documento secreto, denominado National intelligence estimate, NIE, publicado polo Consello Nacional de Intelixencia dese país, causou gran revuelo por súas indubidables consecuencias sobre a política exterior de Washington. Sobre todo, tratándose da avaliación consensuada de 16 servizos de intelixencia e porque, ao estimar que Teherán suspendeu o desenvolvemento dos elementos militares do seu programa nuclear no 2003, constitúe unha desconcertante retractación do informe de intelixencia elaborado no 2005, segundo o cal Irán estaba empeñada en adquirir capacidade nuclear. Cometeron os servizos de intelixencia estadounidenses outro erro de interpretación, como aqueles aos que tennos acostumados? No informe que ocúpanos hai demasiados “é posible…”, “podería ser…”, “é razoable supor que…”. Non poucos cuestionan o informe, que segundo algúns expertos non se basea en información sólida sobre o que está acontecendo en Irán, senón en supostos. Os seus críticos consideran que os servizos norteamericanos non teñen comprensión sobre o que realmente acontece en Irán. Os erros dos servizos de intelixencia de Estados Unidos no pasado son incontables ( “unha gran reputación é unha terrible marca”, segundo o ex axente da CIA Donald Gregg). Nun pasado non moi afastado os servizos estadounidenses fallaron nas súas análises sobre as tendencias en Oriente Medio, sobre todo en Iraq, Irán, Libia, etcétera. Por exemplo, nunca puido demostrarse a posesión de armamento non convencional por parte de Sadam Husein, causa principal da invasión de Iraq. Un libro publicado recentemente, "Legacy of ashes: The history of the CIA", está dedicado enteiramente a indicar os fallos da espionaxe estadounidense. “Un libro moi divertido”, escribe ironicamente un xornalista. O Goberno de Mahmud Ahmadineyad, que continúa co seu plano de desenvolvemento de mísiles de longo alcance, está acelerando o seu programa de enriquecemento de uranio e retén a súa opción para producir bombas nucleares, o que indubidablemente “deixa a porta aberta” para iso no futuro, se así llelo propón, sinala o informe. Posúe a infraestrutura necesaria.O NIE ha menoscabado sensiblemente os esforzos da Administración do presidente Bush para agravar a postura internacional contra o réxime iraniano, nun momento no que a Unión Europea e Estados Unidos parecían avanzar en súas esforzos por obter o apoio das grandes valedores de Irán, Rusia e China, para unha nova rolda de sancións. A comunidade internacional se verá en dificultades para neutralizar as motivacións de Teherán. Pero ao tempo, o informe serviu para xustificar a quen consideran que a vía diplomática funciona. No seu defensa saíu o asesor de Seguridade Nacional de Estados Unidos, Steve Hudley, para quen o informe proba que, sen dúbida, pódese resolver o problema pola vía diplomática, “tal como inténtao Washington, sen necesidade de facer uso da forza”.O perigo iraniano non pasou, segundo o prestixioso cotián israelí Haaretz.”O informe de intelixencia norteamericano é unha estimación que non aumenta nin reduce o temor, e non contén sinal algunha de troco de política ou que poida tranquilizar”, editorializa o xornal, agregando que “de feito, o informe determina que se Irán quere desenvolver a bomba, pódeo facer e sería perigoso subestimar as súas intencións”. Os servizos de intelixencia israelís, que admitiron que “houbo diferencias de interpretación cos seus colegas norteamericanos sobre a mesma información”, non dudan: o propósito do réxime iraniano é adquirir armamento nuclear. Non hai explicación lóxica algunha para as xigantescas investimentos de Irán no seu programa nuclear. Tamén os demais países de Oriente Medio, para quen os designios hegemónicos de Teherán significan unha ameaza concreta, desconfían das intencións do seu réxime. Non obstante preferiron manter un ruidoso silencio, malia que a súa agresiva e ambiciosa política converteu a Irán nunha potencia rexional que inflúe destructivamente nos seus focos máis conflitivos.É evidente que o NIE non posibilita xulgar a ciencia certa as intencións do réxime dos ayatolás. Os seus autores recoñéceno cando establecen que non se pode determinar se é intención de Irán reemprender o desenvolvemento de armas nucleares no futuro. Onde está a verdade? O informe debería ser recibido co mesmo grao de escepticismo con que no pasado recibíronse informes alarmistas sobre o tema. O réxime de Teherán ten unha gran experiencia no encubrimento de actividades e instalacións clandestinas, polo que a estimación de que o programa nuclear militar iraniano foi conxelado ten un valor moi limitado. Unha vez desenvolvido un exitoso programa nuclear civil, a transición a un militar é relativamente fácil. Os expertos pregúntanse despois da publicación do informe se a suspensión é total ou parcial, temporal ou permanente, ou se as actividades foron transferidas a outros sitios onde poderían ser reemprendidas en calquera momento. Non hai garantía de que non esteamos diante dunha nova manobra de desinformación.

edição galega retirada de Galiza-Israel


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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Poder e razão

Esther Mucznik - Público, 2007.12.20
Investigadora em assuntos judaicos

Só haverá paz quando os palestinianos aceitarem construir um Estado ao lado de Israel e não em vez de Israel

Com o ano de 2007 quase a chegar ao fim, abordarei nesta crónica três temas.
Em primeiro lugar, a situação do conflito israelo-palestiniano. O ano termina sob os auspícios da Conferência de Annapolis, que prevê um acordo já para 2008 com vista à criação de um Estado palestiniano, e da Conferência de Doadores realizada esta semana em Paris com a promessa de uma verba recorde de 7400 milhões de dólares para viabilizar a criação desse Estado. Aparentemente são passos importantes. Mas correndo o risco de estragar a festa, devo dizer que não acredito em milagres e muito menos em Estados edificados à custa de injecções de dinheiro. Há décadas que os palestinianos recebem fundos avultados e actualmente, como referiu a comissária europeia Benita Ferrero-Waldner, aqueles "recebem a maior ajuda internacional per capita". Para onde tem ido todo esse dinheiro? Certamente não para melhorar a vida do povo palestiniano e muito menos para viabilizar as necessárias reformas institucionais, económicas e sociais. Podem-se arranjar todo o tipo de justificações, nomeadamente os obstáculos criados por Israel. Mas por mais que essas justificações sejam verdadeiras, o problema fundamental é interno: está essencialmente na liderança árabe e palestiniana que sempre encarou a aceitação de um Estado próprio palestiniano como o reconhecimento e aceitação do Estado de Israel. Desde a recusa árabe do plano de partilha de 1947 das Nações Unidas até às negociações de Camp David no ano 2000, todos os argumentos foram bons para adiar a criação do mesmo. É por isso que os fundos - pelo menos os que não foram desviados para os bolsos de Arafat e seus fiéis - se destinaram não à criação de escolas ou hospitais, mas a armar e a treinar milícias para combater Israel. É por isso também que a retirada de Israel do Líbano e de Gaza serviram apenas para reforçar o Hezbollah e o Hamas e não para melhorar a vida do povo. Só haverá paz quando os palestinianos aceitarem construir um Estado ao lado de Israel e não em vez de Israel. É esta a escolha que o povo palestiniano tem de fazer.

O segundo tema é a Europa. O ano termina com a aprovação do Tratado Constitucional graças aos esforços bem sucedidos das presidências alemã e portuguesa, permitindo ultrapassar a crise institucional em que estava mergulhada a União Europeia. Nesse sentido, é um dado positivo que se espera que venha a ter resultados práticos. Mas mais significativas, em minha opinião, são as mudanças na liderança de países europeus, nomeadamente da Alemanha, que já vem do ano anterior e este ano da França, com a eleição de Sarkozy. Apesar das diferenças que os separam, estes dois lideres têm em comum três aspectos essenciais: uma visão europeísta, ou seja, a consciência da importância da Europa como actor global; uma real vontade reformadora nos seus países e da própria União Europeia; uma visão das relações transatlânticas valorizando a aliança comum e a complementaridade com os Estados Unidos, não a concorrência de poder. Estes aspectos, nomeadamente este último, podem ter e já estão a ter consequências positivas nos assuntos de política externa, nomeadamente na questão iraniana e médio-oriental. Também para enfrentar o desemprego, a inflação e o fraco crescimento económico, estas lideranças reformadoras estão mais aptas - Sarkozy já o mostrou recentemente em França nas reformas económicas e institucionais que está a tentar levar a cabo. Não é certo que o consiga, mas, se assim for, a França pode vir a desempenhar de novo um papel relevante na Europa e no mundo. E a Europa e a União Europeia só têm a ganhar com isso.

