Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Angelina Jolie e o Arcebispo de Cantuária

Paulo Casaca

De acordo com a imprensa, o Arcebispo de Cantuária e primeiro responsável da igreja anglicana afirmou ser inevitável a adaptação da legislação britânica a alguns aspectos da Sharia.

Afirmou ainda o eclesiástico que com isso o Reino Unido não faria mais do que o que já acontece com a adaptação da lei aos preceitos de outras confissões religiosas.

Começa por ser francamente difícil de aceitar ver eclesiásticos refugiarem-se no pragmatismo do que é inevitável para defender o inaceitável, continua pelo facto de o argumento escolhido ser manifestamente não conforme à realidade, porque aquilo a que assistimos é a uma progressiva descristianização da lei, e termina por ser intolerável que um dirigente religioso passe uma esponja sobre aquilo que serve cada vez mais de argumento para crimes em massa contra a humanidade.

Mas tanto ou mais grave do que isso é que o Arcebispo de Cantuária se esqueça de explicar quais são os aspectos da Sharia que acha inevitável sejam introduzidos na arquitectura legal britânica. Será que se trata da extensão da pena de morte à apostasia (renunciar ao Islão) ou ao consumo de bebidas alcoólicas como está neste momento a ser debatido nas instâncias legais iranianas?

E se não, se o Arcebispo não encontrou tempo para se exprimir sobre estes e tantos outros crimes contra a humanidade que se fazem em nome da Sharia não considera que, pelo menos, teria de explicar minimamente a que tipo de Sharia se referia ser inevitável que fosse introduzida na legislação criminal britânica?

Tendo em conta que Gordon Brown nomeou para a pasta da justiça Jack Straw - o responsável número um pela submissão da política britânica aos objectivos do fanatismo islâmico iraniano - ninguém pode ficar descansado nesta matéria, nem mesmo depois de Downing Street (o gabinete do Primeiro Ministro) ter garantido não ter a intenção de aplicar a Sharia como tinha sido sugerido.

Seria bom que o Arcebispo de Cantuária em vez de querer adaptar a Sharia no Reino Unido - supostamente para satisfazer a pressão muçulmana - olhasse antes para o exemplo de Angelina Jolie que foi a Bagdade apelar à solidariedade com os milhões de deslocados e refugiados iraquianos vítimas, exactamente, da aplicação da Sharia tal como a entendem os fanáticos que espalham o ódio, a morte e a destruição nesse país.

Tal como lembra Angelina Jolie, 58% dos deslocados têm menos de doze anos, e sofrem de carências de tudo, a começar por abrigos e cobertores cuja falta foi duramente acentuada pelo Inverno rigoroso que se viveu na imensa planície entre o Tigre e o Eufrates.

Os iraquianos são seres humanos de carne e osso como todos nós e são seres humanos antes de serem o que quer que seja para além disso. O facto de a esmagadora maioria deles serem muçulmanos não pode, na minha opinião, servir para os discriminar seja de que maneira for.

A cedência de um conjunto crescente de almas iluminadas do Ocidente às exigências do fanatismo islâmico é antes do mais uma falta de respeito por um grande número de seres humanos que sendo muçulmanos, não sonham com virgens no Paraíso ou a decapitação de infiéis, mas sonham poder educar os filhos em segurança e em liberdade, progredir economicamente respeitando costumes, tradições e, naturalmente, a sua religião.

São eles as principais vítimas do fanatismo que invoca os fundamentos da Sharia e é por respeito por eles que me parece que seria bom meditar no exemplo que foi dado por Angelina Jolie.
publicado por nx às 15:23
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Resistindo à Lei islâmica

por Daniel Pipes

Jerusalem Post
22 de Fevereiro de 2008
http://pt.danielpipes.org/article/5481

Original em inglês: Resisting Islamic Law
Tradução: Joseph Skilnik

Os povos ocidentais que se opõe à aplicação da lei islâmica (a Sharia) assistem com desânimo ao seu crescente avanço nos seus países – a aceitação progressiva de haréns, um líder da igreja que endossa a lei islâmica, um juíz que faz referências ao Alcorão, tribunais muçulmanos clandestinos que promovem sua própria justiça. O que pode ser feito para deter a progressão deste sistema legal medieval tão profundamente em conflito com a vida moderna, que oprime as mulheres e transforma os não-muçulmanos em cidadãos de segunda classe?

O primeiro passo requer dos povos ocidentais que instalem uma frente unida contra a Sharia. Ao se defrontarem com uma iminente hostilidade, os islâmicos cedem. Como exemplo, observe o recuo na semana passada pelo Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) numa disputa relativa a cães de guia usados pelos cegos.

