Sexta-feira, 28 de Março de 2008

A Mesquita de Al-Azhar

Paulo Casaca

Construída em 972 por um general Fatimida - dinastia islâmica xiita que dominou o mundo árabe nessa altura - a Mesquita de Al-Azhar (Fátima, a filha de Maomé  chamava-se Fátima Al-Zaharaa) albergou durante muito tempo a Universidade do Cairo, até esta ser transferida para um sítio mais espaçoso, e foi sempre, ao longo dos séculos, uma referência cultural e teológica fundamental.

Com várias épocas de construção e com vários minaretes construídos em épocas diferentes, a Mesquita de Al-Azhar é um dos monumentos de visita obrigatória no centro do velho Cairo.

Apesar de ser hoje uma mesquita, que só se distingue das restantes pela monumentalidade, foi com alguma curiosidade que recebi alguma leitura de divulgação, escrita em português do Brasil.

Em estilo que faz lembrar o das seitas religiosas (talvez o problema esteja mais no português do Brasil utilizado do que necessariamente na mensagem religiosa) um pequeno opúsculo denominado de "A verdadeira Religião de Deus", da autoria do Dr. Abu Ameenah Bilal Philips, tinha um capítulo sugestivamente denominado de "A Mensagem das Falsas Religiões"em que se afirma a dado passo:

"Ao concederem à Criação ou a alguns dos seus aspectos o nome de Deus, as falsas religiões convidam o ser humano a adorá-la. Por exemplo, o Profeta Jesus incitou os seus seguidores a que adorassem a Deus; contudo, os que hoje afirmam ser os seguidores de Jesus, instigam as pessoas a adorarem-no, afirmando que ele é Deus".

Ao ler isto, pus-me a pensar no que diriam alguns dos meus anfitriões do Ministério para os Assuntos Islâmicos se, ao chegarem à Basílica de São Pedro (dado que não há aqui paralelos perfeitos, podemos pensar numa Notre Dame ou numa Winchester Cathedral) encontrassem um opúsculo em língua árabe em que, sob o mesmo título, se tratasse o Islão da mesma forma que o Cristianismo foi aqui tratado.

Eles que consideram haver um cerco ao Islão, uma Islamofobia crescente na União Europeia que, note-se não tem a ver com o fanatismo ou o terrorismo islâmicos, até porque, como me explicaram, e aqui com o apoio da direita espanhola, a ETA e a Al-Qaeda podem ser considerados equivalentes, não terão ainda perdido o tempo necessário a considerar o problema da intolerância religiosa promovida pelo Islão, e de que este texto é um exemplo perfeito.

O que me pareceu mais paradoxal é que a elite egípcia, a começar pelos membros do Governo, percebem perfeitamente a situação, mas não parecem capazes de romper com ela.

Cada vez mais estou convencido de que o problema tem de ser equacionado a partir do anti-semitismo, raiz de todos os problemas da intolerância contemporânea, acabando de vez com a forma absolutamente truncada como o todo o conflito do Grande Médio Oriente contra o Estado de Israel tem sido relatado.

A fundação do Estado de Israel é, a todos os títulos, um acto de afirmação de uma minoria que foge à opressão e ao holocausto. O território entregue a Israel em 1948 pelas Nações Unidas era ainda mais minúsculo do que o actual e passava pela submissão de uma ínfima parte da nação árabe ao domínio de Israel, sem qualquer paralelo com a violenta expropriação e expulsão de vastas áreas do Médio Oriente de todos os judeus. Foi a não aceitação dessa decisão das Nações Unidas, que era a todos os títulos razoável, que desencadeou os conflitos presentes.

De lá para cá, a intolerância inicial foi crescendo, em larga medida por efeito dos revezes que sofreu, e ganha dimensões cada vez mais preocupantes.

Na minha opinião, não se trata de ceder, o que só acelerará o movimento de intolerância, mas trata-se de insistir num diálogo estruturado e bem enraizado em princípios. Talvez assim os responsáveis da Mesquita de Al-Azhar entendam o que não é razoável encontrar no seu templo.
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Notas soltas sobre o Jornalismo no Iraque



Publicado inicialmente no blog
Jornalismo em Segurança de Paulo Nuno Vicente

Por trás da minha secretária acumulam-se os livros sobre o Iraque, a maioria dos quais – e os melhores – escritos por repórteres de guerra, antes da operação militar de 2003 ou apenas num breve período depois disso.