Finalmente, Portugal. Já foi dito e repetido, mas não é demais voltar a realçar a forma profissional, persistente e sobretudo com objectivos próprios com que foi conduzida a presidência portuguesa. Para além da aprovação do tratado, com as cimeiras UE-Brasil e África, Portugal valorizou a sua vocação específica na relação privilegiada com aqueles países/continentes. Só a mesquinhez e a boçalidade populista podem criticar a atenção ou o dinheiro consagrados à "Europa", em detrimento dos interesses nacionais. Por muito que custe a alguns, Portugal é parte integrante da União Europeia, não só para receber os milhões de que mal ou bem tem beneficiado, mas também para assumir as suas responsabilidades, que são, aliás, também do seu próprio interesse. Por isso e neste aspecto, está o Governo português de parabéns.
Gostaria de terminar com esta nota positiva, mas infelizmente a decisão do Tribunal Constitucional de dissolver os partidos políticos com menos de cinco mil militantes não pode deixar de merecer um comentário. Não vou discutir se esta medida é ou não constitucional, embora me pareça evidente que não. Mas do ponto de vista político ela é totalmente inadmissível num regime democrático, em que a liberdade de expressão, associação e organização partidária é garantida. Que seja necessário um número mínimo de votos para a eleição de deputados ao Parlamento, parece óbvio, tanto mais que os partidos com assento parlamentar beneficiam de fundos públicos. Mas suspeito de que alguns partidos com assento parlamentar não tenham os tais cinco mil militantes. É que, de facto, uma coisa são os militantes inscritos, outra são os votantes... Mais importante do que isso, não é legítimo, nem salutar para o próprio debate público silenciar correntes de opinião mesmo ultraminoritárias, exceptuando as que fazem da incitação ao ódio e à violência o seu programa político. É isso que define um regime democrático e admira-me não ver por parte dos partidos que dele beneficiam nenhum protesto contra esta medida intimidatória. De facto, o poder tem razões que a razão desconhece...
Para os leitores do PÚBLICO um bom Natal, se for caso disso, e um feliz Ano 2008.
publicado por nx às 23:02
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

«Nuclear» recomenda:

Jihad and Jew-Hatred:

Islamism, Nazism and the Roots of 9/11
by Matthias Küntzel
Translated by Colin Meade
Telos Press


Jihad and Jew-Hatred makes a major contribution to the understanding of radical Islamism by tracing the impact of European fascism on the Arab and Islamic world. Drawing extensively on German-language sources, Matthias Küntzel analyzes the close relationship that began in the 1930s between Nazi leaders and Muslim extremists, especially the Egyptian Muslim Brotherhood and the Mufti of Jerusalem. This path-breaking book provides compelling documentation of the Nazi roots of what became Islamo-fascism and jihadist terror.

This study demonstrates in historical detail how the Muslim Brotherhood has consistently placed the hatred of Jews at the center of its ideology and policies through an incendiary rhetoric that interweaves passages from the Koran hostile to Jews with elements of Nazi-style world-conspiracy theories. Ancient prejudice and modern fantasies have become a deadly combination.

Jihad and Jew-Hatred also explains how the defeat of Nazi Germany in 1945 led to the shift of the center of global antisemitism to the Arab world, laying the foundation for radical Islamist currents in and around the Muslim Brotherhood and more recent terrorist organizations.

Küntzel convincingly shows that antisemitism is no mere supplementary feature of modern jihadism, and certainly no afterthought but its defining ideological core. This hatred also goes far beyond questions of Zionism and Israel. For Islamism, not only is everything Jewish evil, but every evil is Jewish, as the writings of Sayyid Qutb and the Charter of Hamas clearly explain to anyone willing to read them. It was this Jew-hatred that fueled the Jihad of the 9/11 terrorists.

publicado por nx às 19:38
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Os Mujahedin do Povo apresentaram uma nova queixa contra o Conselho de Ministros da UE

[18-12-07] Os advogados da Resistência Iraniana deram uma conferência de imprensa no Parlamento Europeu para anunciar a apresentação de uma nova queixa contra o Conselho de Ministros da União Europeia na sequência do recente veredicto da Proscribed Organizations Appeal Commission (POAC) que descreveu como «perversa» a inclusão na lista negra dos Mujahedin do Povo (PMOI). A decisão do Governo britânico em manter os PMOI na lista de organizações terroristas é ilegal assim como a decisão similar do Conselho de Ministros da União Europeia quando recusou implementar a norma do Tribunal Europeu de Justiça que apelava à remoção do PMOI da lista das organizações terroristas de UE.

 

Mais informação em: http://www.ncr-iran.org/content/view/4524/127
publicado por nx às 10:56
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Iran and Syria Move Fast to Crush Democracy as Washington Dithers

Walid Phares

 

While Petrodollars Propaganda showers networks in North America, the Middle East and Europe in order to weaken the resolve of democracies to confront the Iranian and Syrian regimes; and while "lobbies" in the West accelerate their campaigns to break the isolation of Damascus and Tehran; these two regimes confronted their oppositions in several attempts to crush them as long as the "window of opportunity is open", according to insiders.

 

The Khamenei and Assad regimes, relying on the Baker-Hamilton report which caused confusion throughout the West, took advantage of the findings of the NIE and rushed to clamp down on what they consider the real dangers emerging from the inside their countries. While the Iranian propaganda machine uses oil-generated revenues to place favorable stories in the international media to impact think tanks around the world, Syrian Mukhabarat and Pasdaran operated swiftly over the past few days to shut down dissident groups and youth activities deemed "dangerous".  Read: getting too close to provoke political changes.

 

Syrian Mukhabarat arrest dissidents        

 

According to news agencies and the reformist site Aafaq, "Syrian security forces last Wednesday raided the home of Riad Seif and broke up a meeting of the Secretariat of the “Damascus Declaration for National Democratic Change in Syria.”  Those who were present at the time of the raid were threatened with arrest if they did not leave the house immediately. This was just two days after the government launched a campaign of arrests across Syria sweeping up leading members of the political opposition.   

 

Among those present at the meeting, reports Aafaq and other dissident news agencies, were:  Dr. Fada’ Al-Hourani, President of the National Council of the Damascus Declaration, Secretariat members Riad Seif and Riad Turk, Nawaf Al-Bashir, Suleiman Al-Shammar, Walid Bunni (a detainee of the Damascus Spring), Ali Al-Abdullah, Ismail Omar, and Abdul Ghani Ayyash, Amin Sheikh Abdi, Ghassan Al-Naggar, Gabra’il Koreah, Abdul Karim Al-Dahhak, and Muwaffaq Nirbeh. 

 

Syrian security services carried out a campaign of mass arrests on Sunday evening and Monday that covered all Syrian "governorates", and arrested members of the National Council of the Damascus Declaration, who held their convention in Damascus last week.  Most of the arrested have been released, but Akram Bunni, Ahmad Tomeh  and Jabar Shoufeh remain in custody. The Syrian Human Rights Committee (SHRC) said Sunday that the Amn al Dawla State Security in the city of Hama summoned Dr. Fida’a al-Horani, the president of Damascus Declaration for National Change, that same day, Sunday December 16.  She was arrested at the time of her arrival at 11.00 a.m. and hurriedly moved to the headquarters in Damascus.

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The SHRC immediately condemned this arrest and requested the immediate release of Dr. Horani, and the release of her colleagues Akram al-Bunni, Ahmad To’ma and Jabr al-Shoofi. According to Syrian opposition sources, the campaign aims at "breaking the backbone of the democratic opposition, while taking advantage of the American so-called dialogue with the Assad regime. The latter," added the source "took advantage of the invitation to Annapolis by the US to claim that a US-Syrian dialogue is underway. Hence under the aegis of such perception, Bashar Assad instructed his Mukhabarat to hit the iron while it is hot." Every time Western media talks about "talking with Syria" the secret services comes to "talk" with us, said a dissident.     

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Pasdaran stikes at internet cafes

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According to Reuters and other agencies, Iranian Police closed down 24 Internet cafes over the past 24 hours and arrested 23 youths. The Police commander Nader Sarkari said his troops burst into 435 cafes looking for anti-revolutionary elements. Iranian opposition sources said 11 young women were arrested. In addition security forces searched 275 restaurants and closed down 17.

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According to Iranian opposition sources, the Pasdaran were instructed by Ahmadinejad to sweep the capital and other cities for the "potential threat of growing pro-democracy youth." In fact, the Internet cafes have become bases for the "revolutionary anti-Khomeinist youth" in the country. Thousands of high school and college students meet in these locations and also communicate among each other across the country. Per Iranian dissidents appearing in chat rooms in cyberspace, a "real revolutionary force is mushrooming in Iran."  They said "how sad it is to see Western media and academics siding with the fascist regime in Tehran as we are on the brink of a formidable uprising." Iranian young scholars said in the chat rooms that "because of Internet we can read what these journalists are writing in defense of the regime. What they don't know, is that while they are covering up for the Ayatollah and their Petrodollars, we are becoming the majority among the youth." 

Last week a main Iranian opposition group, based in Iraq and Europe, the "People’s Mujahidin" organized small demonstrations on several campuses in Tehran. The group, known as MEK is still designated as Terrorist in the United States while its status is now changing in Britain and other European countries. Tehran's regime, designated as Terrorist by Washington, considers the MEK as terrorist. This puzzling situation is due to the fact that pro-Iranian pressure groups consider the Mujahidin Khalq as a real threat to the regime and thus put significant pressures internationally to keep the designation of the MEK as is. 

