Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Paulo Casaca fala sobre “A União Europeia, o Irão e a Eficiência de Sanções”

O Deputado Paulo Casaca foi convidado a participar em mais duas Conferências Internacionais sobre a problemática iraniana, deslocando-se a Berlim e a Viena de Áustria, nos dias 2 e 3 de Maio respectivamente, para abordar o tema “A União Europeia, o Irão e a Eficiência de Sanções”, no âmbito de dois eventos organizados pelo Fórum para a Liberdade no Médio Oriente (em Berlim) e a Coligação contra o Programa de Extermínio Iraniano – STOP THE BOMB (em Viena de Áustria).

 

Nos dois eventos, Paulo Casaca irá defender a necessidade de se repensar uma nova estratégia de combate ao que denomina de "imperialismo teocrático", que comece por apoiar a verdadeira oposição política e a sociedade civil, em detrimento da aposta em falsas alternativas reformistas.

 

A Europa tem sido incapaz de agir como uma força unida perante Teerão, nem mesmo em termos económicos. Um regime inteligente de sanções económicas e diplomáticas é uma peça essencial de qualquer estratégia fiável com vista a pôr termo à bomba nuclear do fanatismo, mas que só terá efeito se for conjugada com uma política de apoio à oposição política e social e de contenção ao expansionismo teocrático na região”, refere o deputado socialista.

 

Saliente-se que ainda na passada semana, Paulo Casaca apelou para que o Parlamento Europeu dê um sinal claro e inequívoco de apoio às mulheres iranianas na sua luta contra o regime teocrático iraniano, no âmbito de uma Resolução – de que foi co-autor – sobre a violação dos direitos das mulheres e que condena a crescente pressão com que se debatem os activistas defensores de igualdade entre homens e mulheres naquele país.

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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Reactor nuclear sírio

A participação secreta da Coreia do Norte, na construção de um reactor nuclear para a Síria, foi um “desenvolvimento perigoso e potencialmente desestabilizador para o mundo”, afirmou a Casa Branca na semana passada. O episódio levanta dúvidas sobre as intenções de Pyonyang em prosseguir com a abertura de informações sobre suas actividades nucleares. Sete meses após o reactor ter sido bombardeado por Israel, a Casa Branca quebrou seu silêncio e disse que a Coreia do Norte ajudou no programa nuclear secreto da Síria, e que as construções destruídas “não eram para objetivos pacíficos”. Esta divulgação pela administração Bush poderia debilitar as negociações entre as seis partes envolvidas na tentativa da resolução do impasse com a Coreia do Norte. A Casa Branca emitiu uma declaração de duas páginas depois que os legisladores americanos foram informados sobre detalhes do reactor, após uma série de encontros no Capitólio, e que incluiu uma apresentação em vídeo pelo sector de Inteligência. A administração americana afirma estabelecer uma forte ligação entre o programa nuclear da Coreia do Norte e a construção na Síria. A apresentação também incluiu fotografias que mostravam uma forte semelhança de partes e aspectos específicos com uma construção nuclear na Coreia do Norte. A Casa Branca afirmou que a Agência Internacional para a Energia Atómica, que é a guardiã da ONU para as questões nucleares, também foi informada pela inteligência.
in Notícias da Rua Judaica








Vista aérea de satélite espião mostrando
o reactor sírio em área deserta da Síria

















Imagens apresentadas ao Congresso Americano mostraram o reactor sírio antes de ser destruído por Israel
publicado por nx às 09:57
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Paulo Casaca condena regime iraniano pelo seu tratamento bárbaro das mulheres

O Deputado Paulo Casaca condenou hoje a deterioração geral dos direitos humanos no Irão no que concerne à situação das mulheres iranianas e à crescente pressão com que se debatem os activistas defensores de igualdade entre homens e mulheres naquele país.

 

Numa intervenção na Sessão Plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no âmbito do debate de uma Resolução - de que é co-autor - sobre a violação dos direitos da mulher no Irão, o parlamentar socialista lembrou os intoleráveis episódios de perseguição movidos contra activistas da Campanha "Um Milhão de Assinaturas" -  movimento que tem levado a cabo esforços pacíficos em prol da alteração do actual quadro legislativo, do qual já foram presas, nos últimos dois anos, uma centena de activistas - e apelou para que o Parlamento Europeu dê um sinal claro e inequivoco de apoio às mulheres iranianas na sua luta contra o regime teocrático iraniano.