São relatos que nem sempre podem ser classificados de objectivos – e a discussão sobre o que é a objectividade levar-nos-ia para longe do objectivo destas notas – mas que nos dão um testemunho vivido e insubstituível da realidade.

Numa guerra, costuma-se dizer que a primeira vítima é a verdade, mas na presente guerra do Iraque é justo dizê-lo que a principal vítima foi mesmo a do portador da verdade, ou seja, o jornalista.

Nunca numa guerra foram mortos tantos jornalistas como nesta, nunca tantos pereceram vítimas do cumprimento do seu dever, e nunca se assistiu a uma política que tinha como objectivo deliberado a eliminação dos jornalistas.

Há muitas contas a saldar no Iraque, mas uma das mais importantes é sem dúvida a que temos com esta comunidade da imprensa que deu tanto de si para que alguma coisa daquela tragédia pudesse ser conhecido.

Na última vez que estive no Iraque e quando assisti a uma conferência com milhares de iraquianos na cidade de Ashraf (centro da OMPI - Organização dos Mujahedines do Povo do Irão - que, sob protecção militar norte-americana, tem funcionado como a verdadeira zona verde dos iraquianos, ou seja, a única zona onde eles podem pacificamente encontrar-se), verifiquei que os principais organismos da imprensa internacional estavam representados por iraquianos.

Se se tratasse de uma decisão editorial, o facto só seria de assinalar pela positiva, mas realmente não era esse o caso: tratava-se apenas de assegurar fontes mais ou menos técnicas de imagem ou de som a ser tratados, por outrem, fora do Iraque; o jornalismo internacional independente (ou seja, não integrado em nenhuma força beligerante), pura e simplesmente, tinha desaparecido.

Mas o jornalismo independente continuava, com cada vez maiores dificuldades e restrições. Sameerah al-Shibli – o meu primeiro e principal contacto no Iraque – estava ainda presente, em Fevereiro do ano passado, em Al Khalis, cidade sediada nas imediações de Ashraf e que se tornaria num dos principais centros de intervenção das brigadas Quods dos Guardas Revolucionários Iranianos.

Foi por essa altura que, já depois de ter perdido grande parte da família num massacre organizado na cidade vizinha de Al-Mughdadia (ao que se pensa, pelo responsável do exército iraquiano na Província), a Sameerah fez a reportagem de uma operação militar do exército iraquiano na aldeia vizinha de Al-Khalis, Abo-Tamor, onde um seu primo direito de doze anos foi enfiado num buraco e assassinado com um tiro na nuca.

Foi uma reportagem em que me baseei para apresentar uma queixa formal ao relator para as execuções extrajudiciais das Nações Unidas e que, tanto quanto me consta, terá sido tida em conta para remover o general iraquiano responsável (que substituiu o anterior, mas que tinha a mesma filiação política numa das organizações próximas do regime de Teerão).

Pouco depois, Sameerah viu o seu motorista barbaramente assassinado, depois de torturado, tendo presumido que o objectivo da tortura tinha sido o de conhecer os locais por onde ela passava a fim de organizar a sua eliminação, e teve que fugir, tendo eu conseguido organizar a sua fuga com a preciosa ajuda de Susanne Fischer e da Delegação de Suleymania do Instituto para o Jornalismo da Guerra e Paz.

Sameerah al-Shibli, por ora, está no Cairo, mantendo uma rede mais ou menos clandestina de repórteres, com os quais edita um jornal, o Iqraa – agora apenas electrónico, www.Iqraapress.com – que substitui aquele de que era editora.

Ainda há pouco tempo, quando acusou o chefe da polícia na província de Dyiala de ter organizado, em colaboração com a Al Qaeda, um atentado contra o líder do Partido Islâmico em Bakuba – atentado que provocou várias vítimas, entre militares norte-americanos e líderes iraquianos – recebeu ameaças de morte telefónicas, para si e para os seus.

Enfim, detalhes das histórias que ela tenciona publicar, assim que conseguir proteger o que resta da sua família, que se encontra escondida longe da sua cidade natal, mas ainda no Iraque, por não ter conseguido fugir para nenhum outro sítio.