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"Axis" strikes at Lebanese Army

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The Syro-Iranian move to crush their opposition using the "window of opportunity", created by the NIE and the "talk-to-Syria-and-Iran" campaign in Washington and Brussels, is not confined to these countries. This week, the "axis" war room delivered a deadly blow to the Lebanese Army, which is considered by Hezbollah as the only native force capable of engaging its militias at some point. The assassination of Brigadier General Francois Hajj is increasingly perceived as a preemptive strike by the Pasdaran-controlled Hezbollah against a future commander of the Lebanese Armed Forces. Hajj was the chief operations officer who planned and led the campaign to defeat Fatah al Islam in Nahr al Bared. A growing opposition inside Lebanon is building against this Iranian-funded organization. In today's issue of the Kuwait Al Siyassa, several Lebanese NGOs called on the UN to investigate with Hassan Nasrallah at the Hague. "The only military force capable of perpetrating these terror acts, other than the Lebanese Army and the UNIFIL is none [other] than Hezbollah" said these groups in al Siyassa.       

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As events are unfolding, the two terror regimes of Iran and Syria are sprinting to eliminate the democratic opposition rising inside their public and the Cedars Revolution in Lebanon. They feel they can strike fast while the Beltway debate is still trying to figure out if the power elite in Tehran and Damascus can become good partners in peace and stability. 


Dr Walid Phares is the director of Future Terrorism Project at the Foundation for the Defense of Democracies, a visiting scholar at the European Foundation for Democracy, and the author of The War of Ideas: Jihadism against Democracy.

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Maryam Rajavi no Parlamento Europeu

Paulo Casaca recebe Maryam Rajavi no Parlamento Europeu

 

O Deputado Paulo Casaca presidiu, esta terça-feira, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a um encontro com Maryam Rajavi, a Presidente do Conselho Nacional de Resistência Iraniana.

O encontro, promovido pelo Grupo de Amigos por um Irão Livre, acontece poucos dias depois de um Tribunal Superior Britânico ter rejeitado o recurso interposto pelo Governo do Reino Unido contra a decisão do passado dia 30 de Novembro que o obrigava a retirar, com efeitos imediatos, a “Organização dos Mujahedines do Povo do Irão” (OMPI), da sua lista de organizações terroristas.

 

A sentença do processo, cuja acção judicial foi interposta por um conjunto de 35 parlamentares britânicos, revogou a decisão das autoridades britânicas de proscrever a principal organização de oposição ao regime ditatorial iraniano, tendo considerado esta proscrição como perversa.

 

A reunião juntou na capital belga diversas individualidades, entre as quais Deputados do Parlamento Europeu, Brian Binley, Membro do Partido Conservador no Parlamento Britânico, Lord Gordon Slynn, antigo Juiz do Tribunal de Justiça Europeu e actualmente Lorde de Recurso Ordinário na Câmara dos Lordes, os advogados David Vaughan e Jean-Pierre Spitzer, e o Professor Erik David, uma autoridade de renome mundial no domínio do Direito Internacional.

 

Recorde-se que, por exclusiva iniciativa do Reino Unido, a União Europeia continua a listar a OMPI como organização terrorista, apesar dessa decisão ter sido anulada pelo Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias a 12 de Dezembro de 2006. Trata-se daquilo que o advogado Jean-Pierre Spitz descreveu como uma "ignomínia", "princípio de crime contra a humanidade" e "flagrante violação da quintessência do direito europeu".

 

Na ocasião foi feito um ponto de situação da crescente violação dos direitos humanos no Irão e da continuação do seu programa nuclear, tendo sido dado particular destaque à multiplicação dos protestos da sociedade civil e, em particular, de manifestações estudantis convocadas pela OMPI que varreram o país de lés-a-lés.

 

Paulo Casaca salientou que "da mesma forma que o regime iraniano montou a campanha de contra-informação sobre as armas de destruição maciça no Iraque para desviar as atenções do seu próprio programa nuclear, exigiu a classificação pelo Ocidente da sua oposição como terrorista para esconder o facto de ser ele a cabeça da principal rede terrorista internacional".


EU urged to remove People's Mujahedeen of Iran from list of terrorists

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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Direitos das Mulheres no Grande Médio Oriente

Paulo Casaca assume defesa dos direitos das mulheres

na Arábia Saudita e no Grande Médio Oriente

O Deputado Paulo Casaca afirmou, esta quinta-feira, em Estrasburgo, que os atentados perpetrados contra os direitos das mulheres na Arábia Saudita, e em geral no Médio Oriente, não podem deixar ninguém indiferente, sobretudo à passagem deste Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, tema que, por definição, não pode ter fronteiras.

A intervenção do parlamentar socialista, na Sessão Plenária de hoje do Parlamento Europeu, ocorreu no âmbito da apresentação de uma Resolução Comum sobre os Direitos das Mulheres na Arábia Saudita.

O documento insta o Governo da Arábia Saudita a “adoptar medidas no sentido de eliminar as restrições dos direitos das mulheres, inclusivamente no que respeita à livre circulação das mulheres, à proibição de conduzir, às oportunidades de emprego, à sua personalidade jurídica e à sua representação em processos judiciais, bem com a eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres na vida privada e pública, promovendo a sua participação em esferas económicas, sociais e políticas”.


No que concerne à proibição de condução por mulheres na Arábia Saudita, Paulo Casaca pediu o apoio do Plenário e da Presidência para a iniciativa promovida por quatro cidadãs sauditas que recentemente constituíram uma associação contra este tipo de interdição.

O Deputado português salientou ainda que, para além dos casos que se reportam à Arábia Saudita, existem situações extraordinariamente graves neste momento, designadamente no Iraque, onde já este ano, na cidade de Bassorá, “foram assassinadas quarenta mulheres por não respeitarem o código de vestuário que se está a impor no território iraquiano. Um país onde a mulher teve direito a voto antes do mesmo lhe ter sido concedido em Portugal, e que hoje em dia está a viver a reintrodução do fanatismo mais bárbaro”.

A Resolução Comum aprovada no Parlamento Europeu deplora ainda a decisão do Tribunal Geral de Qatif em punir a vítima de uma violação, condenada a cem golpes de açoite, alegadamente, por se encontrar a falar com um homem que não era um parente próximo e apela às autoridades da Arábia Saudita para que revejam a sentença e retirem todas as acusações contra as vítimas de violação.

Lembrando que o Rei Abdullah da Arábia Saudita anunciou, recentemente, uma reforma judicial que prometia a criação de novos tribunais especializados e considerando que uma campanha que vise promover uma tomada de consciência a respeito da violência contra as mulheres seria acolhida com particular satisfação, “o Parlamento Europeu insta o Conselho e a Comissão a levantar essas questões no próximo Conselho Comum e reunião ministerial entre a EU e o Conselho de Cooperação do Golfo”.
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Vigilantes religiosos assassinaram 40 mulheres no Iraque

«Vigilantes religiosos mataram, pelo menos, 40 mulheres no sul do Iraque, na cidade Basra, por causa da forma como vestiam. Os seus corpos mutilados foram encontrados acompanhados de notas que avisavam contra «a violação dos ensinamentos islâmicos», afirmou o comandante da polícia.

O Gen. Jalil Khalaf culpou os grupos sectários que querem impôr uma interpretação estrita do Islão.»


Sobre a condição feminina no Iraque ler, também, a entrevista First Victims of Freedom que a activista feminista iraquiana Yanar Mohammed, concedeu à revista Guernica, em Maio de 2007.
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

10 de Dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos

Violação dos Direitos Humanos e Tortura sob o regime de Mahmoud Ahmadinejad

Os cidadãos iranianos têm os direitos humanos limitados. Desde que Mahmoud Ahmadinejad foi eleito Presidente da República Islâmica em 2005 a situação dos direitos humanos tem-se deteriorado. Execuções, tortura, detenções sistemáticas e prisões são ocorrências usuais. A pena capital está liberalizada no Irão e as execuções acontecem cada vez mais publicamente, de maneira cruel e sádica.