 

No debate muito participado, em que foi saudado o exemplo da Presidente da Resistência Iraniana, Maryam Rajavi, que hoje mesmo realizou uma conferência na Assembleia Parlamentar Europeia, as práticas discriminatórias do regime iraniano foram unanimemente condenadas.

 

O documento aprovado condena vivamente os actos de repressão contra os movimentos da sociedade civil no Irão, incluindo activistas dos direitos das mulheres, exortando as autoridades daquele país a porem termo ao assédio, intimidação e perseguição de pessoas que exercem pacificamente o seu direito à liberdade de expressão e a procederem à libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros de consciência.

 

A Resolução exorta ainda o Parlamento e Governo iranianos a alterarem a legislação discriminatória em vigor no país que afasta as mulheres da maioria dos altos cargos de Estado e do acesso à magistratura, que lhes sonega direitos iguais aos dos homens no casamento, divórcio, guarda de filhos e direitos sucessórios e que determina que todo e qualquer depoimento proferido em tribunal tem apenas metade do valor do de um homem.

 

Salienta-se igualmente o facto do Irão continuar a registar o número mais elevado de execuções de menores no mundo, encorajando-se à aplicação imediata de uma moratória num quadro de firme condenação da pena de morte.

 

O Conselho e a Comissão são instados a acompanharem atentamente a situação dos direitos humanos no Irão, abordando casos concretos de violações, e a apresentarem ao Parlamento, no segundo semestre de 2008, um relatório circunstanciado sobre a matéria.

publicado por nx às 16:11
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Paulo Casaca em várias iniciativas sobre a situação iraniana

 

Na sua qualidade de Co-Presidente do Intergrupo "Amigos de Um Irão Livre", o Deputado Paulo Casaca vai participar nos próximos dias em várias iniciativas em que estará em causa a situação do Ocidente perante o Irão.

 

No próximo dia 24 de Abril, em Estrasburgo, Paulo Casaca participa num seminário destinado a debater as "Relações entre a União Europeia e o Irão: Perspectivas de Mudança Democrática".

 

A iniciativa promovida pelo Comité Francês para um Irão Democrático e pelos "Amigos de um Irão Livre" terá lugar nas instalações da Associação Parlamentar Europeia (APE), pelas 9h30, e contará com a presença, entre outros, do Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Alejo Vidal Quadras, e do Presidente do Conselho Regional da Alsácia, Adrien Zeller. Na ocasião, Paulo Casaca abordará a relação do Irão com o fanatismo islâmico.

 

Na tarde do mesmo dia, Paulo Casaca usará da palavra na Plenária do Parlamento Europeu como co-autor de uma resolução sobre "a situação dos direitos humanos das mulheres no Irão" onde se condena a misoginia do regime teocrático e a violenta repressão que tem exercido sobre as mulheres iranianas.

 

No dia 30 de Abril, Paulo Casaca dará continuidade ao ciclo de conferências virtuais que se encontra a promover com recurso ao “Second Life”, programa que liga diariamente cerca de 10 milhões de utilizadores em todo o mundo. “Irão e o Fanatismo Islâmico” será o mote para o evento que, como habitualmente, irá realizar-se a partir do Gabinete do Deputado, Ponta Delgada, pelas 21h30 (UTC).

 

Nos dias 2 e 3 de Maio, o parlamentar socialista foi convidado a participar em mais duas Conferências Internacionais sobre a problemática iraniana, deslocando-se a Berlim no dia 2 e a Viena de Áustria no dia 3, para abordar o tema “A União Europeia, o Irão e a Eficiência de Sanções”, no âmbito de dois eventos organizados pelo Fórum para a Liberdade no Médio Oriente (em Berlim) e a Coligação contra o Programa de Exterminação Iraniano – STOP THE BOMB (em Viena de Áustria).

 

Na ocasião, Paulo Casaca irá defender a necessidade de se repensar uma nova estratégia de combate ao imperialismo teocrático, que comece por apoiar a verdadeira oposição política e a sociedade civil, em detrimento da aposta em falsas alternativas reformistas.