Em Junho passado, Sahar al-Haideri – uma das mais importantes colaboradoras do Instituto – foi também assassinada, juntando-se assim a uma interminável lista dos mártires da imprensa.

A meu convite, Susanne Fischer deverá deslocar-se-á no próximo dia 6 de Maio ao Parlamento Europeu, para nos falar um pouco do seu trabalho e da realidade do jornalismo no Iraque, e essa será talvez uma oportunidade para continuar estas notas.

Bruxelas, 2008-03-27

Paulo Casaca

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Conferência Internacional [Alemanha] sobre a Ameaça Iraniana

Business as usual?
The Iranian regime, the holy war against Israel and the West and the German reaction


Dear Ladies and Gentlemen and dear Friends,


we would like to inform you about an international conference on Iran that will take place in Berlin on May 2nd and 3rd
. A diverse group of renowned speakers from different countries, including exile-Iranian opposition members, academics, politicians, journalists  and NGO representatives, will be speaking. Below you can find the program schedule, which will be updated with a number of additional speakers. You can receive the latest information on our new website www.mideastfreedomforum.org and in our newsletter. A subscription to the free newsletter requires an empty email to join@mideastfreedomforum.org.

Registration to the conference will be possible on our website from 24.3.2008 on.

Support our conference!

Please forward this mail to your potential interested contacts - persons, institutions, mailinglists - and please also use your weblog or other media to inform about the conference.

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Your sincerely,
Mideast Freedom Forum
Berlin e.V.

Phone: +49 (0)30 8733 3417
Fax: +49 (0)30 700 143 1010
Mail:
info@mideastfreedomforum.org
Web:
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Reason for payment: "Freedom Forum"
Mideast Freedom Forum
Berlin e.V.
Nr.: 7668866
BLZ 100 700 24 (Deutsche Bank)
IBAN: DE75 1007 0024 0766 8866 00
BIC/Swift: DEUTDEDBBER

 

 

Friday, May 2nd 2008

 

11 a.m.

Press conference


7 p.m.

Introduction and greetings

 

7.30 p.m. 

Opening panel:
Islamism, Antisemitism, Nuclear Programme: The Iranian threat

 

Religious and ideological motivation in Iranian domestic and international policies
Menashe Amir
Former director of the Persian program of Voice of Israel, Israel

A second Holocaust? The threat to Israel
Prof. Benny Morris
Professor of History,
Ben-Gurion University, Middle East Studies Dept., Israel

"Strategic partner"? The special German-Iranian relationship
Dr. Matthias Küntzel 
Political scientist, board member Scholars for Peace in the Middle East,
Germany

The EU, Iran and the effectiveness of sanctions
MEP Paolo Casaca
Partido Socialista Portugal, Socialist Group in the European Parliament, Portugal

Chair: Alan Posener
Head commentator Welt am Sonntag, Germany

 

 

Saturday, May 3rd 2008

 

10.15 a.m. - 12.00 p.m.

Theocracy and Human Rights.
The character of the Iranian Regime



Anatomy of Terror in the Iranian theocracy
Javad Asadian
Writer and Poet, member and former president of the exil-Iranian PEN, Germany

Women under theocracy

Nasrin Amirsedghi
Publicist,
Germany

The situation of the Kurds in Iran
Dr. Miro Aliyar
Representative of the Democratic Party of Iranian
Kurdistan, Austria

Chair: Caroline Fetscher
Journalist,
Tagesspiegel, Germany

 

 

12.45 p.m.  - 14.30 p.m.

The Holy war against Israel and the West

The roadmap to the bomb
Yossi Melman 
Writer and journalist,
Haaretz, Israel

Terror and ideology-export: The Islamic Republic's war against the West
Dr. Patrick Clawson 
Deputy Director for Research at the Washington Institute for Near East Policy, USA 

Iran and the Islamist network in Germany
Alexander Ritzmann 
Political Scientist, European Foundation for Democracy,
Germany

Chair: Dr. Sylke Tempel
Historian and Publicist,
Germany

 

16.00 p.m. - 17.45 p.m.

Iran and Europe: Dialogue or confrontation?