O regime islâmico iraniano é o país no mundo com maior número de enforcamentos públicos e execuções. [1]

Durante 2007, numa nova vaga de execuções 244 pessoas foram mortas. A Amnistia Internacional considera que o número real é bem mais elevado. [2]

Em 2006, pelo menos 177 pessoas foram executadas. [3] Um aumento significativo, se considerarmos que, em 2005, foram executadas 94 pessoas, segundo a Amnistia Internacional. [4]

Desde 2004, o Irão executou 17 menores. Um número superior a qualquer outro país. [5]

Dois homossexuais masculinos foram enforcados publicamente de acordo com o código criminal iraniano que considera as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo como uma ofensa capital. [6]

Nalguns casos, os tribunais iranianos sentenciam pessoas a cruéis e invulgares punições como a cegueira, a amputação e o chicoteamento. [7]

O tratamento nas prisões iranianas inclui a solitária, choques eléctricos, violações, espancamentos e simulação de execuções. [8]

Particularmente, é no período de investigação e detenção preventiva, quando aos detidos não é permitido terem acesso a advogados, que a tortura é mais comum. Em 2006, pelo menos 7 pessoas morreram quando estavam sob custódia judicial. [9]

Em Julho de 2005, o poder judicial iraniano assumiu, pela primeira vez, a ocorrência de violações dos direitos humanos e que pessoas tinham sido torturadas. Apesar desta assumpção por parte do principal responsável do departamento de justição de Teerão,   Hojatoleslam Abbasali Alizadeh, o número de maus-tratos e tortura sistemática não parou de subir. [10]

O Artigo 1210(1) do Código Civil Iraniano determina a idade de 15 anos para rapazes e 9 anos para raparigas como a idade de responsabilidade criminal. [11]



Ahmadinejad conduz uma guerra contra a liberdade de expressão.

O governo iraniano já encerrou quase 100 jornais. [12]

Em Setembro de 2006, Esmail Radkani, director-geral  da empresa estatal de informação e tecnologia anunciou que a sua companhia tinha bloqueado o acesso a 10 milhões de websites «não autorizados» pelas autoridades. [13]

Profissionais dos media são frequentemente detidos. Cerca de 30 jornalistas estão, actualmente presos. Sob tortura, os jornalistas presos são persuadidos a escrever confissões falsas e «cartas de arrependimento» que posteriormente são difundidas na televisão nacional. [14]

As autoridades iranianas prenderam dezenas de bloggers, jornalistas e editores online. Estes detidos podem ser sentenciados a cinco anos de prisão. [15]

Ahmadinejad proibiu toda a literatura e trabalhos artísticos que fomentem o secularismo, o feminismo ou contradigam a linha do partido. Os editores são severamente censurados e os autores são punidos com penas de prisão. [16]

Ahmadinejad também baniu a maioria da música ocidental, principalmente a moderna, das rádios e televisões e fechou televisões e cinemas que exibiam filmes estrangeiros. [17]

No Irão, a liberdade de associação e activismo social são restritos. [18] 

Os estudantes acusados de terem ideias contrárias ao regime são impedidos de aceder à universidade. [19]

Segundo números oficiais, 14.635 mulheres foram detidas entre Janeiro e Junho de 2007 em manifestações pacíficas pelos direitos das mulheres e 67.000 foram advertidas. [20]

Em 8 de Março de 2007, as forças de segurança atacaram os participantes nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, em Teerão. [21]

Defensores e activistas dos direitos humanos e da campanha para a igualdade das mulheres continuam a enfrentar violências e prisões. [22]

Algumas dezenas, dos milhares de professores detidos durante manifestações pacíficas, foram obrigados a demitir-se ou exilar-se. Pelo menos dois foram sentenciados a pena suspensa. [23]

Grupos das minorias étnicas são aterrorizados e oprimidos. Defensores dos direitos humanos curdos relataram uma nova vaga de detenções de civis e activistas estudantis. [24]

Membros das minorias religiosas iranianas são detidos ou importunados por causa da sua fé. [25]


Realité EU

 

[1] “Iran: Amnesty International Condemns New Wave of Executions,” Iran Press Service, 19 October 2007.

[2] Ibid.

Boniface, Susie: “Hanged From a Crane, Aged 16; Justice Iranian Style: Sick Girl Executed by Judge,” Sunday Mirror, July 23, 2006.

[3] “Amnesty International Report 2007: Iran”, Amnesty International.

[4] “Death Penalty Developments in 2005," Amnesty International, 20 April 2006.

[5] “Iran Leads the World in Executing Children,” Human Rights Watch, 20  June 2007.

“Iran: Juvenile Offenders Face the Hangman’s Noose,” Human Rights Watch, 23 September 2006.

[6] “Rights Group Says Homosexuals Face Persecution in Iran,” Agence France Presse, 08 March 2006.

[7] Stefan Wirner: „Das beredte Schweigen über den Horror im Iran," Welt online, 05 August 2007.

Amnesty International Report 2007: Iran,” Amnesty International.

McDowall, Angus: “Iranian Woman Awaits Stoning Decision,” The Independent, 03 August 2006.

“Public Hanging, Flogging in Iran,” Agence France Presse, 08 March 2006. 

[8] “Tortured, Beaten and Sexually Abused—all in the Name of Islam: Dissident Tells of Assaults and Threats Against Children during 66 Days in Jail Run by Iran's Clerical Regime,” The Sunday Telegraph, 28 May 2006. 

“Rights Group Urges Probe into Death of Jailed Iranian Student,” Agence France Presse, August 2, 2006.  

Smith, Joan: “Iran is Employing its Old Tricks to Quell Internal Dissent,” The Independent, 12 July 2006.

[9] “Amnesty International Report 2007: Iran,” Amnesty International.       

[10] Esfandiari, Golnaz: “Iran: Government Report Acknowledges Torture in Prisons,” Radio Free Europe, 25 July 2005.   

[11] “Death Penalty Developments in 2005,” Amnesty International, 20 April 2006

[12] Smith, Joan: “Iran is Employing its Old Tricks to Quell Internal Dissent,” The Independent, 12 July 2006.

"Iran Daily Ordered to Close,” Agence France Presse, 02 January 2006.

[13] “World Report 2007: Iran”, Human Rights Watch.          “Iran,” Reporters without borders.  

[14] “Four Years Jail for Iranian Reformist Journalist,” Agence France Presse, 28 August 2006. 

Eqbali, Aresu: “Iran Urges Judiciary to Act against Media,” Agence France Presse, 20 August 2006.   

[15] “World Press Freedom Review 2006: Iran,” International Press Institute.   

Tait, Robert: “Iran Bans Fast Internet to Cut West's Influence,” The Guardian, 18 October 2006.  

“Iranian Censors Clamp Down on Bloggers,” AFX, 13 August 2006.

[16] “2007 Annual Report – Iran,” Reporters Without Borders, 2007

Marlowe, Lara: “Few Iranians Brave Enough to Speak Out,” The Irish Times, 21 April 2006.  

[17] “Irans Behörden lassen 200 Besucher eines Rock-Konzerts verhaften,” Spiegel online, 05 August 2007

Tait, Robert: “Western Music is Latest Target of Iran's Hartline President: Holocaust Denial Followed by Cultural Crackdown; Bee Gees and Clapton among Artists Banned,” The Guardian, 21 December 2005.

Hewett, Ivan: “Why Iran's Ban is a Tribute to the Power of Music,” The Daily Telegraph, 28 January 2006.  

Ghazi, Siavosh: “Iran Bans Foreign Films,” Agence France Presse, 20 October 2005.  

“Iran Bans Foreign Films,” The Guardian, 26 October  2005. 

[18] “Amnesty International Report 2007: Iran,” Amnesty International.

[19] “Iran: Amnesty International Condemns Continued Repression of Human Rights Defenders,” Anmesty International, 16 October 2007

“Iran: End Ban on Access to Higher Education,” Human Rights Watch Report

[20] Wahied Wahdat-Hagh: “Iran: Ein Gedenktag der Frauenbewegung." Die Welt, 15 June 2007.   

“Iran: Women’s Rights Demonstrators Beaten and Arrested,” Amnesty International Report, 15 June 2006

[21] “Iran: Release Women's Rights Advocates,” Human Rights Watch, 09 March 2007.   

[22] “Iran: Amnesty International Condemns Continued Repression of Human Rights Defenders,” Anmesty International, 16 October 2007.     

[23] Ibid.   

[24] Ibid.  

[25] Ibid.

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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Reacções internacionais ao relatório do NIE

International Media Intelligence Analysis

I-M-I-A Special Report


INTERNATIONAL REACTION TO THE U.S. NIE REPORT ON IRAN

By Simon Barrett


The National Intelligence Estimate Report on Iran
The office of the Director of National Intelligence, National Intelligence Council prepared a National Intelligence Estimate (NIE) on Irans nuclear programme titled, Iran: Nuclear Intentions.

President Bush press conference (discusses NIE report on Iran)
Iran was dangerous, Iran is dangerous, and Iran will be dangerous if they have the knowledge necessary to make a nuclear weapon. The NIE says that Iran had a hidden -- a covert nuclear weapons programme. That's what it said. What's to say they couldn't start another covert nuclear weapons programme? Mr President: I think it is very important for the international community to recognise the fact that if Iran were to develop the knowledge that they could transfer to a clandestine program it would create a danger for the world. And so I view this report as a warning signal that they had the program, they halted the programme. And the reason why it's a warning signal is that they could restart it. And the thing that would make a restarted program effective and dangerous is the ability to enrich uranium, the knowledge of which could be passed on to a hidden programme.

