Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Reactor nuclear sírio

A participação secreta da Coreia do Norte, na construção de um reactor nuclear para a Síria, foi um “desenvolvimento perigoso e potencialmente desestabilizador para o mundo”, afirmou a Casa Branca na semana passada. O episódio levanta dúvidas sobre as intenções de Pyonyang em prosseguir com a abertura de informações sobre suas actividades nucleares. Sete meses após o reactor ter sido bombardeado por Israel, a Casa Branca quebrou seu silêncio e disse que a Coreia do Norte ajudou no programa nuclear secreto da Síria, e que as construções destruídas “não eram para objetivos pacíficos”. Esta divulgação pela administração Bush poderia debilitar as negociações entre as seis partes envolvidas na tentativa da resolução do impasse com a Coreia do Norte. A Casa Branca emitiu uma declaração de duas páginas depois que os legisladores americanos foram informados sobre detalhes do reactor, após uma série de encontros no Capitólio, e que incluiu uma apresentação em vídeo pelo sector de Inteligência. A administração americana afirma estabelecer uma forte ligação entre o programa nuclear da Coreia do Norte e a construção na Síria. A apresentação também incluiu fotografias que mostravam uma forte semelhança de partes e aspectos específicos com uma construção nuclear na Coreia do Norte. A Casa Branca afirmou que a Agência Internacional para a Energia Atómica, que é a guardiã da ONU para as questões nucleares, também foi informada pela inteligência.
in Notícias da Rua Judaica








Vista aérea de satélite espião mostrando
o reactor sírio em área deserta da Síria

















Imagens apresentadas ao Congresso Americano mostraram o reactor sírio antes de ser destruído por Israel
publicado por nx às 09:57
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

A nossa civilização

Paulo Casaca

Como não podia deixar de ser, o Ano Europeu para o Diálogo Intercultural está também a ser assinalado pelo Parlamento Europeu que, nesse contexto, por iniciativa do seu Presidente, resolveu dar a maior ênfase ao diálogo interreligioso, convidando para usar da palavra nas sessões plenárias dirigentes religiosos muçulmanos, judeus e cristãos.

Tratou-se de um passo de grande alcance mas também de algum risco. Começa porque a cultura não se resume à religião, nem todos se revêem nas religiões, e nem todos se revêem nos mesmos representantes religiosos.

O Islão – por onde se começou – não tem propriamente figuras tutelares como tem a Igreja Católica, e mesmo no Xiismo, cujo clero está organizado de forma mais semelhante à católica, não existe um Grande Ayatollah que seja universalmente aceite como dirigente religioso supremo.

Nesta circunstância, a escolha do Grande Mufti da Síria, Ahmad Bader Hassoun, como o convidado que representa o Islão é, naturalmente, uma escolha melindrosa, como o seria qualquer outra. A tradição sunita é de grande ambivalência no que respeita à relação entre o poder temporal e espiritual, sendo que não existe uma hierarquia religiosa aceite enquanto tal.

Os "Mufti", como qualquer "ullema", começam por ser pessoas com qualificações académicas em matérias de interpretação do Corão, mas têm para além disso poderes temporais em matéria de "Sharia" (ou seja, um poder judicial tal como prescrito por uma leitura textual do Corão) e outras que possam ser cobertas por "fatwas", espécie de decretos canónicos cuja interpretação do âmbito é muito vasta.

Os "Mufti" são normalmente designados pelo poder político – o que não quer dizer que não possam manter a sua independência e pôr em causa o poder político que os nomeia. No caso de Ahmad Hassoun, ele é o antigo mufti de Allepo e também um antigo deputado no regime de Assad, que o nomeou para o presente cargo, pelo que ele é, em larga medida, também um representante do Estado sírio.

O discurso de Ahmad Hassoun foi um discurso virado para a defesa da civilização humana como única – em contraponto à leitura da existência de várias civilizações em choque – e para a defesa da tolerância e do diálogo intercultural, o que me levou naturalmente a aplaudi-lo sem naturalmente me esquecer de lhe perguntar sobre o que ficou por dizer.

Em carta aberta ao Presidente Pöttering, sem questionar a escolha, e respondendo a uma solicitação pessoal da Amnistia Internacional, lembrei-lhe a necessidade de colocar a debate a questão dos direitos humanos na Síria, o que efectivamente aconteceu durante a tarde, juntamente com várias outras que se relacionam com a situação política na região.

Para já penso que a iniciativa começou bem. Veremos como ela vai continuar.

publicado por nx às 11:14
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Iran and Syria Move Fast to Crush Democracy as Washington Dithers

Walid Phares

 

While Petrodollars Propaganda showers networks in North America, the Middle East and Europe in order to weaken the resolve of democracies to confront the Iranian and Syrian regimes; and while "lobbies" in the West accelerate their campaigns to break the isolation of Damascus and Tehran; these two regimes confronted their oppositions in several attempts to crush them as long as the "window of opportunity is open", according to insiders.

 

The Khamenei and Assad regimes, relying on the Baker-Hamilton report which caused confusion throughout the West, took advantage of the findings of the NIE and rushed to clamp down on what they consider the real dangers emerging from the inside their countries. While the Iranian propaganda machine uses oil-generated revenues to place favorable stories in the international media to impact think tanks around the world, Syrian Mukhabarat and Pasdaran operated swiftly over the past few days to shut down dissident groups and youth activities deemed "dangerous".  Read: getting too close to provoke political changes.