Capitulate to the Iranian Regime?
Henryk M. Broder (tba.) 
Journalist,
Germany

Business as usual? German-Iranian trade relations
Dr. Matthias Küntzel 
Political scientist, board member Scholars for Peace in the Middle East,
Germany

Know nothing, hear nothing, see nothing - Germanys policy towards Islamism: Calculation or anticipatory obedience?
Bruno Schirra
Journalist and Publicist,
Germany

Chair: N.N.

 

 

18.15 p.m. - 20.15 p.m. 

Final panel:
The need for a new antifascism

 
International cooperation against the Mullah-Regime
Kayvan Kaboli

Spokesperson of the Green Party of
Iran, USA 

Where are the anti-fascists? Iran and the meaning of "Coming to terms with the Nazi past" in 2008
Prof. Jeffrey Herf 
Historian,
University of Maryland, College Park, USA 

Freedom, secularization, democracy – for a new Middle East
Thomas von der Osten-Sacken 
Manager Wadi e.V., Germany

Chair: Doris Akrap
Editor Jungle World,
Germany
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Conferência no Second Life


Paulo Casaca fala sobre minorias étnicas no Grande Médio Oriente

 

O Deputado Paulo Casaca promove na próxima sexta-feira, dia 28 de Março, pelas 21H30, uma conferência subordinada ao tema “Minorias Étnicas no Grande Médio Oriente”.

 

O evento, agendado para o “ambiente virtual” do Second Life, conta já com dezenas de participantes inscritos, designadamente professores universitários, alunos e jornalistas de diferentes partes do globo.

 

De acordo com os responsáveis do “Projecto Babel”, entidade que gere o espaço virtual do parlamentar socialista, as iniciativas promovidas por Paulo Casaca com recurso ao programa da Linden Labs têm vindo a registar um interesse crescente junto dos cibernautas que regularmente utilizam esta ferramenta como meio de informação sobre os principais temas da actualidade mundial.

 

Como habitualmente, a conferência será realizada a partir do Gabinete do Deputado Europeu, nos Açores, sito à Avenida Infante D. Henrique, 71 – Edifício Solmar, Gab. 226, em Ponta Delgada.

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Novo livro de Walid Phares

THE CONFRONTATION

Winning the War Against Future Jihad


TABLE OF CONTENTS

Acknowledgments

Prologue: Why This Book?

Introduction

Chapter 1. Redefining the War

Chapter 2. Western Rethinking

Chapter 3. Cultural Revolution in the West

Chapter 4. Economic Revolution

Chapter 5. Diplomatic Revolution

Chapter 6. Revolution in the Arab Muslim World

Chapter 7. War of Ideas Intensified

Chapter 8. Isolating Jihadism

Chapter 9. U.S. Homeland Survival

Chapter 10. A Greater Europe to Confront Jihadism

Chapter 11. Russia’s War on Jihadism

Chapter 12. Confrontations in the Greater Middle East

Chapter 13. The Southern Battlefields

Chapter 14. The State of the Confrontation

Conclusion: Past Choices and New Directions

Notes

Index

The book was published by Palgrave MacMillan.

Dr Walid Phares is Senior Fellow with the Foundation for the Defense of Democracies and a Visiting Scholar with the European Foundation for Democracy.

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Conferência Internacional [Áustria] sobre a Ameaça Iraniana


International Conference
The Iranian threat
The Islamic republic, Israel's struggle for existence and European reactions
May 3rd/4th 2008, Camp of the University of Vienna, courtyard 2, lecture room C1
Alserstraße/Spitalgasse, trams 5, 33, 43, 44
Conference languages: English / German (simultaneous transla! tion)
Please plan for possible checking at the entrance.

Patronage: Dr. Brigitte Bailer-Galanda, Kammerschauspielerin Elisabeth Orth

Program:

Saturday, May 3rd 2008

19.30 Introduction and greetings
Dr. Ruth Contreras (Scholars for Peace in the Middle East)
Simone Dinah Hartmann (STOP THE BOMB)
Dr. Joanna Nittenberg (Illustrierte Neue Welt)

20.00 - 22.00 Round table: The Impact of the Iranian threat: Islamism, Antisemitism and the nuclear program
Dr. Patrick Clawson (Deputy Director for Research at the Washington Institute for Near East Policy, USA)
Yossi Melman (Journalist Haaretz, Israel)
Prof. Benny Morris (Historian, Ben Gurion University Israel)
N. N. (t.b.a.)
Chair: Simone Dinah Hartmann (spokeswoman STOP THE BOMB – Coalition against the Iranian extermination program)