How Much Does Weaponization Matter? Judging Iran's Nuclear Programme
The just-released National Intelligence Estimate (NIE), "Iran: Nuclear Intentions and Capabilities," is about weaponization, not the enrichment and fuel cycle issues that have been the focus of multiple UN Security Council and International Atomic Energy Agency (IAEA) board resolutions regarding Iran's nuclear programme. The NIE only suggests that Tehran has changed its sequence -- something that does not slow the country's progress toward a nuclear weapon by a single day. Therefore, it is not clear how this report affects the current thrust of U.S. policy: to stem Iran's nuclear fuel cycle capabilities.

U.S. Intel Possibly Duped by Iran
A highly controversial, 150 page National Intelligence Estimate (NIE) on Irans nuclear programs was coordinated and written by former State Department political and intelligence analysts not by more seasoned members of the U.S. intelligence community, Newsmax has learned. Its most dramatic conclusion that Iran shut down its nuclear weapons program in 2003 in response to international pressure is based on a single, un-vetted source who provided information to a foreign intelligence service and has not been interviewed directly by the United States. Newsmax sources in Tehran believe that Washington has fallen for a deliberate disinformation campaign cooked up by the Revolutionary Guards, who laundered fake information and fed it to the United States through Revolutionary Guards intelligence officers posing as senior diplomats in Europe.

Pentagon: Intelligence Estimate Shows Need to Keep up Pressure on Iran
Defence Secretary Robert M. Gates today pointed to the new national intelligence estimate as evidence that non-military means are the best way for the United States to deal with Irans nuclear enrichment program. Responding to a reporters query during a joint news conference with Afghan President Hamid Karzai here, Gates said the estimate, released yesterday, also underscores the need for the international community to continue pressuring Iran not to restart its nuclear weapons programme. If anything, the new national estimate validates the administrations strategy of bringing diplomatic and economic pressures to bear on the Iranian government to change its policies, Gates told reporters. The report finds that the intelligence community has high confidence that Iran halted its covert nuclear weapons programme in the fall of 2003 and they have moderate confidence that they have not restarted that programme as of mid-2007, national security advisor Stephen Hadley said in a Washington news briefing yesterday.

Commentary: Was Bush Behind the Iran Report?
Bombing Iran, it seems, is now off the table. There's no other reasonable take on the latest National Intelligence Estimate that concludes Iran halted its nuclear weapons programme in 2003. But there is also no doubt that the Bush White House was behind this NIE. While the 16 intelligence agencies that make up the "intelligence community" contribute to each National Intelligence Estimate, you can bet that an explosive, 180-degree turn on Iran like this one was green lighted by the President. And explode is what the hawks in and outside the Administration are about to do. They were counting on Bush being the one President prepared to take on Iran. As recently as last month, Bush warned of World War III if Iran so much as thought about building a bomb. Bush's betrayal is not going to go down well. The neocons, clinging to a sliver of hope, will accuse the intelligence community of incompetence; pointing out that as late as 2005 it estimated "with high confidence" that Iran was building a bomb.

U.S. admits intelligence gaps on Iran
NIE has 'only moderate confidence' nuke option halted The U.S. intelligence community has determined that Iran halted nuclear weapons development in an estimate that reversed its earlier assessments and differed from those of Israel. In a position that contrasted with that of the Bush administration, the U.S. intelligence community asserted that Iran ended its nuclear weapons program in 2003. Since then, Teheran has focused on developing uranium enrichment, a process used in the assembly of nuclear weapons, Middle East Newsline reported. The National Intelligence Estimate acknowledged gaps in intelligence regarding Iran's nuclear program. The report said the intelligence community has assessed "with only moderate confidence" that Iran ended its entire nuclear weapons programme.

NIE: An Abrupt About-Face
As many recognise, the latest NIE on Irans nuclear weapons program directly contradicts what the U.S. Intelligence Community was saying just two years previously. And it appears that this about-face was very recent. How recent? Consider that on July 11, 2007, roughly four or so months prior to the most recent NIEs publication, Deputy Director of Analysis Thomas Fingar gave the following testimony before the House Armed Services Committee (emphasis added): Iran and North Korea are the states of most concern to us. The United States concerns about Iran are shared by many nations, including many of Irans neighbours. Iran is continuing to pursue uranium enrichment and has shown more interest in protracting negotiations and working to delay and diminish the impact of UNSC sanctions than in reaching an acceptable diplomatic solution. We assess that Tehran is determined to develop nuclear weapons--despite its international obligations and international pressure. This is a grave concern to the other countries in the region whose security would be threatened should Iran acquire nuclear weapons. This paragraph appeared under the subheading: "Iran Assessed As Determined to Develop Nuclear Weapons." And the entirety of Fingars 22-page testimony was labelled "Information as of July 11, 2007." No part of it is consistent with the latest NIE, in which our spooks tell us Iran suspended its covert nuclear weapons programme in 2003.


REACTION: ISLAMIC REPUBLIC OF IRAN

Iran-President-Centrifuges
President Mahmoud Ahmadinejad said Iran needs 50,000 centrifuges to supply fuel for one year to a power plant. In a meeting with war veterans here on Wednesday, Ahmadinejad said, "When we commissioned 164 series of centrifuges, the ill-wishers told us to stop there and that they would ignore it, but "we said we need 50,000 centrifuges to supply fuel for one year to a power plant." The president said Iran continued industrial production of nuclear fuel in spite of ill-wishers' will. On the possible issuance of a new resolution at the United Nations Security Council against Iran's peaceful nuclear activities, the president said, "Our nation does not fear such threats."

Iran Celebrates the NIE Report
The U.S. intelligence report on Irans nukes is being hailed in Tehran as a political victory by an exultant Ahmadinejad and his supporters, and is a clear cause of worry for Irans neighbors. But there are also some within Iran worried about its implications, reports Meir Javedanfar. The The new assessment by US intelligence agencies, which states that Iran halted its nuclear weapons programme in 2003, has been enthusiastically received by Iranian media and officials. Bush is the biggest loser of the US intelligence report read the headline in Wednesdays edition of the Keyhan newspaper. Similar sentiments were shared by the pro-Ahmadinejad Raja News Agency, which called the report is a disgrace for the White House. President Mahmoud Ahmadinejad himself joined in the exultations. While addressing a large crowd in the city of Ilam on Wednesday, he boasted that the publication of the recent US intelligence report with regards to Irans nuclear program can be considered as one of the biggest political victories for the people of Iran.

President Views NIE Report a Bullet in Enemy's Head
Iranian President Mahmoud Ahmadinejad said that the US intelligence report on the peaceful nature of Iran's nuclear programme shot a bullet into the head of all ill-wishers of the Iranian nation. Addressing a large public congregation in Iran's western province of Ilam on Wednesday, the president said that despite enemies' efforts, the Iranian nation could gain victory on the nuclear scene. "Today, Iran has turned to a nuclear country and all the world countries, even the western states, have accepted this fact," he said. "Three months ago I announced that the political story of Iran's nuclear issue ended and that the Iranian nation would continue its clear and glorious path, but some imagined that I wanted to give courage to the Iranian nation," the president continued.


REACTION: BRITAIN AND EUROPE

Britain says potential threat from Iran remains
The British government believes that the potential threat from Iran remains a 'very serious issue' despite a US intelligence report saying that Tehran halted its atomic weapons programme in 2003. Foreign Secretary David Miliband said suspicions about Iran's intentions were inevitable, given that Tehran was enriching uranium while there were no civilian nuclear power plants in the country capable of using it. Asked whether the new US report made military action against Iran less likely, Miliband said Britain remained '100 per cent focused, with the rest of the international community, on a diplomatic resolution to this issue.' 'They (Iran) have no nuclear power plants to put this enriched uranium into. That's why people have fears about what the enrichment is for. That's why they have fears about the dangers of weaponization,' Miliband said in a BBC interview.

Sarkozy: Iran report reinforces concerns
PARIS (AP) French President Nicolas Sarkozy said a new U.S. intelligence report saying Iran stopped its nuclear weapons development in 2003 reinforces international concerns and should not diminish pressure for new sanctions. Sarkozy's office said early Thursday that he had spoken Wednesday night with President Bush about the report, which reversed earlier American statements and said Iran had halted the nuclear program because of international pressure. The report also contained warnings about Iran's continued nuclear activity, however, and said that it could have a nuclear bomb between 2010 and 2015.Sarkozy said that if confirmed, the findings mean "international concerns since 2002 about the intentions of nuclear activities in Iran would be further reinforced," his office said. The demands of the international community therefore are pertinent: Iran should cooperate fully with the International Atomic Energy Agency and suspend its enrichment activities," the statement said. Irans refusal to conform justifies a new U.N. resolution reinforcing sanctions," it said.