Os muçulmanos tradicionalmente consideram cachorros animais impuros que devem ser evitados, criando uma aversão problemática quando donos de lojas muçulmanos ou motoristas de táxi se negam a prestar serviços para pessoas ocidentais cegas que se valem dos serviços de cães guia. Reuni quinze casos como estes no meu weblog, "Motoristas de Táxi Muçulmanos x Cães Guia para Cegos": em cinco Estados dos Estados Unidos (Nova Orleans, Cincinnati, Milwaukee, Brooksville, Fl.; Everett, Wash.); quatro do Canadá (Vancouver, duas vezes em Edmonton, Forte McMurray, Alberta); três do Reino Unido (Cambridge, duas vezes em Londres); dois da Austrália (Melbourne, Sydney) e um da Noruega (Oslo).

Novas ocorrências citam agressivos motoristas de táxi muçulmanos rejeitando passageiros cegos, gritando: "nada de cachorros, nada de cachorros, caia fora, caia fora"; "Retire este cachorro daqui"; e "nada de cachorros, nada de cachorros". Os cegos são rejeitados, humilhados, abandonados, insultados e até mesmo feridos, deixados na chuva, deixados no meio do caminho na terra de ninguém, fazendo com que se atrasem em compromissos ou que percam voos.

Representante dos Direitos Humanos Australianos Graeme Innes e o seu cão guia. O serviço prestado por motoristas de táxis lhe é frequentemente negado.

Organizações islâmicas manifestaram-se inicialmente em relação a este problema apoiando os motoristas de táxis anti-caninos. A Associação muçulmana do Canadá salientou a maneira pela qual os muçulmanos em geral consideram a saliva de cachorro suja. Em certa ocasião a CAIR apoiou esta afirmação, alegando que "a saliva dos cachorros invalida a pureza ritual necessária para a oração". Em outra, o dirigente da CAIR, Nihad Awad, declarou que "os Povos do Oriente Médio em especial… foram doutrinados com uma espécie de medo de cachorros" e justificou um motorista que rejeitou um cão guia com base de que ele "tem um medo genuíno e que agiu de boa fé. Ele agiu conforme as suas crenças religiosas".

Porém, quando a polícia e os tribunais são notificados, os direitos legais dos cegos para suas necessidades básicas e para a sua dignidade quase sempre triunfam sobre a aversão muçulmana aos cachorros. O proprietário muçulmano ou o motorista acaba invariavelmente admoestado, multado, reeducado, advertido ou até mesmo encarcerado. O juiz que achou o comportamento de um motorista de táxi ser "uma desgraça total" falou por muitos.

A CAIR, percebendo que sua abordagem tinha falhado tanto nos Tribunais de Justiça como na opinião pública, repentina e agilmente mudou de lado. Por exemplo, numa manobra cínica, organizou 300 motoristas de táxis em Minneapolis a fim de que oferecessem corridas grátis para os participantes de uma conferência da Federação Nacional dos Cegos. (Não convencido por este truque óbvio, um funcionário da federação respondeu: "Nós estamos realmente aborrecidos… com a oferta de corridas grátis. Nós achamos que isso não resolve coisa alguma. Nós acreditamos que os motoristas de táxis precisam entender que a lei diz que eles não podem rejeitar uma pessoa cega".) E, finalmente, na semana passada, o escritório canadense da CAIR emitiu uma declaração exortando aos muçulmanos que acomodem os passageiros cegos, mencionando um membro da comissão de directores que "o Islão permite que cachorros sejam usados pelos portadores de deficiência visual".

A capitulação da CAIR tem uma lição importante: Quando os povos ocidentais concordam amplamente em rejeitar uma lei específica islâmica ou uma tradição e se unem contra ela, os islâmicos ocidentais têm que se ajustar à vontade da maioria. Cães guia para cegos representam apenas uma entre muitas questões de consenso; outras tendem a envolver mulheres, como maridos que batem nas esposas, a burca que cobre a cabeça, a mutilação genital feminina, e "matanças em nome da honra". A unidade ocidental também pode compelir os islâmicos a condenarem suas posições predilectas em áreas como a escravidão e os complacentes financiamentos da Sharia.

Outras práticas derivadas do Islão (ainda) não existem no Ocidente, mas prevalecem no mundo muçulmano. Estas incluem castigar uma mulher por ter sido violada, exploração de crianças em atentados suicidas e a execução de criminosos por crimes como conversão do Islão para outra religião, adultério, ter um filho fora do matrimónio ou feitiçaria. A solidariedade ocidental pode obter concessões nestas áreas também.

Se os povos ocidentais estiverem juntos, a Sharia estará condenada. Se não, estaremos nós.

publicado por nx às 15:19
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