Sunday, May 4th 2008

10.30 - 12.15 The rule of political Islam in Iran and global jihadism
Menashe Amir (Former director of the Persian programme of "Voice of Israel", Israel):
Religious and ideological motivation in Iranian domestic and international policies
Niloofar Beyzaie (Stage director and author from Teheran, since 1985 in exile in Germany, women's rights activist):
Oppression of women and minorities in Iran
Florian Markl (Political scientist, Humboldt University Berlin):
Global Jihadism and it's Iranian supporters
Chair: Alex Gruber (Lecturer Institute for political science Vienna)

12.30 - 14.15 Critique of appeasement: Iran and islamic Antisemitism as a challenge for Israel and Europe
Dr. Matthias Küntzel (Political scientist, board member Scholars for ! Peace in the Middle East, Hamburg):
Is Europe failing to act?
Dr. Michael Oren (Historian, senior fellow at the Shalem Center, Jerusalem):
Israel's Worst Nightmare – The threat of the Iranian Nuclear Weapons Program
Bruno Schirra (Journalist and author, Berlin):
European Illusions about Iran and Islam
Chair: Dr. Elisabeth Pittermann (former member of the Vienna City Council)

15.15 - 17.00 Austrian-Iranian relations against the background of the National-socialist past
Hiwa Bahrami (Democratic Party of Iranian Kurdistan): Austria's politics of appeasement
Dr. Stephan Grigat (Café Critique, Lecturer Institute for political science Vienna):
The Austrian-Iranian friendship – Foreign Policy in post-nazism
Robert Schindel (Author, Vienna):
The Austrian memory
Chair: Michaela Sivich (Journalist)

17.15 - 19.00 Round table: The need for a new antifascism
Simone Dinah Hartmann (Spokeswoman STOP THE BOMB)
Prof. Jeffrey Herf (Historian, University of Maryland, College Park, USA)
Kayvan Kabouli (Green Party of Iran, USA)
Thomas von der Osten-Sacken (Political Analyst and Director of Wadi e. V. Germany)
Chair: Dr. Stephan Grigat (Café Critique, Lecturer Institute for political science Vienna)

Inquiries:
DI Simone Dinah Hartmann
Phone: +43 650 344 88 58
Email: info@stopthebomb.net
http://www.stopthebomb.net
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

O velho Cairo e os novos desafios

Paulo Casaca

Se alguém me tivesse dito, há alguns anos atrás, que eu me iria encontrar ao lado de um Arcebispo e Embaixador do Vaticano envolvido na mesma batalha política do que eu, dificilmente iria acreditar, mas foi exactamente o que aconteceu na 20ª Conferência Geral do Conselho Supremo para os Assuntos Islâmicos, que começou a 16 de Março, no Cairo.  

O Arcebispo Michael Fitzgerald refutou a ideia peregrina de que há um cerco ao Islão montado a partir do Ocidente cuja estratégia passa pelas célebres caricaturas, pela guerra ao terrorismo (afinal, há tanto terrorismo em nome do Islão como no País Basco!) e uma islamofobia imparável, refutação que eu apoiei sem restrições, não porque me pareça estarmos numa guerra de religiões ou de civilizações, mas apenas porque o que o Embaixador do Vaticano dizia me pareceu do mais elementar bom senso.  

O discurso do Governo Egípcio (Primeiro Ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros ou Ministro dos Assuntos Islâmicos) foi marcado pela preocupação em combater o principal problema da nossa era (o extremismo religioso) e dar segurança à comunidade (combater o terrorismo), agenda que creio tanto Michael Fitzgerald como eu mesmo subscrevemos, mas os problemas começam quando ouvimos os responsáveis das comunidades muçulmanas ou mesmo do Ministério, onde estas ideias fazem escola.  

Não creio, contrariamente a um bom número dos meus colegas, que a boa estratégia seja a de ceder à paranóia, estabelecer a censura para assegurar que não vamos ter caricaturas, pedir desculpa por todas as ofensas - reais ou imaginárias, actuais ou perdidas nos tempos - feitas ao Islão e esmorecer perante a ameaça fanática.  