Germany Calls for Continued Pressure on Iran
The German government said Wednesday that the international community needed to continue pressing Iran to halt its uranium enrichment program as Tehran remained in violation of international law. Iran continued to violate international law in this respect because it was failing to adhere to UN Security Council resolutions, German government spokesman Ulrich Wilhelm said. "There remains a cause for concern," the spokesman said, two days after a US intelligence assessment concluded that Tehran appeared to have suspended its nuclear weapons program in 2003. At the same time, Wilhelm said an offer of cooperation with Iran remained in force if the government there agreed to halt enrichment, which some nations in the West fear is geared towards making a bomb. "The findings (of the report) confirm what the German government has always said -- that diplomatic negotiations are promising," Wilhelm told a press conference.

European Press Review: Iran Report Could Impact Elections
Some European papers saw the US Iran report as a danger to Israel, while others took it as hope for diplomacy. In any case, World War Three has been avoided -- at least for now. Writing on Wednesday, Dec. 5, from Munich, the Sddeutsche Zeitung said the recent US report, which stated that Iran had halted its nuclear weapons program in 2003, was intended to avoid a mistake similar to the invasion of Iraq in 2001. "The domestic consequences of the reversal are incalculable," continued the paper. "The distrust will now intensify in favor of the Democrats." Only Democratic presidential candidate Hillary Clinton's popularity will suffer from the report as she had been the most outspoken against Iran in her party, opined the Sddeutsche Zeitung.

Details in Military Notes Led to Shift on Iran, US Says
American intelligence agencies obtained notes last summer from deliberations of Iranian military officials involved in the nuclear weapons programme. American intelligence agencies reversed their view about the status of Iran's nuclear weapons programme after they obtained notes last summer from the deliberations of Iranian military officials involved in the weapons development programme, senior intelligence and government officials said on Wednesday.


REACTION: ISRAEL

Israel urges strong position on Iran
Daily Telegraph: Israel gave warning yesterday that Iran must either co-operate with the West over its uranium enrichment programme or face military action. Ron Prosor, Israel's newly appointed ambassador to Britain and one of his country's leading experts on Iran's nuclear programme, said that Teheran could enrich enough uranium to make an atomic bomb by 2009."At the current rate of progress Iran will reach the technical threshold for producing fissile material by 2009," he told The Daily Telegraph. "This is a global threat and it requires a global response. It should be made clear that if Iran does not co-operate then military confrontation is inevitable. It is either co-operation or confrontation." Mr Prosor, who served Ehud Olmert, the Israeli prime minister, as his senior adviser on Iran, said that time for resolving the nuclear issue was rapidly running out. However, he was non-committal about the possibility of Israel launching military action."There needs to be full verification of what is happening in Iran," said Mr Prosor, who was speaking for the first time since his arrival in London last month. "In Israel there is a belief that the Iranians are continuing with their nuclear weapons programme."

Analysis: Why does US and Israeli intel differ?
All it took was eight pages, and the entire international front against Iran has undergone a revolution. The US intelligence report released Monday with the claim that Iran froze its nuclear military track four years ago has Israel concerned that the United States is weakening its strong stance against Iran that had President George W. Bush warning that World War III would break out if the ayatollahs got their hands on a bomb. What the report makes even clearer are the major differences between the various intelligence agencies in Israel and the United States. The Mossad claims that the Iranians will be able to develop a nuclear bomb by the end of 2009; Military Intelligence warns that Teheran will cross the technological threshold within six months; and now the Americans are putting the timeline toward the middle of the next decade, or 2013 at the earliest.

Decoding the U.S. National Intelligence Estimate on Iran's Nuclear Weapons Programme
The U.S. government's latest National Intelligence Estimate (NIE) has concluded that Iran froze its active efforts to manufacture nuclear weapons in 2003, and will not have such a capability until at least 2012. While the NIE states that the U.S. intelligence community has "high confidence" that the Iranians halted their nuclear weapons programme in 2003, it also states that it has only "moderate confidence" that Tehran has not restarted the programme. In contrast, Israeli Defence Minister Ehud Barak has said that while it is "apparently true that in 2003, Iran stopped pursuing its military nuclear programme for a certain period of time," nonetheless, he adds that "in our estimation, since then it is apparently continuing with its programme to produce a nuclear weapon."

'US nuclear report based on notes of Iranian officials'
The new US intelligence assessment which stated that Iran halted its nuclear weapons programme four years ago was based mainly on notes acquired last summer from discussions between Iranian military officials, senior intelligence and government officials told The New York Times on Thursday. The notes reportedly detailed conversations in which certain army officials complained about Iranian leaders' 2003 decision to shut down efforts to develop nuclear weapons. The notes gave no clue as to why Iran had decided to stop weapons development. The information contained in the notes was supported by other intelligence, including conversations between Iranian officials which had been intercepted in recent months, the paper reported.


I-M-I-A seeks to provide news and analysis of world-shaping events.

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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

A CIA e o Irão

A CIA quase nunca acerta mas provoca sempre estragos. A New Estimative Intelligence (NEI) sobre o Irão não foge a esta regra. Antes de podermos analisar o relatório na totalidade, a mera leitura do que é reproduzido pelo  New York Times, mostra incoerências. Afirma que o Irão abandonou a 100% o seu programa nuclear militar em 2003 mas que só está moderadamente convencida que o Irão não tenha já armas nucleares: 100% ou moderadamente convencida? Outras contradições e erros grosseiros estão presentes no documento, mas o mal já está feito.

Resta observar como uma certa extrema-esquerda e extrema-direita – depois de décadas com todo o tipo de acusações aos serviços secretos americanos (golpes de Estado, ingerência externa, apoio a ditadores, Guantánamo) – se agarram à CIA como tábua de salvação. Caricato, mas muito perigoso...


Ahmadinejad aproveitou para afirmar que este relatório provava que a nação Iraniana era vitoriosa e que os USA não conseguiriam nada contra ela. E reclamou a utilização de 20.000 centrifugadoras para acelerar o programa nuclear civil!!

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Podemos confiar na informação dos serviços secretos americanos sobre o Irão?

Claude Moniquet responde a esta questão no artigo «CAN U.S. INTELLIGENCE BE TRUSTED ON IRAN?» publicado na edição online de Realité EU.
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Stop The BombNão aos negócios com os mullahs iranianos !

No final deste ano, a OMV (empresa petrolífera) prevê concluir um contrato de 22 mil milhões de euros com o Irão. Este incremento das relações financeiras faz da Áustria e da Europa parceiros estratégicos e cúmplices de um regime político, que financia o terrorismo internacional e exerce violentas represálias contra a sua própria população, e que desenvolve armas nucleares que podem atingir a Europa e ameaçar a paz mundial. A perseguição sistemática do povo curdo, às minorias religiosas, como os Baha’i, a execução de homossexuais e as represálias contra as mulheres que se recusam submeter aos cânones islâmicos, são igualmente características do regime que profere ameaças genocídas contra Israel e contesta a existência do Holocausto.

As fantasias repressivas, punitivas e de martírio, que estão longe de ser puras fantasias, renovam sob novas formas políticas e religiosas com a obsessão extirpativa do Estado nacional-socialista, incluindo a disposição de sacrificar a própria população para atingir objectivos apocalípticos. Por este motivo a política de desencorajamento não funciona a partir do momento em que possuírem armas nucleares. Consequentemente, os que quiserem manter um diálogo com a República Islâmica do Irão, terão uma atitude comparável à tido com os nazis, que resultou na guerra de destruição mais mortífera da história da humanidade.

O contrato da OMV com o regime de Ahmadinejad constituiria um sucesso político e uma boa propaganda para o seu jihadismo destruidor, que tem por objectivo a instalação planetária da Umma islâmica.

Para evitar chegar a esta situação é necessário impedir o programa nuclear iraniano antes que seja tarde. Este é um momento único para levar a paz ao Próximo e Médio Oriente. Uma verdadeira oportunidade.

O mundo deve submeter permanentemente o Irão a uma pressão política e económica para reduzir o perigo que este constitui para o Estado de Israel. Isto significa que é necessário impedir a Europa de integrar este programa de destruição massiva, enquanto alvo dos mísseis nucleares e enquanto parceira da jihad. Por essa razão pedimos – em particular ao governo austríaco – que exista um «diálogo crítico» com os mullahs e que sejam tomadas as seguintes medidas:

  • interrupção imediata e unilateral das negociações entre a OMV e os mullahs iranianos.  
  • cessação das garantias financeiras dadas pelo  Kontrollbank austríaco aos contratos com os mullahs iranianos.
  • pronunciação de sanções  pela ONU e EU com o objectivo de enfraquecer e isolar o regime iraniano politicamente e economicamente.
  • apoio às forças da oposição iraniana que é a verdadeira alternativa ao actual regime e que se batem por uma sociedade laica e democrática.
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No Deals with the Iranian mullahs!