 

A Europa tem sido incapaz de agir como uma força unida perante Teerão, nem mesmo em termos económicos. Um regime inteligente de sanções económicas e diplomáticas é uma peça essencial de qualquer estratégia fiável com vista a pôr termo à bomba nuclear do fanatismo, mas que só terá efeito se for conjugada com uma política de apoio à oposição política e social e de contenção ao expansionismo teocrático na região”, refere o deputado socialista.

publicado por nx às 11:28
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Os motins da fome

Paulo Casaca

Ao descer a colina que liga os portões do recinto onde se encontram as pirâmides de Gizé em direcção à Avenida Al-Ahram (a avenida das pirâmides) que as liga ao Nilo e à margem oriental, ou seja, ao Cairo no sentido literal do termo, uma mole de gente anónima acumulava-se junto a uns enormes portões de ferro de um tosco edifício.

Como me explicaram os meus amigos iraquianos, tratava-se da fila de espera pela venda do pão numa padaria do Estado, que o fornece a um preço substancialmente mais baixo do que o que vigora no mercado livre.

Foi já no regresso à Europa quando li as notícias de motins da fome também no Egipto, onde massas esfomeadas protestavam contra a escassez do pão vendido nessas padarias, ao que parece, provocada pelo desvio de quantidades apreciáveis de farinha para o mercado negro, que a fisionomia daqueles egípcios na fila do pão se negou a sair das minhas recordações. Depois do Egipto, vimos o Haiti e um pouco todo o terceiro mundo sucumbir a crises semelhantes.

Respondemos à crise energética com esta brilhante ideia de substituir a gasolina por álcool produzido por cereais, esquecendo-nos de quantos e quantos milhões de pessoas por este mundo fora dependem vitalmente desses cereais para a sua sobrevivência, e o problema é que não só o petróleo não baixou como criámos um novo círculo de interesses e de lógicas com dinâmicas próprias, onde os miseráveis do nosso planeta parecem não ter lugar.

O imobiliário, o sistema financeiro e a bolsa caíram sucessivamente a partir dos EUA e o mais que o G7 – ou seja, o clube dos países mais ricos – foi capaz de fazer foi de pedir à banca que fizesse o favor de ser transparente, declarar perdas e tomar as medidas necessárias para assegurar a sua solvência, esquecendo-se aliás de lembrar que tanto os EUA e o Reino Unido já utilizaram generosamente o dinheiro dos contribuintes para salvar as instituições mais frágeis.

O sistema mundial de câmbios está, no entretanto, a ser sujeito a tensões extremas, não se vendo até agora nenhum passo por parte da China e de outras potências asiáticas para tomar as medidas que só eles podem tomar e que poderão evitar consequências graves em todo o sistema económico internacional.

Porém, de forma absolutamente extraordinária, as matérias-primas – em especial as energéticas e as alimentares – não dão qualquer sinal de queda, contribuindo assim, num movimento de pinças, para tornar a vida mais difícil a quem delas depende para os seus abastecimentos.

Portugal é o país da UE-15 (não acredito que a situação seja substancialmente diferente no contexto da UE-27) que enfrenta a maior dependência energética e alimentar, sendo que a sua estrutura produtiva continua extremamente especializada na indústria ligeira e no turismo que mais sofre com a quebra da procura e com a actual crise cambial, pelo que, tal como à generalidade das instâncias internacionais, também a mim me parece impossível que o actual quadro internacional não venha a ter repercussões nas nossas projecções macroeconómicas.

Penso que a União Europeia não pode continuar indiferente a este cenário e que tem de pensar rapidamente em avaliar os efeitos dos actuais choques económicos,  nomeadamente da sua assimetria.

No plano externo, há que reforçar imediatamente a ajuda alimentar de emergência e, em especial, tendo em conta os refugiados de países mártires como o Iraque e o Sudão, e no plano interno, há que actuar nos países e regiões que estão a sofrer as consequências da actual crise de forma mais dura, como é o caso do nosso país. 
publicado por nx às 13:59
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

O Irão e a Al-Qaeda

Paulo Casaca

Uma série de comentadores internacionais, seguidos de forma mais ou menos fidedigna por muitos outros a nível nacional, resolveram reagir a comentários triviais de John McCain relativos ao apoio dado pelo Irão à Al-Qaeda com tonitruantes declarações reclamando a retracção dessas afirmações.