Tal como tive a oportunidade de explicar na conferência, recuso esse caminho sem ter de pensar na defesa do Cristianismo ou da civilização ocidental (o que quer que isto seja), mas apenas tendo em conta os cidadãos iraquianos que, sendo na sua esmagadora maioria muçulmanos, sofreram e sofrem como mais ninguém os efeitos do fanatismo que usa o nome do Islão.  

O principal alvo da ameaça fanática é todo aquele que afirma ser possível ser muçulmano sem cair na barbárie e na Idade Média.  

É isto que as elites egípcias entenderam mas que não parecem capazes de tirar as consequências. É isso que as elites ocidentais têm de entender se não quiserem ser engolidas numa fogueira que não conhece limites geográficos, culturais ou temporais.
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Paulo Casaca defende o reforço das relações da União Europeia com o Egipto

O Deputado Paulo Casaca defendeu, este fim-de-semana, no Cairo, que o Egipto poderá ter um papel importante a desempenhar na construção de uma alternativa democrática no Mundo Árabe, a par de outros países de menor dimensão e importância estratégica.

 

À margem de uma intervenção proferida no âmbito da 20ª Conferência Geral do Conselho Supremo para os Assuntos Islâmicos - promovida pelo Presidente egípcio Hosni Mubarak - o parlamentar português considerou que a União Europeia deveria reforçar as suas relações com este Estado, cuja evolução do sistema político será crucial na definição do Mundo Árabe.

 

Paulo Casaca lembrou que o Egipto é, de vários pontos de vista, o coração do mundo árabe e uma referência fundamental no mundo islâmico. É o país árabe mais populoso, o que tem uma maior tradição cultural e científica, o que acolhe a sede da Liga Árabe e desempenha um papel charneira nesse espaço geopolítico.

 

“O Egipto é o maior e mais importante aliado ocidental na região e, continuando a ser um país com um regime autoritário, não tem desse ponto de vista comparação possível com as ditaduras brutais do Irão, do Sudão, da Líbia ou da Síria, fazendo parte do grupo de países autoritários onde já são consagrados alguns princípios importantes de um Estado de Direito, a par da Argélia, da Jordânia e de alguns Estados do Golfo”, salientou.

 

A  20ª Conferência Geral do Conselho Supremo para os Assuntos Islâmicos foi, este ano, subordinada ao tema dos “Princípios da Segurança Comum no Islão”.

 

Na sua comunicação, Paulo Casaca voltou a elogiar o papel positivo desempenhado pelo Egipto no apoio à reconciliação e reconstrução do Iraque, designadamente ao nível da resposta que tem evidenciado perante o drama dos refugiados iraquianos.

 

À luz do direito internacional, o Egipto não partilha de nenhuma obrigação específica em matéria de apoio aos refugiados iraquianos, já que não divide fronteiras com aquele país nem tão pouco está envolvido nas operações militares em curso. Para além do mais, sendo um país relativamente pobre, está a fazer mais que muitos outros de maior riqueza e responsabilidade no conflito, no sentido de aliviar o sofrimento humano no Iraque”, referiu.

 

No âmbito desta sua deslocação ao Cairo, Paulo Casaca foi recebido esta segunda-feira pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto e teve diversos encontros com parlamentares egípcios, com responsabilidades na área dos negócios estrangeiros, e com iraquianos refugiados naquele país.

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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Paulo Casaca no “National Press Club” em Washington

Os Co-Presidentes do Intergrupo do Parlamento Europeu "Amigos de um Irão Livre", Paulo Casaca e Struan Stevenson, conservador escocês, são hoje os oradores convidados do National Press Club em Washington, para uma palestra denominada de Irão e Iraque: Rumo a uma Parceria Transatlântica para uma Política Efectiva.

 

O “National Press Club”, criado por três dezenas de jornalistas a 29 de Março de 1908, marca desde então o quotidiano de Washington. Pelas portas do seu edifício passaram todos os presidentes dos Estados Unidos, desde Theodore Roosevelt, assim como Reis e Rainhas, Primeiros-Ministros, Senadores, Congressistas, Embaixadores, Professores Universitários, Líderes Económicos, entre outros.

 

O convite para esta palestra tem lugar num momento particularmente delicado do Grande Médio Oriente e em que a parceria estratégica transatlântica se torna mais importante.