Presentation of a broad campaign against the OMV-Deal and nuclear armament

Nobel Prize Laureate Elfriede Jelinek cautions against opening Pandora's box

Prominent support for call against the new appeasement

 

The non-partisan platform "STOP THE BOMB - Coalition against the Iranian extermination program" launches today a signing petition against deals with the Iranian mullahs. The impending completion of the mega-deal between the Austrian Oil Management Company (Oestereichische Mineraloelverwaltung - OMV) and the Iranian terror regime is prompting this petition. The anti-Semitic, apocalyptic Ahmadinejad is leading a regime that outright threatens Israel, and implicitly the West as well, with nuclear annihilation. Whereas the world attempts to avert this menace, a company - of which the state of Austria is its largest shareholder and owns 31.5 percent - undermines these peace efforts.


"The OMV views a country whose leadership exhibits a suicidal sense of mission and a determinedness to obliterate another country as an 'ideal partner' for business. It appears as though Austria intends to downright push itself forward in order to establish itself as a commercial hub, but unfortunately not as an agent of change, for this anti-Semitic and totalitarian Iranian regime", said Elfriede Jelinek. The Nobel Prize Laureate together with numerous prominent individuals coming from almost all walks of life are among the first signers of the campaign "No Deals with the Iranian mullahs". Some of the supporters are: Alfred Dorfer, Robert Schindel, Lotte Tobisch, Dr. Ariel Muzicant, Prof. Arik Brauer, Dr. Ing. Kazem Moussavi, Dr. Elisabeth Pittermann, Dr. Erwin Riess, Hon. Prof. Dr. Wolfgang Neugebauer, Marika Lichter, Dr. Matthias Küntzel, Walter Kohl, Gerhard Haderer, Hermann Gremliza, Karl Pfeifer, Leon De Winter and Beate Klarsfeld.

 

For a long time Austria refused to acknowledge its complicity in the extermination of European Jews, and Austria is now demonstrating, in light of its WW 2 history, hollow talk of "responsibility" and "never again!". For former city councilwoman a.D. Elisabeth Pitterman, this failure to learn from history shows once again: "The fight against anti-Semitism is regarded at best as synonymous with coping with the past, but never as an effort of the present."


Nowadays, too, the anti-Semitic furor can not be subdued through ignorance and denial. In contrast to those who due to financial interests play down and gloss over the threats of annihilation towards Israel, we, the initiators of this campaign, take the words of a Dictator seriously. Whoever denies the Nazi crime against humanity, or lets them be denied at conferences, just as Ahmadinejad did, is preparing for the next murder of Jews. Wolfgang Neugebauer (Action against anti-Semitism in Austria) said: "As a historian I know that shying away from totalitarian dictatorships can have catastrophic consequences. The Western appeasement policy of 1938 facilitated the successes of Hitler Germany significantly and ultimately led to an even wider war than would have been the case, had there been timely and decisive resistance. The Shoah and other genocides in Europe would not have been possible, had Hitler Germany already been restrained in 1938. From this one should learn."


The signers demand the cessation of a "critical dialog" with the regime in Tehran in favor of comprehensive political and economic sanctions. "The negotiations between the OMV and the Iranian Mullahs as well as credit subsidies by the 'Oesterreichische Kontrollbank AG' for such deals have to be discontinued immediately. The Iranian nuclear program has to be stopped early enough in order to give peace in the Middle East a chance," warned musical star Marika Lichter.

 

Dr. Ing. Kazem Moussavi (Green Party of Iran) demands that the dialog should be led with the Iranian opposition and no longer with the mullahs. All trade with the regime consolidates its power.

"As a result, the Pandora's box would truly be opened. Something horrendous would thereby emerge", according to Jelinek.

Attachment:

Call: No Deals with the Iranian mullahs!

By the end of this year, Austria's biggest state-controlled oil company, OMV AG, plans to enter into a 22 Billion Euro Agreement with Iran. This agreement will irrevocably turn Austria and Europe into strategic partners and accomplices of the Iranian political regime; a regime that supports international terrorism and violently represses its own population: The Iranian determination to develop nuclear weapons which could directly affect Europe’s security, is posing the greatest threat to world peace.

The systematic persecution of Kurds, religious minorities such as the Bahai, and the executions of homosexuals as well as the ongoing repression of women who don’t submit to the Islamic moral code, are essential elements of this regime, as are the continuous threats of annihilation towards Israel and the renouncement of the Shoah.


The mullahs’ self-delusional fantasies of sacrifice and martyrdom, which are actively put into practice, tie in with the Nazis’ delusions of extermination by new religious and political means, including the willingness to sacrifice their own population for the apocalyptic goals of the regime. As a result, the mullahs will be in possession of nuclear weapons, and this will render political deterrence useless. Those who are interested in doing business or entering into negotiations with the representatives of the Islamic Republic of Iran are driven into an appeasement position, which is comparable with the reluctant and hesitant attitude towards the Nazi threat, which not only encouraged but resulted in the largest war of extermination in Europe’s history.


The OMV would grant an economic and political as well as a propagandistic aide to the regime of Ahmadinejad and murderous Jihad-ism. The OMV oil deal helps to further the aspirations of the mullahs towards a worldwide establishment of a global Islamic Ummah.

In order to avoid this, it is necessary to stop the Iranian nuclear program before it is too late. This is the only opportunity for peace both here and in the Middle East.


Iran has to be placed under consistent economic and political pressure in order to avert any threat to Israel. This means to fight the danger of Europe taking part in this programme of extinction – while at the same time being target of nuclear missiles herself. We therefore call - particularly upon the Austrian government – for ceasing "critical negotiations" with the mullahs and demand instead to take the following measures:


- Immediate discontinuation of the negotiations between the OMV and the Iranian mullahs on the basis of unilateral sanctions.

- Cessation of any credit support provided by the Austrian Control Bank for transactions with Iran.

- Imposition of effective and comprehensive UN and EU sanctions in order to isolate the Iranian regime politically and economically.

- Support of those Iranian opposition groups which continue to fight for a secular, liberal and democratic Iran and provide for a genuine alternative to the current regime.
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Comunicado do Conselho Nacional da Resistência Iraniana

Maryam Rajavi: «POAC judgment is a magnificent victory for justice and the Resistance as well as a message of firmness to religious fascism»
 
Nearly seven years after the proscription of the People's Mojahedin Organisation of Iran (PMOI) in the United Kingdom, today, after extensive scrutiny, the Proscribed Organisations Appeals Commission (POAC) issued a judgment which unequivocally declared the terrorist label against the PMOI unlawful, null and void.
 
Mrs. Maryam Rajavi, the President-elect of the National Council of Resistance of Iran, described today's ruling as a magnificent victory for justice, an acknowledgement of the righteousness of the Iranian Resistance and the PMOI, indicative of the awakened conscience of the international community and a message of firmness by the world community to the religious fascism ruling Iran.
 
Mrs. Rajavi congratulated the PMOI, the combatants of freedom in Ashraf City, Iraq, the Iranian people and all advocates of justice and freedom on this historic victory. She described it as a triumph of human values and achievements, including the recognition of the right to resist for freedom.
 
The Iranian Resistance's President-elect said the 35 British Peers and MPs, who challenged the proscription of the PMOI, were the aware conscience of the people of Britain, adding that they had rebelled against a great injustice to the Iranian people and Resistance.
 
Mrs. Rajavi paid homage to the memory of the late Lord Renton, one of the appellants, lauded and thanked all lawmakers, jurists, lawyers and those who had striven for many years to revoke this proscription.
 
She commended the honorable judges who voted with their judicial and human conscience and who were not persuaded by the policy of appeasement, pressures and obstructions. Mrs. Rajavi said that the judgment confirms the fact that from its inception, the proscription had been politically motivated only to mollify the tyrants ruling Iran.
 
She called on the British government to accept and implement the judgment without delay and remove all restrictions emanating from the proscription.
 
Mrs. Rajavi recalled that nothing in the past decade had prolonged the mullahs' rule and undermined democratic change in Iran more than the inclusion of the clerical regime's legitimate opposition in various terrorist lists.
 
She said, as became evident during the course of the hearing and in the documents the British government provided to the court, the bombing of the PMOI bases during the invasion of Iraq, which caused the martyrdom of dozens of the PMOI members, was carried out at the behest of the Iranian regime and justified by the terrorist label.
 
After today's ruling, Mrs. Rajavi, added, the European Union must immediately annul the unlawful terrorist label against the PMOI because the basis for that designation was the proscription of the PMOI by the British Home Office and because the European Court of Justice had annulled it.
 
The Iranian Resistance's President-elect recalled that the terror tag against the main Iranian opposition movement and the resultant restrictive measures were the most striking aspect of appeasing the religious dictatorship ruling Iran and the greatest obstacle to democratic change in Iran.
 
She said, by way of experience, the policy which sought moderates, promoted constructive or critical dialogue, and offered incentives to the religious dictatorship ruling Iran will have no result other than providing it with greater opportunity and motivation to act more aggressively.
 