Curiosamente, o líder operacional da Al-Qaeda, o egípcio Ayman Al-Zawahiri, já no final de Dezembro de 2007, numa entrevista produzida pela sua companhia multimédia Al-Sahab (in MEMRI n.º 1787 - 18 de Dezembro de 2007), procurava transmitir essa ideia: não negando explicitamente a existência da ligação Irão-AlQaeda no passado – e ninguém que saiba do que está a falar poderá negar com um mínimo de credibilidade essa ligação – procurava-se passar a ideia de que a Al-Qaeda tinha rompido com o Irão, que teria "apunhalado a Nação Islâmica nas costas".

Aparentemente, há quem embarque num raciocínio simplista: se foi com base em informações relativas à ligação entre Saddam Hussein, a Al-Qaeda e armas de destruição maciça (que se vieram a revelar falsas) que foi desencadeada a guerra do Iraque, se quisermos evitar a guerra com o Irão, o que há a fazer é negar que este tenha ligações à Al-Qaeda ou a armas de destruição maciça.

Subjacente a esta preocupação está a lógica de que os fins justificam os meios, em vez da lógica de que, só na base da verdade e nada mais que na base da verdade, é possível informar com rigor e seriedade e evitar desastres como o iraquiano.

Existe um volume enorme de informação independente sobre as ligações entre o regime iraniano e a Al-Qaeda, o que não quer dizer que não subsistam grandes áreas de sombra e de dúvida quanto à intensidade e natureza dessas relações.

Al-Zawahiri é partidário da repetição no Egipto de uma revolução islâmica como a do Irão e teve sempre relações próximas com esse país, continuando a ser hoje, na Al-Qaeda, o principal elo de ligação a Teerão, sendo que há quem entre os analistas internacionais esteja convencido que a sua base de operações actual se encontra mesmo no Irão.

Em qualquer caso, a organização de Al-Zawahiri, a Al-Jihad, só adere formalmente à Al-Qaeda no final da década de noventa, já de regresso ao Afeganistão, embora tenha mantido entretanto uma estreita colaboração com Bin Laden.

É o sucesso dos atentados de 1983 do Hezbollah que matam centenas de soldados dos EUA e da França, levando ambos estes países a deixar o Líbano, que convence Bin Laden a aderir ao terrorismo suicida. É o histórico líder terrorista do Hezbollah, Imad Mugnyah, que contrata com Bin Laden o treino dos operacionais da Al-Qaeda nas técnicas do terrorismo suicida.

O regime teocrático iraniano é o inventor do terrorismo suicidário moderno e fez a sua disseminação à escala mundial através do Hezbollah libanês (até os Tigres Tamil se inspiraram no Hezbollah) e dos grupos terroristas iraquianos instalados no Irão na sua vizinhança ocidental.

Com o advento dos talibãs no Afeganistão, que hostilizam o regime iraniano, e o regresso da Al-Qaeda a esse país, as relações entre o Irão e a Al-Qaeda parecem esfriar, mas a partir da operação aliada contra o Afeganistão existem provas insofismáveis de que numerosos dirigentes da Al-Qaeda se refugiam no Irão, e que alguns deles desencadeiam operações terroristas no vizinho Iraque.

Entre estes encontram-se os dirigentes do Ansar-al-Islam, que se instala na fronteira do Irão com o Curdistão iraquiano, e Al-Zarkaoui, que vai depois tornar-se o dirigente da Al-Qaeda no Iraque.

O apoio do regime iraniano à Al-Qaeda no Iraque e o terrorismo brutal desta organização contra os iraquianos em geral, e em particular contra as populações de áreas maioritariamente sunitas, leva a generalidade dos insurrectos sunitas iraquianos a inverter a sua política de alianças, procurando apoio dos EUA para combater a Al-Qaeda e outros grupos terroristas treinados, financiados e apoiados por Teerão.

Existem a esse propósito inúmeros testemunhos públicos, entre os quais podemos citar uma recente entrevista com os dirigentes do Hamas-Iraque (in MEMRI n.º 1890 - 8 de Abril de 2008).
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

60º Aniversário do Estado de Israel

Paulo Casaca preside a Workshop sobre "Ajuda e Desenvolvimento"

 

O Deputado Paulo Casaca preside, na manhã da próxima quarta-feira, dia 9 de Abril, a um Workshop sobre “Ajuda ao Desenvolvimento” no âmbito das comemorações do 60º Aniversário do Estado de Israel.

 

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Deputado Nickolay Mladenov (PPE-DE), terá lugar nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, e insere-se num ciclo de palestras e eventos culturais promovidos pela organização “Amigos Europeus de Israel” (EFI – European Friends of Israel) - de que Paulo Casaca é membro fundador, integrando actualmente a sua Comissão Executiva - pela Missão de Israel junto da União Europeia e pela B'nai B'rith International.