 

Syrian Mukhabarat arrest dissidents        

 

According to news agencies and the reformist site Aafaq, "Syrian security forces last Wednesday raided the home of Riad Seif and broke up a meeting of the Secretariat of the “Damascus Declaration for National Democratic Change in Syria.”  Those who were present at the time of the raid were threatened with arrest if they did not leave the house immediately. This was just two days after the government launched a campaign of arrests across Syria sweeping up leading members of the political opposition.   

 

Among those present at the meeting, reports Aafaq and other dissident news agencies, were:  Dr. Fada’ Al-Hourani, President of the National Council of the Damascus Declaration, Secretariat members Riad Seif and Riad Turk, Nawaf Al-Bashir, Suleiman Al-Shammar, Walid Bunni (a detainee of the Damascus Spring), Ali Al-Abdullah, Ismail Omar, and Abdul Ghani Ayyash, Amin Sheikh Abdi, Ghassan Al-Naggar, Gabra’il Koreah, Abdul Karim Al-Dahhak, and Muwaffaq Nirbeh. 

 

Syrian security services carried out a campaign of mass arrests on Sunday evening and Monday that covered all Syrian "governorates", and arrested members of the National Council of the Damascus Declaration, who held their convention in Damascus last week.  Most of the arrested have been released, but Akram Bunni, Ahmad Tomeh  and Jabar Shoufeh remain in custody. The Syrian Human Rights Committee (SHRC) said Sunday that the Amn al Dawla State Security in the city of Hama summoned Dr. Fida’a al-Horani, the president of Damascus Declaration for National Change, that same day, Sunday December 16.  She was arrested at the time of her arrival at 11.00 a.m. and hurriedly moved to the headquarters in Damascus.

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The SHRC immediately condemned this arrest and requested the immediate release of Dr. Horani, and the release of her colleagues Akram al-Bunni, Ahmad To’ma and Jabr al-Shoofi. According to Syrian opposition sources, the campaign aims at "breaking the backbone of the democratic opposition, while taking advantage of the American so-called dialogue with the Assad regime. The latter," added the source "took advantage of the invitation to Annapolis by the US to claim that a US-Syrian dialogue is underway. Hence under the aegis of such perception, Bashar Assad instructed his Mukhabarat to hit the iron while it is hot." Every time Western media talks about "talking with Syria" the secret services comes to "talk" with us, said a dissident.     

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Pasdaran stikes at internet cafes

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According to Reuters and other agencies, Iranian Police closed down 24 Internet cafes over the past 24 hours and arrested 23 youths. The Police commander Nader Sarkari said his troops burst into 435 cafes looking for anti-revolutionary elements. Iranian opposition sources said 11 young women were arrested. In addition security forces searched 275 restaurants and closed down 17.

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According to Iranian opposition sources, the Pasdaran were instructed by Ahmadinejad to sweep the capital and other cities for the "potential threat of growing pro-democracy youth." In fact, the Internet cafes have become bases for the "revolutionary anti-Khomeinist youth" in the country. Thousands of high school and college students meet in these locations and also communicate among each other across the country. Per Iranian dissidents appearing in chat rooms in cyberspace, a "real revolutionary force is mushrooming in Iran."  They said "how sad it is to see Western media and academics siding with the fascist regime in Tehran as we are on the brink of a formidable uprising." Iranian young scholars said in the chat rooms that "because of Internet we can read what these journalists are writing in defense of the regime. What they don't know, is that while they are covering up for the Ayatollah and their Petrodollars, we are becoming the majority among the youth." 

Last week a main Iranian opposition group, based in Iraq and Europe, the "People’s Mujahidin" organized small demonstrations on several campuses in Tehran. The group, known as MEK is still designated as Terrorist in the United States while its status is now changing in Britain and other European countries. Tehran's regime, designated as Terrorist by Washington, considers the MEK as terrorist. This puzzling situation is due to the fact that pro-Iranian pressure groups consider the Mujahidin Khalq as a real threat to the regime and thus put significant pressures internationally to keep the designation of the MEK as is. 

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"Axis" strikes at Lebanese Army

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The Syro-Iranian move to crush their opposition using the "window of opportunity", created by the NIE and the "talk-to-Syria-and-Iran" campaign in Washington and Brussels, is not confined to these countries. This week, the "axis" war room delivered a deadly blow to the Lebanese Army, which is considered by Hezbollah as the only native force capable of engaging its militias at some point. The assassination of Brigadier General Francois Hajj is increasingly perceived as a preemptive strike by the Pasdaran-controlled Hezbollah against a future commander of the Lebanese Armed Forces. Hajj was the chief operations officer who planned and led the campaign to defeat Fatah al Islam in Nahr al Bared. A growing opposition inside Lebanon is building against this Iranian-funded organization. In today's issue of the Kuwait Al Siyassa, several Lebanese NGOs called on the UN to investigate with Hassan Nasrallah at the Hague. "The only military force capable of perpetrating these terror acts, other than the Lebanese Army and the UNIFIL is none [other] than Hezbollah" said these groups in al Siyassa.       

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As events are unfolding, the two terror regimes of Iran and Syria are sprinting to eliminate the democratic opposition rising inside their public and the Cedars Revolution in Lebanon. They feel they can strike fast while the Beltway debate is still trying to figure out if the power elite in Tehran and Damascus can become good partners in peace and stability. 


Dr Walid Phares is the director of Future Terrorism Project at the Foundation for the Defense of Democracies, a visiting scholar at the European Foundation for Democracy, and the author of The War of Ideas: Jihadism against Democracy.

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publicado por nx às 19:11
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