The Iranian Resistance's President-elect added that the time had come to abandon any form of appeasement of, compromise with, and kowtowing to, the mullahs' regime, which is today justified under the veneer of "seeking peace." She added: Decisiveness is the only way to deal with a regime which is pursuing a nuclear bomb, seeking hegemony over, and filling the power vacuum in, Iraq, Afghanistan, Lebanon, Palestine, Yemen and Somalia, through the export of fundamentalism and terrorism. This warmongering regime has increased the range of its missiles which now reach European countries and has undoubtedly pushed the Middle East region and the rest of the world to the brink of a catastrophe.
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«Iraque com Um Futuro»

Paulo Casaca reuniu com autoridades egípcias no Cairo

 

[03-12-07] O Deputado Paulo Casaca encerrou hoje uma missão de três dias ao Egipto, realizada no âmbito do fórum de discussão política euro-iraquiano, “Iraque com Um Futuro”, de que é fundador em parceria com parlamentares e outros políticos iraquianos.

 

O parlamentar foi recebido, esta segunda-feira, no Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio, pelo Embaixador Mohamed B. Jayed, Secretário de Estado Adjunto dos Negócios Estrangeiros, a fim de expressar a sua gratidão às autoridades egípcias pelo apoio prestado a diversos refugiados iraquianos, com quem manteve encontros no fim-de-semana, bem como discutir a actual situação política no Iraque.

 

Na ocasião, as autoridades egípcias confirmaram a sua oposição a qualquer tentativa de colocar em questão a independência e integridade do Iraque, discordando de uma retirada precipitada e não programada das forças militares americanas.

 

Para o Egipto, o Iraque está no coração do mundo árabe e os problemas desse país devem ser equacionados a partir desse contexto, posição inteiramente partilhada pela plataforma “Iraque com Um Futuro”.

 

A reunião permitiu, ainda, passar em revista vários projectos de debate sobre a realidade cultural, social e política iraquiana, bem como a possibilidade de realização de parcerias euro-egípcias, com vista ao desenvolvimento do Iraque.

 

Segundo o deputado socialista, “o Egipto tem desempenhado um papel positivo no apoio à reconciliação e reconstrução do Iraque e tem sido o país que, apesar de não ter obrigações internacionais para com os refugiados iraquianos, tem prestado um apoio mais eficaz, embora discreto, a situações humanitárias desastrosas”.

 

No final da reunião, Paulo Casaca manifestou-se animado com o interesse das autoridades egípcias pela situação do Iraque e disse esperar que ele resulte num maior empenho da diplomacia árabe no apoio ao povo iraquiano.
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Míssil iraniano capaz de atingir Israel e praticamente toda a Europa

O Irão anunciou, a 27 de Novembro, a fabricação de um novo míssil com o alcance de 2.000 km capaz de atingir Israel e as bases americanos do Médio-Oriente, relatou a agência oficial IRNA.

Segundo a agência de informação iraniana, o Ministro da Defesa iraniano, Mostafa Mohammad Najjar, declarou que o míssil "Achoura" foi fabricado nas fábricas pertencentes ao Ministério. Os peritos que Teerão trabalhe actualmente na contrução do míssil "Shahab-4" com um alcance de 2.000 a 3.000 km que lhe permitiria atingir alvos em quase toda a Europa.




Iran-Missile-Minister

Iran is developing 2,000-km-range missiles named, ’Ashoura’ and ’Qadr’, Minister of Defense Brigadier General Mostafa Mohammad-Najjar said on Tuesday.

Speaking at a ceremony held to honor the ministry’s Basij (volunteer) forces, the minister said that the long-range missiles were at the stage of production by experts of the Defense Ministry.

"The missiles are being made in line with Iran’s deterrent and defense doctrine," Mohammad-Najjar said.

"Various types of anti-armour missiles, rackets, tanks and vessels have been designed and developed by experts of the Defense Ministry," added the minister. He said the Sa’eqeh (Thunderbolt) and Azarakhsh (Thunder) fighter planes, Ghadir submarine and Mowj (Wave) destroyer were other stances of major achievements made by the ministry’s experts in developing different types of vessels. Mohammad-Najjar stressed that new plans were prepared for maximizing the power of Iran’s naval force.
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Iraqi Shiites' Real Voice

Alireza Jafarzadeh

[29-11-2007] Since the United States invasion of Iraq in 2003 and the fall of Baghdad in April of that year, there was a false consensus created, suggesting that Iraqi Shiites are represented by clerics who are close to Tehran, i.e. the Supreme Council for the Islamic Revolution in Iraq (SCIRI).

During the parliamentary elections, the United Iraqi Alliance (UIA) won most of the seats in the 275 member Council of Representatives of Iraq. As a result, Tehran claimed victory and sought a bigger share of influence in Iraq.

The reality, however, was otherwise. There were many indications that the majority of the Shiite population in Iraq were secular, independent-minded, and would not endorse Tehran's Velayat-e Faqih system that is based on the absolute rule of clerics. Pro-Tehran Shiites, well funded, trained and armed by Iran, managed to overwhelm the voice of the Shiite majority who did not have the opportunity to stand on its feet before being intimidated or eliminated by Tehran-sponsored Shiite death squads.

There is now a major shift in the balance of power in favor of the more moderate voices of Shiites in Iraq as opposed to the more radicals closely aligned with Tehran.

More than 300,000 Shiites in southern Iraq, believed to be Tehran's stronghold, signed a statement calling for an end to what they referred to as "Iranian terrorist interferences," and demanded the United Nations to investigate the Islamic republic's involvement in Iraq.

Sheikh Jassim Al-Kazim, leader of the Independent National Democratic Tribes' Assembly, in interviews with major Western media in Baghdad, said that the statement's signatories include 14 clergies, 600 sheikhs, 1,250 jurists, 2,200 physician, engineers, university professors and 25,000 women.

"The Iranians, in fact, have taken over all of southern Iraq," said a senior tribal leader from the south who spoke with the Washington Post on condition of anonymity because he feared for his life. "Their influence is everywhere."

"The most painful stab in the back of the Shiites in Iraq by the Iranian regime has been its shameful abuse of Shiite religion to achieve its ominous end," the sheiks said in the statement. "The only solution and hopeful prospect for Iraq, and in particular the southern provinces, is the eviction of the Iranian regime from our homeland."

Contrary to suggestions in recent weeks that Iran was slowing the flow of bombs, money, and other forms of support to Shiite extremists in Iraq, a top commander of the U.S. forces in Baghdad said on November 26, that there has been no letup in attacks and weapons-smuggling by Iranian-backed Shiite militants in some parts of Iraq's capital.

Despite a 75 percent decline in overall attacks in his area, there was an increase last month in the most lethal kind of roadside bombs — the explosively formed projectiles (EFPs) that come from Iran, said Army Col. Don Farris who is commander for coalition forces in northern Baghdad.

The tribal leaders also told the media that their effort is being supported by the Mujahedin-e Khalq (MEK). The group is the main Iranian opposition, and has headquarters in Iraq's Diyala province in Ashraf city. Its members enjoy U.S. military protection in Iraq as "protected persons" under the Fourth Geneva Convention.

Sheikh Al-Kazim, in an interview with Al-Jazeera TV, said that the statement condemned the Iranian regime's allegations against the MEK and declared their support for the organization.

In an interview with the Iraqi daily, Az-Zaman, Ayad Allawi, former Iraqi Prime Minister and current head of the Iraqi National Accord, emphasized the legitimacy of the continued presence of the MEK in Iraq. Allawi, himself a Shiite, added that a section of the MEK, as a political movement, exists in Iraq with limitations on its activities, while other parts of it operate in Iran and the rest of the world. He stressed that eviction or expulsion of MEK members (Tehran's main demand from the Iraqi government) has no place in Iraqi values or principles.

In addition, Iraqi Vice President Tariq Al-Hashemi told the Al Hurriyah TV, which is affiliated with the Patriotic Union of Kurdistan (PUK), the party of Iraqi president Jalal Talabani, that "the presence of the Iranian Mojahedin [MEK] in Iraq is based on the international conventions recognizing members of the organization as political refugees."

The new realities of Iraq indicate that the United States should empower the coalition of the more moderate and anti-Tehran Iraqis, which includes both the Sunnis and the Shiites. Iraqis believe that the main Iranian opposition has played a very constructive role in Iraq in order to isolate Tehran and its proxies; U.S. should recognize and enhance this role by removing all restriction from the MEK.


Alireza Jafarzadeh is a FOX News Channel Foreign Affairs Analyst and the author of "The Iran Threat: President Ahmadinejad and the Coming Nuclear Crisis" (Palgrave Macmillan, 2007).

Jafarzadeh has revealed Iran's terrorist network in Iraq and its terror training camps since 2003. He first disclosed the existence of the Natanz uranium enrichment facility and the Arak heavy water facility in August 2002.

Prior to becoming a contributor for FOX, and until August 2003, Jafarzadeh acted for a dozen years as the chief congressional liaison and media spokesman for the U.S. representative office of Iran's parliament in exile, the National Council of Resistance of Iran.

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