 

Esta palestra será precedida de uma reunião pública no Senado e deu-se na sequência de vários encontros com congressistas norte-americanos.

 

Ainda no âmbito da sua deslocação aos Estados Unidos da América, Paulo Casaca foi recebido pelos os congressistas luso-americanos Devin Nunes e Jim Costa tendo debatido formas de promover a cooperação luso-americana em especial através dos Açores.

 

Jim Costa, membro da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Congresso discutiu em especial com Paulo Casaca a possibilidade de alargar à NATO a eventualidade de desenvolver o treino de pilotos na base das Lajes, facto que foi encarado com muito interesse.

 

Ainda neste âmbito, Paulo Casaca teve uma reunião com quatro responsáveis do Departamento de Estado e ainda com um conselheiro da Embaixada de Portugal junto dos EUA, em que se discutiu o papel dos Açores na promoção da cooperação transatlântica.

 

Em particular foi vista com muito interesse a realização de uma segunda edição da Conferência Transatlântica sobre Energias Renováveis que teve pela primeira vez lugar em Dezembro de 2006, na ilha Terceira.

 

Enquanto membro das delegações do Parlamento Europeu para as Relações com a Assembleia Parlamentar da Nato e para as Relações com o Irão, o Deputado socialista tem ainda reservado, para este último dia de deslocação, um encontro com os senadores norte-americanos, Kay Bailey Hutchison, do Texas, e Johnny Isakson, da Geórgia.

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Paulo Casaca em Washington

para contactos bilaterais sobre as actuais relações Luso-Americanas e o Médio Oriente

 

 

O Deputado Paulo Casaca é um dos oradores convidados de uma palestra subordinada ao tema “Irão e Iraque: Rumo a uma Parceria Transatlântica para uma Política Efectiva”, promovida na próxima sexta-feira, dia 7 de Março, no Edifício da Imprensa Nacional, em Washington, em que participa ainda o Deputado britânico Struan Stevenson, que partilha com o parlamentar português a Presidência do "Grupo de Amigos por Um Irão Livre".

 

O evento insere-se no programa de uma deslocação de três dias aos E.U.A que Paulo Casaca inicia já amanhã, dia 5 de Março, mediante a realização de um encontro com os congressistas luso-americanos Devin Nunes, Jim Costa e Dennis Cardoza.

 

Na ocasião, o Deputado socialista irá discutir aspectos relacionados com as actuais relações luso-americanas e a possibilidade de se encetarem novas frentes de cooperação no domínio das energias renováveis. Os desenvolvimentos registados ao nível das perspectivas agrícolas fixadas pelos EUA para os próximos anos, através da "revisão" operada na Farm Bill, em contraponto com os desafios que na Europa se colocam no âmbito do "Exame de Saúde" da PAC e o Acordo de DOHA, são outros dos assuntos que Paulo Casaca pretende abordar no encontro, em particular junto do congressista Dennis Cardoza.

 

Na quinta-feira, dia 6 de Março, o Deputado Europeu tem previsto uma reunião de trabalho com o Presidente da organização “Voice of the Copts” destinada a debater o problema de alegados casos de perseguição religiosa de comunidades cristãs minoritárias, no Egipto.

 

A agenda da visita do parlamentar português prevê ainda contactos com responsáveis do Departamento de Estado e de Defesa Norte-Americano com vista a discutir as possibilidades relativas à renegociação do Acordo das Lajes.

 

Para além da palestra já mencionada, Paulo Casaca, enquanto membro das delegações do Parlamento Europeu para as Relações com a Assembleia Parlamentar da Nato e para as Relações com o Irão, tem ainda reservado para o último dia da sua deslocação, sexta-feira, dia 7 de Março, um encontro com os senadores norte-americanos, Kay Bailey Hutchison, do Texas, e Johnny Isakson, da Geórgia.

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Irmandade Muçulmana na Europa



A convite dos deputados Hannu Takkula e Paulo Casaca, esteve hoje no PE o investigador  e especialista em extremismo político  Steven Merley para falar sobre presença da Irmandade Muçulmana na Europa.
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Colaboradores

Paulo Casaca
Walid Phares
Raymond Tanter
Thomas McInerney
Alireza Jafarzadeh
Matthias Küntzel

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