 

Serão oradores convidados neste workshop, Smadar Shapira, responsável pelo projecto “Saving Children” do Centro Peres para a Paz, programa lançado em 2003 e que assegura  assistência médica a mais de um milhar de crianças palestinianas por ano, Drora Tzarfati, do Centro de Cooperação Internacional Mashav do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, que tem em curso diversos projectos médicos na área da prevenção da cegueira e tratamento de doenças oculares junto de refugiados, e o Tenente Coronel Itai Peleg, da Unidade de Salvamento das Forças de Defesa de Israel (IDF), unidade composta fundamentalmente por soldados na reserva com especialidades nas vertentes da medicina, engenharia, operações de maquinaria pesada e cinotecnia, e que desde 1984 tem desenvolvido em todo o mundo diversas missões de apoio e salvamento de vítimas em cenários de catástrofe.

 

Para além deste evento, o programa das comemorações do 60º Aniversário do Estado de Israel no Parlamento Europeu, em Bruxelas, prevê a realização de uma mostra cinematográfica e várias outras palestras destinadas a debater os fenómenos da imigração e multiculturalidade, ambiente, tecnologia, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional.

publicado por nx às 16:51
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Paradoxos Iraquianos

Paulo Casaca

A trégua conseguida pelo General David Petraeus, por parte do líder radical xiita Muqtada Al-Sadr, foi dos mais importantes sucessos estratégicos americanos no Iraque em 2007 e, contrariamente ao que se possa pensar, os actuais confrontos com as suas milícias são um revés de consequências potencialmente desastrosas.

O General Petraeus estudou e entendeu o que há de mais importante a compreender na história recente do Iraque, nomeadamente o facto de as principais correntes religiosas xiitas iraquianas se terem fortemente dividido nas três últimas décadas entre uma corrente nacionalista iraquiana "Al-Sadr" e uma corrente xiita pró-iraniana de que a família mais importante é a "Al-Hakim", família que veio do Irão para o Iraque em meados do século XIX e cuja origem é libanesa.

As duas correntes são igualmente partidárias de uma leitura extremista do Islão, mas enquanto a primeira alinhou com as forças leais ao país na guerra com o Irão a segunda integrou os destacamentos dos Guardas Revolucionários Iranianos (Pasdaran) na guerra contra o seu país de origem.

Quando os EUA resolveram invadir o Iraque, trouxeram na sua ilharga as facções iraquianas que o Irão armou e financiou desde o início da década de oitenta e que utilizou, desde então, na sua guerra contra o Iraque e depois em actividades terroristas neste país e na região do Golfo, nomeadamente as brigadas BADR, formadas como destacamento dos Pasdaran.

Foram as facções iranianas do Xiismo Iraquiano aquelas que ocuparam imediatamente o centro do poder e que, por essa razão, continuam a ter os lugares principais no Governo do Iraque, com um pequeno interlúdio quando os EUA resolveram convidar o mais pró-ocidental dos líderes iraquianos – Ayad Al-Alawi – para Primeiro-Ministro.

Moqtada Al-Sadr foi das primeiras figuras que se distanciou desta dupla ocupação do Iraque, pelos EUA e pelo Irão, tentando tirar partido do seu inequívoco apoio popular. O regime iraniano, de forma inteligente, ao mesmo tempo que utilizou os EUA para impor os seus homens de mão no controlo do Iraque, foi financiando todo o tipo de rebeldes que tornassem a presença dos EUA insuportável.

A estratégia de Al-Sadr está a atingir os seus limites, porque o apoio iraniano foi um apoio envenenado: por um lado deu armas e dinheiro e, por outro, infiltrou as milícias de Al-Sadr de Pasdaran e dos piores gangsters existentes no Iraque.

O crescente envolvimento destes elementos, não controlados por Al-Sadr, em ataques contra os EUA e a população fez com que a declaração de guerra do Governo iraquiano às milícias de Al-Sadr – que sem dúvida foi apadrinhada por Teerão – não pudesse ser contestada pelas forças americanas.

O afastamento ou a secundarização das milícias de Moqtada Al-Sadr virá assim apenas reforçar o controlo da situação no Iraque pelo regime iraniano.

publicado por nx às 12:19
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